POLÍTICA NACIONAL
Eleitos presidentes de 28 comissões permanentes da Câmara dos Deputados
Vinte e oito comissões permanentes da Câmara dos Deputados já elegeram seus novos presidentes, para o mandato de um ano. Os partidos dos presidentes que comandarão cada colegiado foram definidos previamente pelos líderes partidários, com base na proporcionalidade partidária, e os nomes dos candidatos eleitos também foram indicados pelos líderes.
A Câmara tem 30 comissões permanentes. As outras duas comissões, a de Administração e Serviço Público e a de Desenvolvimento Urbano, devem eleger os novos presidentes na próxima semana.
Veja abaixo os presidentes eleitos:
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- Lafayette de Andrada é eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico
- Elcione Barbalho é eleita presidente da Comissão de Meio Ambiente
- Paulo Azi é eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça
- Maurício Carvalho é eleito presidente da Comissão de Educação
- Diego Andrade é eleito para presidência da Comissão de Minas e Energia
- Zé Vitor é eleito pela segunda vez presidente da Comissão de Saúde
- Leo Prates é eleito presidente da Comissão de Trabalho
- Rogério Correia é eleito presidente da Comissão de Finanças e Tributação
- Ricardo Barros é eleito presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação
- Comissão de Integração Nacional elege Yandra Moura para presidência
- Comissão de Defesa do Consumidor elege Daniel Almeida presidente
- Mauricio Neves é eleito presidente da Comissão de Viação e Transportes
- Filipe Barros é o novo presidente da Comissão de Relações Exteriores
- Bacelar presidirá Comissão de Fiscalização Financeira e Controle
- Laura Carneiro é eleita presidente da Comissão do Esporte
- Denise Pessôa é eleita presidente da Comissão de Cultura
- Beto Richa vai presidir a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços
- Célia Xakriabá é eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher
- Ruy Carneiro é eleito presidente da Comissão de Previdência e Assistência Social
- Duarte Jr. vai presidir a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência
- Zé Silva vai presidir Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa
- Marcelo Álvaro Antônio é eleito presidente da Comissão de Turismo
- Delegado Paulo Bilynskyj é eleito presidente da Comissão de Segurança Pública
- Rodolfo Nogueira é o novo presidente da Comissão de Agricultura
- Reimont é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos
- Deputada Dandara é eleita presidente da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários
- Júlio César Ribeiro é eleito presidente da Comissão de Comunicação
- Fred Costa é eleito presidente na Comissão de Legislação Participativa
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova projeto com programa de emprego e formação para jovens indígenas
A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria programa de emprego e formação para jovens indígenas.
O programa prevê incentivos à contratação, qualificação profissional e acesso a políticas públicas de desenvolvimento socioeconômico para indígenas entre 18 e 29 anos.
A identificação dos beneficiários será feita por autodeclaração e reconhecimento pela própria comunidade, respeitando o princípio da autodeterminação dos povos indígenas.
Objetivos principais
O programa tem quatro objetivos centrais:
- estimular a contratação de jovens indígenas por órgãos públicos federais e empresas privadas;
- fomentar a qualificação técnica e profissional por meio de cursos gratuitos em parceria com entidades públicas e serviços sociais autônomos;
- contribuir para a autonomia econômica das comunidades indígenas, com respeito à identidade cultural; e
- ampliar o acesso a políticas de empregabilidade em regiões com alta concentração de população indígena.
Incentivos às empresas
As empresas privadas que aderirem ao programa e comprovarem a contratação de jovens indígenas terão direito a:
- redução de 50% da contribuição patronal à Previdência Social sobre o salário do jovem contratado, por até 36 meses;
- prioridade na participação em programas e editais federais de inovação e desenvolvimento regional;
- preferência de contratação em licitações públicas, como critério de desempate (quando as propostas forem iguais ou até 10% superiores à mais bem classificada);
- isenção de taxas federais para registro e regularização trabalhista do jovem contratado.
O benefício fiscal de redução da contribuição patronal depende de prévia estimativa de impacto orçamentário e de medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os editais de licitação para contratação de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra também poderão prever o emprego de jovens indígenas.
Inclusão produtiva
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Trabalho ao Projeto de Lei 3940/25, do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR).
A relatora, deputada Dandara (PT-MG), afirmou que o Censo 2022 apontou uma sub-representação da população indígena ocupada e com rendimentos do trabalho. Além disso, o rendimento médio dos indígenas ocupados é menor que os demais grupos étnico-raciais. “O projeto reconhece a situação dos jovens indígenas e propõe instrumentos concretos de inclusão produtiva, sem desconsiderar a diversidade cultural e os modos próprios de vida dessas comunidades”, disse.
Parcerias e regulamentação
A execução do programa contará com parcerias com institutos federais, universidades públicas, serviços sociais autônomos, organizações indígenas registradas e órgãos estaduais e municipais de emprego e desenvolvimento.
O Poder Executivo será responsável por regulamentar o programa, definindo critérios de adesão das empresas, parâmetros de comprovação da identidade indígena e metas regionais conforme a concentração populacional e a taxa de desemprego entre jovens indígenas.
O texto aprovado determina que o tratamento de dados pessoais dos beneficiários – incluindo informações sensíveis sobre origem étnica e cultural – seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/18).
Acesso à informação
O projeto também garante aos trabalhadores indígenas o acesso a informações claras sobre seus direitos trabalhistas, respeitando suas especificidades culturais e linguísticas.
Sempre que possível, as ações de orientação serão feitas em cooperação com lideranças e organizações indígenas, com uso de materiais bilíngues adaptados às realidades locais.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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