POLÍTICA NACIONAL
Debatedores defendem PEC que blinda Fundo Constitucional do DF contra cortes
Alvo de tentativas de cortes nos últimos anos, o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) pode ganhar uma “blindagem” com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2025. A avaliação é de senadores e representantes da Polícia Militar do DF e do Corpo de Bombeiros que participaram nesta quarta-feira (16) de mais uma audiência pública sobre o tema promovida pela Comissão de Segurança Pública (CSP).
A PEC coloca na Constituição o repasse de recursos ao Fundo Constitucional do Distrito Federal, que é destinado ao custeio da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF, além da saúde e da educação. Os recursos do FCDF têm origem federal e são direcionados ao Distrito Federal. A previsão para 2025 é de R$ 25 bilhões.
O texto também prevê uma correção anual nos valores destinados ao fundo. Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), autor da proposta, o objetivo é evitar cortes e reduções nas transferências feitas pela União. Ele lembrou que a bancada do DF teve que lutar em 2023 para garantir que o FCDF ficasse de fora do arcabouço fiscal, o que limitaria o aumento dos repasses.
— Hoje a lei do fundo é uma lei ordinária. Se aqui no Senado, com 41 senadores presentes no Plenário, 21 votarem contra, você derruba a lei. Eu estou colocando no texto constitucional, que pode até ser modificado, mas precisa de um quórum muito maior. Não é em qualquer momento, não é qualquer coisa que altera isso — disse Izalci.
Reajustes
A PEC também transfere ao GDF a obrigação de “organizar e manter” as instituições, o que já ocorre na prática, mas não está previsto no texto constitucional.
A proposta não trata de reajustes ou equiparação de carreiras do DF a carreiras do governo federal. Porém, garante que o Governo do Distrito Federal tenha maior autonomia e não dependa de autorização do governo federal e do Congresso para aumentar salários e benefícios dos servidores, aponta Izalci.
— Não faz sentido ter que pedir autorização para o Planalto ou para o Congresso para fazer concurso ou dar reajuste. O dinheiro já está lá.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a PEC une a bancada de senadores do Distrito Federal.
— Essa discussão é necessária, oportuna e urgente. Não toquem no nosso fundo constitucional. Queremos garantias, queremos segurança. Não somos um estado, mas enfrentamos problemas de estado — disse a senadora.
Colapso
Renilson Roma, presidente do Fórum Nacional Permanente de Praças dos Corpos de Bombeiros Militares e das Polícias Militares do Brasil, afirmou que a proposta é uma resposta às recentes ameaças ao Fundo Constitucional.
— A PEC blinda o fundo de tentativas de redução de recursos. Quando falamos de redução, estamos falando de um possível colapso no Distrito Federal – afirmou.
Apesar de concordar com a ideia de proteção do fundo, Renilson Roma apontou que a União deveria continuar responsável junto com o GDF pela organização e manutenção das forças de segurança, e não apenas pelo financiamento.
Outros participantes da audiência reforçaram que a garantia do financiamento prevista na PEC é essencial. Secretário-executivo de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública do DF, Bilmar Angelis apontou, por exemplo, que o atual patamar de repasses já é insuficiente para o um aumento significativo do efetivo.
— A população do Distrito Federal só cresce, mas o efetivo da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros não acompanha esse crescimento. Hoje a defesa do Fundo Constitucional é fundamental. Não temos como avançar na manutenção da qualidade dos serviços públicos no DF sem os recursos — disse.
O chefe do Departamento de Controle e Correição da Polícia Militar do Distrito Federal, Juvenildo dos Santos Carneiro, concordou.
— O Fundo Constitucional é fundamental para o pleno funcionamento da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros — garantiu.
Representantes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) estiveram na comissão na segunda-feira (14).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Efraim critica modelo do SUS e defende mudança na gestão da saúde pública
Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (13), o senador Efraim Filho (PL-PB) afirmou que a demora no acesso a consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) está associada a distorções no modelo de financiamento e à fragmentação da rede de atendimento. Segundo ele, a estrutura atual não garante eficiência nem priorização adequada dos pacientes.
— O grande debate é como resolver essas filas. O problema não são números, são vidas. De nada adianta, pura e simplesmente, estimular o aumento do número de cirurgias e procedimentos sem compromisso com a qualidade ou a priorização para quem realmente precisa. É grande o risco do desperdício. Trata-se de uma questão estrutural. Precisamos de uma mudança no modelo — disse.
O senador mencionou artigo do médico e ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga como referência para o debate sobre gestão e eficiência no SUS. O parlamentar também destacou a proposta apresentada no texto, que prevê a criação de uma unidade de referência para reorganizar os repasses e permitir a transição para um modelo baseado em resultados e na qualidade do atendimento.
— Pagamos por procedimento, não pagamos por resolver o problema do paciente. E o mundo avançou nesse sentido: Reino Unido, Suécia, Holanda e Canadá, sistemas universais, já adotam modelos baseados no valor, e não no preço. Pagam por resultado, medem qualidade, colocam o paciente no centro das decisões. E o Brasil precisa fazer essa transição — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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