POLÍTICA NACIONAL
Senado começa 2026 com a missão de aprovar o novo PNE
Em 2026, o Senado deve se debruçar sobre o projeto de lei que estabelece o novo Plano Nacional de Educação (PNE). Aprovado em dezembro pela Câmara, o PL 2,614/2024 já está no Senado e deve ter a análise iniciada após a volta dos trabalhos legislativos, em fevereiro.
O caminho pelo qual o texto vai passar ainda não foi definido, mas a presidente da Comissão de Educação, senadora Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que o PNE será prioridade do colegiado em 2026.
— O principal tema, logo no início de 2026, será, sem dúvida, o Plano Nacional de Educação e seus desdobramentos pelos entes federativos (…). Isso já está pacificado entre todos os atores da educação, inclusive com o presidente [do Senado] Davi Alcolumbre, e com o ministro [da educação] Camilo Santana, será a nossa primeira pauta, logo no início de 2026 — disse a senadora em pronunciamento no dia 17 de dezembro.
O plano traz diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira para o período de dez anos. É com base no PNE que os governos estruturam seus planos específicos, decidem compras e direcionam investimentos, conforme o contexto e a realidade local.
De acordo com o Ministério da Educação, o PNE é um plano para todo o país, com responsabilidades compartilhadas entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Por ser decenal, ultrapassa diferentes governos e pode superar a descontinuidade das políticas públicas a cada mudança de condução político-partidária.
Prazo
O prazo do PNE que está em vigor se encerraria no final de 2024. O texto encaminhado pelo Executivo determinava o período do próximo plano seria 2024-2034, mas o começo da vigência teve de ser adiado, até que o projeto seja aprovado pelo Congresso. Com isso, o novo PNE deverá valer por 10 anos a partir da publicação da lei.
— A atualização do Plano Nacional de Educação é urgente e estratégica para o futuro do país. O PNE atual já não responde plenamente aos desafios que a educação brasileira enfrenta hoje, e cada ano de atraso significa menos planejamento, menos metas claras e mais desigualdade — disse a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) à Agência Senado.
Esta é a terceira edição do plano, que alinha planejamento educacional brasileiro com padrões de qualidade, equidade e eficiência. O foco é na erradicação do analfabetismo e na universalização do atendimento escolar.
Um dos destaques do texto em discussão é a ampliação os investimentos públicos em educação para 7,5% do produto interno bruto (PIB) em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio. Hoje, o índice está na casa dos 5%.
Chegada ao Senado
O projeto do novo PNE foi entregue ao Senado no dia 17 de dezembro. A presidente da comissão especial que analisou o texto na Câmara, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), e o relator do texto, deputado Moses Rodrigues (União-CE), entregaram o texto à presidente da CE, senadora Teresa Leitão.
— Vocês sabem que esse foi o projeto que mais recebeu emendas na história da Câmara dos Deputados: mais de 3 mil na primeira rodada; mais de 1,3 mil na segunda. Foram 27 seminários estaduais. A gente se orgulha de ter sido a comissão que mais trabalhou na Câmara este ano e em um processo recheado de muito diálogo — disse Tabata Amaral ao entregar o texto.
No Senado, mesmo antes da chegada do projeto, o ano também foi de muito trabalho pra debater o PNE. Somente em 2025, a comissão fez 13 audiências públicas para debater o texto. Em 2024, foram dez audiências sobre o PNE e em 2023, antes da apresentação do projeto pelo Executivo, a comissão fez 14 audiências para discutir o futuro do plano.
— A proposta é fruto direto de uma grande mobilização social do Fórum Nacional de Educação, e tenho orgulho de afirmar que a Comissão de Educação e Cultura teve um empenho muito grande — disse Teresa Leitão.
Texto
A versão aprovada pela Câmara organiza o PNE em 19 objetivos estratégicos, que vão da educação infantil ao ensino superior, indicando metas e prazos. O projeto também prevê a valorização dos profissionais da educação
O texto aprovado ampliou investimentos públicos em educação para 7,5% do produto interno bruto (PIB) em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio. Foi retirada, no entanto, a obrigação de que estados e municípios apresentem informações sobre o investimento público em proporção aos respectivos PIBs.
Entre os pontos de destaque no texto da Câmara estão:
- manutenção da coerência com a defesa da escola pública, deixando de fora a regulamentação do homeschooling (educação domiciliar);
- ajuste nos mecanismos de financiamento (custo aluno-qualidade), remetendo a definição de valores para regulamentação posterior. Essa mudança foi uma resposta à equipe econômica do governo, que temia impacto fiscal imediato e automático;
- reforço na gestão democrática das escolas, assegurando que a escolha de diretores por critérios técnicos e de mérito seja uma condição para o repasse de recursos;
- substituição de expressões específicas por termos mais abrangentes de respeito aos direitos humanos e combate a discriminações, com a retirada de menções explícitas a “identidade de gênero” e “orientação sexual”.
A iniciativa prevê ainda metas para combate à violência no ambiente escolar e ao bullying (intimidação sistemática). Além disso, define que metade das novas matrículas no ensino profissionalizante deverá ser integrada ao ensino médio e que a busca por empregabilidade e renda será foco ao final do ensino superior.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1930/25, que prioriza as organizações esportivas certificadas como formadoras de atletas no recebimento de recursos públicos federais.
A proposta altera a Lei Geral do Esporte e foi apresentada pelos deputados Bandeira de Mello (PV-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e pelo suplente de deputado Douglas Viegas (SP).
O objetivo da proposta é incentivar que mais clubes busquem a certificação oficial, o que exige o cumprimento de diversas normas de proteção aos jovens. Atualmente, para ser considerada uma entidade formadora, a organização deve oferecer assistência educacional, médica, psicológica, fisioterapêutica e odontológica, além de garantir alimentação, transporte e alojamentos seguros e salubres.
Dos cerca de 700 clubes de futebol existentes no Brasil, 81 possuem o certificado de entidade formadora homologado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Compensação
O relator, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a prioridade no recebimento de recursos públicos será um incentivo para que as instituições cumpram todas as exigências.
“O novo benefício certamente incentivará que mais clubes esportivos observem as condições que garantem a segurança e a assistência aos jovens atletas em formação. A contrapartida para os clubes será a prioridade no recebimento de recursos públicos”, disse Ovando.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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