POLÍTICA NACIONAL
Familiares defendem presos do 8 de janeiro e apontam violações
Familiares dos presos pelas manifestações do 8 de janeiro de 2023 defenderam nesta quarta-feira (16) a inocência dos condenados e apontaram violações a direitos humanos e falhas nos processos de investigação.
Os parentes dos condenados participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) sobre violações à dignidade humana. A sessão, que integra um ciclo de debates sobre o tema, foi realizada por iniciativa da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside a comissão.
Na abertura da reunião, Damares ressaltou que é atribuição da CDH proteger os direitos humanos de todos os brasileiros e enfrentar violações à dignidade humana. A senadora ressaltou ainda que a Constituição, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e todos os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário “consagram direitos que, nos últimos anos, com o objetivo de sufocar o movimento político que nasceu da indignação de um povo com a corrupção, têm sido sumariamente ignorados”.
— O que nos traz aqui hoje não são apenas discussões sobre dispositivos legais, mas vidas humanas, histórias de famílias que foram profundamente impactadas, julgamentos arbitrários e punições que ultrapassam, com imensa margem, as dosimetrias penais previstas em nosso arcabouço jurídico – afirmou.
“Violações à dignidade”
Damares afirmou que a comissão tem acompanhado de perto a situação dos brasileiros presos, não apenas no território nacional, mas também daqueles que, por força das circunstâncias, se encontram encarcerados fora do país. A comissão tem se empenhado em diversas frentes para garantir a transparência e o respeito às garantias processuais, bem como para enfrentar as diversas violações de direitos que estão acontecendo desde janeiro de 2023 “a olho nu, sob o manto de uma vingança”, disse Damares.
Até o presente momento, lembrou a presidente, o Supremo Tribunal Federal (STF) não autorizou a comissão a visitar presídios para apuração de denúncias de tortura e violações de direitos, conforme requerimento aprovado por unanimidade no colegiado em março. Essa decisão, segundo a senadora, “fere diretamente dispositivos constitucionais e regimentais que atribuem essa responsabilidade ao Senado e à CDH”.
— É uma situação inédita, extremamente preocupante, uma Comissão de Direitos Humanos ser impedida de verificar as condições de presos políticos em seu próprio país. No Brasil não conseguimos cumprir nosso requerimento, mas realizamos uma diligência na Argentina para visitar brasileiros detidos em Buenos Aires. É uma situação absurda que um órgão de direitos humanos do Brasil consiga visitar presos fora do Brasil não consiga fazer o mesmo em território nacional — afirmou.
Damares reconheceu que “houve baderna e excessos” em 8 de janeiro de 2023, mas ressaltou que a acusação de golpe de Estado é “inaceitável”. A senadora defendeu que esse é o momento de reafirmar o compromisso com o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório. E de impulsionar reformas que aperfeiçoem o sistema legal judiciário, tornando-o “mais transparente, imparcial e acessível”.
Familiares
Esposa de Jessé Lane Pereira Leite, que permaneceu preso por sete meses e hoje vive exilado, Sheila Fernandes Borges disse que o marido tem 67 anos e estava em tratamento de câncer quando foi preso e ainda contraiu uma superbactéria na Papuda, penitenciária federal em Brasília.
— Não tivemos como entregar a Jessé os medicamentos, os antibióticos que ele usava para combater essa bactéria. Os advogados entregaram, mas não foi dado a ele o direito de continuar com o tratamento dele. Além de todas as violações [aos direitos dos detidos], Jessé passou também por essa situação dentro do presidio. Já é de praxe a questão da falta de atendimento que eles têm lá, a dificuldade que é — lamentou.
Emocionada, a esposa de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que faleceu sob custodia na Papuda, Edjane Cunha acusou de injustiça o que foi cometido contra sua família e disse que nem mesmo a concessão de uma anistia vai trazer seu marido de volta. Ela compareceu à comissão acompanhada das duas filhas do casal.
— Hoje nos encontramos, nós três, em uma casa vazia e sem alegria, porque Clezão era alegria, proteção, amparo, e hoje nos encontramos somente nós três. Ele foi preso em 8 de janeiro já em uma cadeira de rodas. Ele ficou 20 dias no presidio, sendo carregado pelos colegas de cela para tomar banho de sol. Clezão tomava nove remédios por dia. Os advogados deixavam os remédios lá no presidio. Esses remédios não chegavam ao Clezão, quando chegavam eram alguns, e quando chegavam já tinha passado muito tempo — afirmou.
