POLÍTICA NACIONAL

Senado fará debates sobre política de energia renovável e o fenômeno El Niño

O Senado vai promover uma sessão especial para debater a produção de energia renovável no país. O requerimento (RQS 349/2026), apresentado pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE) e outros senadores, foi aprovado no Plenário nesta terça-feira (12).

A sessão contará com a presença de representantes do governo e de entidades ligadas ao tema. As políticas públicas, os exemplos de países vizinhos e a liderança do Brasil na transição energética serão alguns dos focos do debate.

— É um tema muito importante, que tem evoluído muito no país. A energia limpa e renovável é essencial para o Brasil que a gente sonha e para o qual a gente trabalha todos os dias — afirmou Laércio.  

El Niño e Falcões

Também nesta terça-feira, foi aprovada a promoção de uma sessão de debates para discutir os desastres naturais e os fenômenos climáticos, como o El Niño (RQS 366/2026). Segundo o autor do requerimento, senador Esperidião Amin (PP-SC), o debate vai permitir a análise de propostas para aprimorar as ferramentas de prevenção e a reação por parte da sociedade e dos órgãos públicos.

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Os senadores ainda aprovaram a realização de uma sessão de homenagem para celebrar os 15 anos da instituição Gerando Falcões (RQS 363/2026). De acordo com o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), autor do requerimento de homenagem, a instituição registra uma “relevante contribuição para a promoção do desenvolvimento social em territórios vulneráveis em diversas regiões do país”.

As datas das sessões especiais ainda serão agendadas pela Secretaria-Geral da Mesa (SGM).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto prevê medidas para assegurar energia elétrica em Roraima

O Projeto de Lei 6737/25 prevê que a conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) assegure o fornecimento de energia elétrica estável, contínuo, seguro e de qualidade, inclusive em áreas remotas e de difícil acesso.

A proposta está em análise na Câmara dos Deputados. O autor, deputado Duda Ramos (Pode-RR), sugere que, se aprovada, a iniciativa seja denominada Lei de Resiliência Energética Pós-Interligação e Qualidade do Serviço em Roraima.

“O objetivo é transformar a recente conexão ao SIN, concluída em 2025, em um benefício estrutural e sustentável para a população de Roraima, reduzindo as interrupções e elevando os padrões de qualidade”, afirmou o parlamentar.

“Historicamente, Roraima foi a única unidade da federação não interligada ao SIN, operando de forma isolada por meio de termelétricas a óleo com custos extremamente elevados. A conclusão da interligação representa um marco de política pública, prometendo maior confiabilidade e redução de custos”, disse.

“No entanto, dados estruturais e análises de mercado indicam que interligar a malha elétrica, por si só, não garante avanço da qualidade, continuidade do abastecimento e resiliência”, avaliou Duda Ramos ao defender a iniciativa.

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Objetivos
O texto reconhece a energia elétrica como infraestrutura essencial à prestação de serviços públicos, à segurança hídrica, à saúde, à educação e ao desenvolvimento regional. Estabelece ainda mecanismos de indução, metas de desempenho e instrumentos complementares de geração distribuída e armazenamento.

Conforme a proposta, serão objetivos da futura lei:

  • garantir qualidade e continuidade do fornecimento de energia elétrica após a interligação ao SIN;
  • reduzir interrupções e oscilações no serviço;
  • aumentar a resiliência energética em localidades remotas;
  • assegurar atendimento prioritário a serviços públicos essenciais;
  • promover a transição energética com soluções limpas e descentralizadas; e
  • reduzir desigualdades territoriais no acesso à energia de qualidade.

Outros pontos
O texto também institui o Plano de Resiliência Energética para Localidades Remotas de Roraima, com foco em:

  • implantação de geração distribuída solar fotovoltaica;
  • adoção de sistemas de armazenamento de energia;
  • soluções híbridas compatíveis com a realidade local; e
  • redução da dependência exclusiva da rede de transmissão.

A governança das iniciativas previstas deverá ser exercida pelo governo federal, em articulação com o governo estadual, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e com as concessionárias, além de órgãos interessados.

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Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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