POLÍTICA NACIONAL

Nelsinho: Israel propõe retirar por terra 27 autoridades brasileiras que estão no país

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad, informou na tarde desta segunda-feira (16) ter recebido do Ministério das Relações Exteriores uma atualização sobre o caso dos brasileiros retidos em Israel em razão do conflito com o Irã. O Itamaraty esclareceu à comissão que o governo de Israel propôs evacuar por terra as autoridades brasileiras que ainda estão no país. Pela manhã, 12 prefeitos conseguiram cruzar a fronteira com a Jordânia e devem voltar ao Brasil em uma aeronave particular.

“O governo de Israel propôs evacuar, por terra, as 27 autoridades brasileiras ainda em missão no país. A ideia é que o retorno ao Brasil ocorra por voos comerciais a partir da Jordânia. (…) A Comissão acompanha a situação dos brasileiros em tempo real e também atua pela repatriação de 56 religiosos que estão na Galileia. Seguimos mobilizados pela segurança e pelo retorno de todos”, informa o senador por meio da rede social X.

As autoridades brasileiras foram a Israel com a delegação oficial do Consórcio Brasil Central e também no grupo de prefeitos brasileiros convidados para participar da Muni Expo Israel 2025, prevista para a próxima semana.

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De acordo com a assessoria de Nelsinho, já cruzaram a fronteira com a Jordânia os seguintes gestores:

  • prefeito de João Pessoa, Cícero de Lucena Filho,
  • vice-prefeita de Goiânia, Cláudia da Silva Lira,
  • prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião Vieira da Paz,
  • secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte, Márcio Lobato Rodrigues,
  • secretário de Planejamento de Natal (RN), Francisco Vagner Gutemberg de Araújo,
  • chefe-executivo do Civitas-RJ, Davi de Mattos Carreiro,
  • vereador do Rio de Janeiro, Flavio Guimarães Bittencourt do Valle,
  • secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ), Gilson Chagas e Silva Filho,
  • prefeito de Macaé (RJ), Welberth Porto de Rezende,
  • prefeito de Nova Friburgo (RJ), Johnny Maycon,
  • presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), Francisco Nélio Aguiar da Silva, e
  • vice-prefeita de Divinópolis (MG), Janette Aparecida Silva Oliveira.

Pela manhã, Nelsinho Trad já havia reforçado junto ao Itamaraty e à Força Aérea Brasileira os apelos por repatriação das autoridades ainda retidas no país. O parlamentar também acompanha o caso de 56 brasileiros que participavam de uma missão religiosa na Galileia, hospedados no hotel kibutz Ohalo.

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“Existem protocolos de segurança que precisam ser respeitados para garantir que esse translado possa ser o mais eficiente e seguro possível”, diz o presidente da CRE.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Representantes de movimentos populares pedem aprovação de regras sobre autogestão habitacional

Em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, representantes de movimentos populares por moradia defenderam a aprovação de projeto de lei que regulamenta o sistema de autogestão habitacional (PL 20/20). A representante da União Nacional por Moradia Popular, Evaniza Lopes Rodrigues, afirmou que o excesso de burocracia atualmente dificulta o financiamento de residências nesse modelo.

Ela lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida já permite financiamento para associações ou cooperativas construírem seus próprios empreendimentos, mas que somente 7% das 3 milhões de moradias novas previstas pelo governo para o atual mandato foram destinadas a projetos de autogestão habitacional.

“A prática da autogestão não é só execução, mas a capacidade de tomar decisões coletivamente, de gerir coletivamente a produção da casa e, depois, a gestão daquela comunidade. E isso, aos longos dos últimos quase 40 anos, gerou conjuntos habitacionais que têm um diferencial muito grande, tanto na sua qualidade construtiva, de projeto, quanto também de organização de permanência, de vínculo das famílias que vão viver naquele lugar”, disse Evaniza Rodrigues.

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Projeto de lei
A proposta em análise na Câmara tem como relator o deputado Padre João (PT-MG), que pediu a realização do debate. O texto prevê a propriedade coletiva dos empreendimentos habitacionais por meio de associação ou cooperativa.

O objetivo da medida, segundo os participantes da audiência, é facilitar o acesso das famílias à moradia, já que muitas vezes elas não conseguem financiamento. Além disso, eles destacam que esse modelo estimula a continuidade da organização coletiva dos moradores.

Para o coordenador da Central de Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa, é necessário financiamento integral por parte do governo federal. De acordo com ele, a lei hoje exige contrapartidas de prefeituras ou governos estaduais, que muitas vezes não fazem essa complementação e inviabilizam a execução de projetos aprovados.

Compra de terrenos
Padre João questionou os participantes sobre a viabilidade de incluir na proposta de lei a previsão de financiamento também para a compra de terrenos onde há ocupações e conflito fundiário.

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“Tem uma realidade que eu não sei se a gente conseguiria contemplar com a readequação do projeto, que é quando tem ocupações, às vezes de 10, 15, 20 anos, que estão judicializadas, mas que tem abertura para vender, e a demanda não é recurso para a construção, mas para adquirir o imóvel. Temos que levantar essa situação, se teria como”, questionou.

Na opinião dos representantes de movimentos sociais por moradia, incluir previsão de financiamento para comprar esses terrenos é perfeitamente viável. Uma alternativa, de acordo com Benedito Barbosa, é prever que, nesse caso, a posse da propriedade será da associação ou cooperativa.

O coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela, Marcelo Toyansk Guimarães, lembrou que atualmente 6 milhões de famílias precisam de uma moradia no Brasil, e 26 milhões vivem em habitações inadequadas.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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