A esposa de Ezequiel Ferreira Lins, que está foragido desde maio deste ano, Vanessa Rolim Vieira disse que o marido foi condenado a 14 anos de prisão “sem o devido processo legal e sem provas”. O depoimento de Vanessa, por videoconferência, foi acompanhado por Eliana Sartório, esposa de Antônio Marcos (preso com Ezequiel), além de dez crianças, filhas dos dois casais.
— Não há vídeos, não há fotos, não há reconhecimento por testemunha, não há nada contra ele, e mesmo assim ele foi condenado a 14 anos. O mais importante nesse momento é compreender a dimensão das consequências que essa prisão trouxe, não somente para a vida do meu marido, mas para todas essas crianças, órfãs de pais vivos, porque junto com a condenação, nós, as esposas deles e todas essas dez crianças, foram condenadas juntas às sanções e penalidades. Eles não cometerem nenhum crime, foram penalizados injustamente, e todas essas crianças também estão sendo penalizadas — afirmou.
Eli Emília, mãe de Clayton, que está preso desde 8 de janeiro de 2023, disse que vive um pesadelo desde a prisão do filho.
— As crianças, filhas dele, todas estão com problema, agitadas. Ele já tem dois anos e seis meses que está lá [na prisão], mas a gente fica na dúvida, a gente não sabe o que faz, está amarrado. Meu filho tem psoríase na pele, a imunidade abaixa, ele não tem alimentação boa, não tem saúde boa, o dente dele está começando a entortar e a cair, estou sem esperança, sem entender isso tudo, ele precisa fazer tratamento, desde os 12 anos de idade que ele trata. Eu não sei o que penso, o que falo, visito e levo a ele esperança, uma esperança que eu não tenho mais — afirmou.
Ex-ministra dos Direitos Humanos, a advogada Cristiane Britto observou que as violações relatadas pelos depoentes estão sendo instrumentalizadas pelo Poder Judiciário.
— Isso é surreal. A gente aprende dentro da faculdade que a pena não pode passar da pessoa do acusado. E nós ouvimos aqui os familiares relatando que estão tendo bens bloqueados, as próprias crianças estão tendo de uma certa forma a sua infância ceifada, sem direito a uma escola particular, sem direito à saúde porque os bens de seus familiares estão sendo bloqueados. Isso é inconstitucional — disse.
Senadores
Eduardo Girão (Novo-CE) disse que o Brasil vive um “momento sombrio, de trevas, nebuloso”.
— O ódio ao Bolsonaro, criado pelos poderosos de plantão, pelo establishment, cega e resvala em pessoas que não têm nada a ver. Um morto já sob a tutela do Estado, assassinado, que é o Clezão, e tantas outras vidas destroçadas, devastadas. Não temos uma democracia aqui. Nós temos uma ditadura da toga, nós temos pessoas que estão caçando implacavelmente quem pensa diferente deles, o que está trazendo vítimas, crianças sem os pais, esposas sem os maridos, e que está deixando uma marca muito profunda na história dessa nação — afirmou.
Emocionado, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que a CDH deve denunciar às cortes internacionais as “condições injustas” referentes ao 8 de janeiro. Dirigindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, o senador afirmou:
— Talvez o seu coração é de pedra, ou quando faz essas condenações, pega seu coração e coloca dentro de um freezer para não sentir nenhum remorso. O senhor deve se considerar superior a Deus, mas onde estão os outros dez ministros [do STF]? Há muita reclamação na Câmara, no Congresso Nacional. Aqui [no Senado] não são os 81 que estão calados, aqui tem senadores que estão se pronunciando. Eu gostaria de ver como se manifestam os dez demais ministros [do STF]. Onde está a nossa Justiça nesse país, onde está a OAB, o Ministério Público? Eu nunca tinha visto tamanha injustiça como está acontecendo com isso aqui.
Izalci Lucas (PL-DF) classificou como “absurdo e inadmissíveis” as penas aplicadas aos condenados do 8 de janeiro “enquanto traficantes e pessoas alta periculosidade estão soltos”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
CCT aprova 40 concessões e renovações para emissoras de rádio
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) aprovou, nesta quarta-feira (1), pedidos de concessão e renovação de outorga para emissoras de rádio localizadas em 13 estados. Os 40 pedidos, que tramitam como projetos de decreto legislativo (PDLs), vão à promulgação.
