POLÍTICA NACIONAL
Márcio Bittar condena negativa de indenização a vítima de atentado em 1968
Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (11), o senador Márcio Bittar (União-AC) lamentou a decisão da Comissão de Anistia de negar indenização a Orlando Lovecchio Filho, vítima de um atentado terrorista cometido em 1968 pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), quando tinha 22 anos. Segundo o senador, para negar o pedido, a Comissão considerou que Lovecchio era uma vítima do acaso e não da perseguição política.
O senador ressaltou a contradição entre o tratamento dado a Lovecchio e o concedido a ex-militantes de grupos armados da esquerda, que receberam indenizações do Estado.
— Aqueles que participaram do atentado que fez com que esse brasileiro perdesse uma perna receberam indenização, enquanto Lovecchio teve seu pedido negado. Entre eles, Egmar José de Oliveira, relator do caso, que recebeu R$ 544 mil e uma pensão de R$ 2 mil. Outro ex-militante envolvido no atentado, Diógenes Carvalho de Oliveira, também foi indenizado com R$ 400 mil — destacou Bittar.
Anistia
O parlamentar também defendeu a aprovação de um projeto de anistia para pessoas presas em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele criticou a severidade das penas impostas e comparou a situação com a anistia concedida em 1979 a militantes de grupos armados. Segundo Bittar, a Câmara dos Deputados deve aprovar a anistia e, em seguida, o Senado precisa garantir que o projeto não fique engavetado. Ele defendeu que cada senador tenha liberdade para votar conforme sua consciência.
— A população tem discernimento. O que eu disse aqui, de terroristas, de quem lutou declaradamente para subverter a ordem, muitos pegando em armas e sequestrando, contrasta com o tratamento dado a pais e mães de família que não tinham uma arma na mão — afirmou o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Renan apresenta voto pelo socorro ao agro com Fundo do Pré-Sal
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) começou a discutir nesta quarta-feira (13) o Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento voltada a produtores rurais afetados por eventos climáticos.
Presidente da CAE, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou relatório favorável, com emendas, ao texto do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE). Após a leitura, a análise do voto de Renan foi suspensa com o pedido de vista da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e será retomada na terça-feira (19).
A proposta prevê o uso de receitas correntes do Fundo Social e de superávits financeiros para financiar a renegociação de dívidas rurais contratadas até 31 de dezembro de 2025.
Pelo texto, o limite global da linha de crédito será de R$ 30 bilhões, com juros de 3,5% ao ano para agricultores familiares e pequenos produtores, de 5,5% para médios produtores e de 7,5% para os demais. Os financiamentos poderão ter prazo de até 10 anos, com três anos de carência, podendo chegar a 15 anos em casos excepcionais.
Entre os critérios previstos para acesso ao benefício estão a localização em municípios com histórico de calamidade pública ou perdas recorrentes de produção e a comprovação de perdas em pelo menos duas safras.
O relatório também amplia as fontes de recursos da futura linha de crédito e cria mecanismos adicionais de alongamento das dívidas rurais.
Apoio ao setor rural
Renan afirmou que a proposta “é muito importante” para a agricultura e a pecuária e disse que o texto deverá estar pronto para votação na próxima reunião da CAE.
— Na próxima terça-feira estará mais do que madura a apreciação definitiva deste projeto, tanto aqui na comissão como no Plenário — declarou.
Tereza Cristina destacou que o setor enfrenta dificuldades para acessar crédito e planejar as próximas safras.
— Não é perdão de dívida, é o alongamento das dívidas com juros que sejam possíveis para pagar — afirmou.
Segundo ela, produtores rurais convivem com queda no preço das commodities, juros elevados e aumento dos custos de produção.
O senador Wilder Morais (PL-GO) ressaltou que o agronegócio vive uma das maiores crises financeiras dos últimos anos, com aumento do endividamento e dificuldades de acesso ao crédito. Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou esperar uma “decisão inteligente e necessária” sobre a proposta na próxima semana. Por sua vez, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que o problema do endividamento já atinge a maior parte dos estados.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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