POLÍTICA NACIONAL

Pontes pede que Senado trabalhe para devolver ao povo a confiança no país

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) defendeu em Plenário nesta terça-feira (23) a preservação das liberdades individuais e a confiança na democracia como fundamentos essenciais para o Brasil enfrentar momentos de instabilidade. Para o parlamentar, o país vive um “período de incertezas”, com insegurança jurídica e restrições à liberdade de expressão. Ele pediu que o Senado assuma o protagonismo na defesa dos direitos garantidos pela Constituição de 1988.

— Eu peço a esta Casa que avance em três frentes: reafirmar, por meio de leis, as garantias fundamentais de liberdade de expressão e devido processo legal; estabelecer parâmetros objetivos de transparência e prestação de contas para atos que afetem os direitos civis; e proteger o ambiente de negócios para que nenhuma “canetada” mate sonhos, empregos e inovações. Liberdade, luz e trabalho: esse é o tripé de uma nação próspera — afirmou.

O senador criticou o que chamou de “normalização do excepcional” e afirmou que decisões que afetam diretamente os cidadãos têm sido tomadas sem debate público. Em sua avaliação, é papel do Parlamento resgatar o equilíbrio entre os Poderes e reforçar os princípios do Estado de direito.

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Pontes encerrou o discurso com um apelo “à união nacional e à confiança nas instituições”. Citando experiências pessoais durante sua formação militar, ele disse que a esperança foi fundamental para superar os momentos mais difíceis e reforçou que essa mesma esperança deve guiar o país.

— A esperança não é ingenuidade, é estratégia moral. Basta uma canção para que a escuridão pareça mais curta. Basta uma faísca para que o dia comece a nascer. Que sejamos cada um de nós essa faísca — conclamou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Renan apresenta voto pelo socorro ao agro com Fundo do Pré-Sal

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) começou a discutir nesta quarta-feira (13) o Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento voltada a produtores rurais afetados por eventos climáticos. 

Presidente da CAE, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou relatório favorável, com emendas, ao texto do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE). Após a leitura, a análise do voto de Renan foi suspensa com o pedido de vista da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e será retomada na terça-feira (19).  

A proposta prevê o uso de receitas correntes do Fundo Social e de superávits financeiros para financiar a renegociação de dívidas rurais contratadas até 31 de dezembro de 2025. 

Pelo texto, o limite global da linha de crédito será de R$ 30 bilhões, com juros de 3,5% ao ano para agricultores familiares e pequenos produtores, de 5,5% para médios produtores e de 7,5% para os demais. Os financiamentos poderão ter prazo de até 10 anos, com três anos de carência, podendo chegar a 15 anos em casos excepcionais.  

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Entre os critérios previstos para acesso ao benefício estão a localização em municípios com histórico de calamidade pública ou perdas recorrentes de produção e a comprovação de perdas em pelo menos duas safras. 

O relatório também amplia as fontes de recursos da futura linha de crédito e cria mecanismos adicionais de alongamento das dívidas rurais.  

Apoio ao setor rural 

Renan afirmou que a proposta “é muito importante” para a agricultura e a pecuária e disse que o texto deverá estar pronto para votação na próxima reunião da CAE. 

— Na próxima terça-feira estará mais do que madura a apreciação definitiva deste projeto, tanto aqui na comissão como no Plenário — declarou. 

Tereza Cristina destacou que o setor enfrenta dificuldades para acessar crédito e planejar as próximas safras. 

— Não é perdão de dívida, é o alongamento das dívidas com juros que sejam possíveis para pagar — afirmou. 

Segundo ela, produtores rurais convivem com queda no preço das commodities, juros elevados e aumento dos custos de produção. 

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O senador Wilder Morais (PL-GO) ressaltou que o agronegócio vive uma das maiores crises financeiras dos últimos anos, com aumento do endividamento e dificuldades de acesso ao crédito. Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou esperar uma “decisão inteligente e necessária” sobre a proposta na próxima semana. Por sua vez, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que o problema do endividamento já atinge a maior parte dos estados. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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