A maioria dos pedidos aprovados (32) é de rádios comunitárias, que são emissoras sem fins lucrativos, com alcance restrito a determinada comunidade e destinadas a promover a integração da comunidade e disseminar informações de interesse local. Nesses casos, a outorga ou renovação se dá por meio de autorização, que não exige licitação e pode ser revogada a qualquer tempo, sem indenização.
Seis projetos aprovados tratam de outorga ou renovação de serviços de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM). Nesses casos, a outorga ocorreu na modalidade de permissão, que exige licitação e pode ser revogada a qualquer tempo, sem direito a indenização.
Os outros dois projetos (PDLs 463/2024 e 530/2024) referem-se a serviços de radiodifusão sonora em onda média (AM), posteriormente adaptados para frequência modulada (FM). Nesses casos, a outorga foi feita por concessão, modalidade que também exige licitação, mas tem prazo determinado e só pode ser extinta nas hipóteses previstas em lei.
A reunião desta quarta foi comandada pelo vice-presidente da comissão, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Os pedidos aprovados são:
Emissoras de rádio outorgadas |
||||
|
Solicitante |
Local |
Relator |
Modalidade |
Tipo |
|
Associação e Movimento Comunitário Cultural de Iracemápolis, |
Iracemápolis (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Nossa Senhora das Dores de Cândido Mota, |
Cândido Mota (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Cultural de Três Fronteiras, |
Três Fronteiras (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária e Cultural Projeto Vida, |
Igaratinga (MG) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária de Santo Antônio do Monte, |
Santo Antônio do Monte (MG) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária Beneficente Cultural e Social Borboremense, |
Borborema (SP) |
Dr. Hiran |
Renovação |
Autorização |
|
Sociedade dos Ecologistas de Tambaú, |
Tambaú (SP) |
Chico Rodrigues |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária Beneficente, Cultural e Social Ibitinguense, |
Ibitinga (SP) |
Chico Rodrigues |
Outorga |
Autorização |
|
Associação Novo Horizonte dos Moradores do Bairro Santa Cruz e Adjacências |
Palmas de Monte Alto (BA) |
Chico Rodrigues |
Renovação |
Autorização |
|
Faculdade de Ciências Contábeis e de Administração do Vale do Juruena, |
Campo Novo do Parecis (MT) |
Chico Rodrigues |
Outorga |
Permissão |
|
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais – Campus Januária, |
Januária (MG) |
Damares Alves |
Outorga |
Permissão |
|
Instituto de Radiodifusão Comunitária de Pacujá – Ceará, |
Pacujá (CE) |
Daniella Ribeiro |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária Esperança de Ruy Barbosa, |
Ruy Barbosa (BA) |
Daniella Ribeiro |
Renovação |
Autorização |
|
Conselho Comunitário do Arraial D’Ajuda,, |
Porto Seguro (BA) |
Daniella Ribeiro |
Renovação |
Autorização |
| Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de São José de Mipibu, PDL 972/2021 |
São José de Mipibu (RN) |
Daniella Ribeiro |
Renovação |
Autorização |
| Associação Comunitária de Radiodifusão Cultural de Caldas Novas, PDL 618/2024 |
Caldas Novas (GO) |
Efraim Filho |
Renovação |
Autorização |
| Associação dos Moradores e Produtores Rurais de Salsa e Região, PDL 272/2025 |
Quixelô (CE) |
Efraim Filho |
Outorga |
Autorização |
| Associação Cultural Esportiva Rodolfense, PDL 136/2024 |
Rodolfo Fernandes (RN) |
Esperidião Amin |
Renovação |
Autorização |
| Rádio Produção FM Ltda, PDL 598/2024 |
Palmitos (SC) |
Esperidião Amin |
Renovação |
Permissão |
| Associação Alpestrense de Cultura e Comunicação Social, PDL 164/2024 |
Alpestre (RS) |
Esperidião Amin |
Renovação |
Autorização |
|
Telecomunicações Campos Dourados Ltda., PDL 463/2024 |
Cascavel (PR) |
Flávio Arns |
Renovação |
Concessão |
| Rádio Cruzeiro do Sul de Londrina Ltda., PDL 530/2024 |
Londrina (PR) |
Flávio Arns |
Renovação |
Concessão |
| Safira Radiodifusão Ltda., PDL 580/2024 |
