POLÍTICA NACIONAL
Fernando Haddad e Alexandre Silveira serão ouvidos sobre Repetro na CAE
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deverão comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para debater o Repetro — regime aduaneiro especial de importação e exportação de bens destinados às atividades de pesquisa e produção de petróleo e gás natural — e a política energética do país.
O comparecimento de Haddad e Silveira foi aprovado nesta terça-feira (12), juntamente com outro requerimento para realização de audiência pública sobre a inclusão de professores da educação infantil no piso nacional do magistério.
Os pedidos (REQ 75/2025 – CAE e REQ 76/2025 – CAE) de esclarecimentos por parte dos ministros foram formulados pelo senador Fernando Farias (MDB-AL). O senador Laércio Oliveira (PP-SE) elogiou a iniciativa e afirmou que a análise do Repetro exige informações exatas para embasar o debate.
— Esse é um assunto importantíssimo que chega a essa comissão para fazermos uma discussão adequada. O Repetro é um assunto muito grave e a gente precisa enfrentar essa discussão, tendo em mãos os dados precisos conforme o requerimento apresentado — disse.
Educação
Já a audiência sobre o piso do magistério para docentes da educação infantil foi proposta (REQ 51/2025 – CAE) pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e vai instruir o PL 2.387/2023.
A parlamentar defende que a medida corrige uma distorção histórica ao reconhecer oficialmente esses profissionais como integrantes da carreira do magistério, com a garantia do piso salarial e acesso aos planos de carreira.
A data de comparecimento dos ministros e da audiência pública ainda será definida pela comissão.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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