Mamborê (PR) |
Flávio Arns |
Renovação |
Permissão |
| Associação Comunitária Amigos de Guaíra, PDL 632/2024 |
Guaíra (PR) |
Flávio Arns |
Renovação |
Autorização |
| Associação Comunitária Apuaê de Sananduva, PDL 477/2021 |
Sananduva (RS) |
Hamilton Mourão |
Renovação |
Autorização |
|
Associação de Amigos Moradores do Bairro Centro – AMICENTRO, PDL 82/2024 |
Salto do Jacuí (RS) |
Hamilton Mourão |
Renovação |
Autorização |
| Fundação Unisc de Comunicações – FUNDAÇÃO Teleunisc, PDL 102/2024 |
Venâncio Aires (RS) |
Hamilton Mourão |
Outorga |
Permissão |
| Associação Comunitária de Radiodifusão Alternativa de Cocal, PDL 518/2024 |
Cocal (PI) |
Hamilton Mourão |
Renovação |
Autorização |
| Associação Cultural São Paulo das Missões, PDL 531/2024 |
São Paulo das Missões (RS) |
Hamilton Mourão |
Renovação |
Autorização |
| Associação Cultural e Comunitária de Celso Ramos, PDL 278/2022 |
Celso Ramos (SC) |
Ivete da Silveira |
Renovação |
Autorização |
| Associação Paroquial Senhor Bom Jesus de Amparo Social e Cristão, PDL 298/2022 |
Juti (MS) |
Izalci Lucas |
Renovação |
Autorização |
| Associação Comunitária de Desenvolvimento Cultural e Artístico de Juti – ACODECAJ, PDL 195/2022 |
Aracaju |
Laércio Oliveira |
Renovação |
Autorização |
| Associação Comunitária de Desenvolvimento Artístico, Cultural, Informativo e Social de Nova Canaã do Norte, PDL 40/2024 |
Nova Canaã do Norte (MT) |
Izalci Lucas |
Renovação |
Autorização |
| Associação dos Locutores de Candeias MG, PDL 176/2024 |
Candeias (MG) |
Izalci Lucas |
Outorga |
Autorização |
| Associação Comunitária Cultural Garças, PDL 450/2024 |
Alto Garças (MS) |
Izalci Lucas |
Renovação |
Autorização |
| Rádio Comunitária Dorense, PDL 648/2024 |
Dores do Turvo (MG) |
Paulo Paim |
Outorga |
Autorização |
| Associação Beneficente de Ouricuri – A.B.O., PDL 689/2024 |
Ouricuri (PE) |
Paulo Paim |
Renovação |
Autorização |
| Universidade Estadual de Feira de Santana, PDL 311/2019 |
Feira de Santana (BA) |
Teresa Leitão |
Outorga |
Permissão |
Associação e Movimento Comunitário Aliança, PDL 359/2021 |
Arcoverde (PE) |
Teresa Leitão |
Renovação |
Autorização |
| Associação Comunitária Surubinense de Radiodifusão, PDL 729/2021 |
Surubim (PE) |
Teresa Leitão |
Renovação |
Autorização |
Audiência Pública
Os senadores aprovaram também o REQ 51/2026 – CCT, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), para a realização de audiência pública externa em conjunto com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O debate, nesta sexta-feira (3), terá como tema os 50 anos da Ferrovia Vicente Vuolo, conhecida como Ferronorte, e será transmitido conjuntamente pela TV Senado e pela TV Assembleia.
Na justificativa do requerimento, Wellington afirmou que a implantação da Ferronorte promoveu uma redução estrutural dos custos logísticos, alterando de forma permanente a viabilidade econômica do agronegócio em Mato Grosso. O senador também defendeu o reconhecimento dos profissionais, gestores e lideranças que contribuíram para a implantação e o desenvolvimento da ferrovia.
O colegiado aprovou ainda o REQ 49/2026 – CCT, do senador Flávio Arns (PSB-PR), para a realização de audiência pública destinada a debater os impactos da crise climática sobre as populações urbanas mais vulneráveis e a proposta do Programa de Inteligência Térmica e Vigilância Ambiental em Periferias Brasileiras.
Segundo o senador, o programa foi desenvolvido pelo Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais da Universidade Federal do Paraná, em parceria com o Ministério das Cidades e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa estuda os impactos cumulativos das ondas de calor e da poluição em comunidades vulneráveis localizadas nas periferias e propõe a estruturação de um programa de inteligência térmica e vigilância ambiental como política pública voltada à justiça climática e à proteção de vidas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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