POLÍTICA MT

Eliane Xunakalo encerra mandato na ALMT com foco em direitos sociais e inclusão

A deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT) concentrou seus 30 dias de mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na apresentação de propostas voltadas à inclusão social, transparência pública, fortalecimento dos direitos indígenas e das comunidades tradicionais, proteção das mulheres e dos animais, preservação ambiental e ampliação do acesso à tecnologia. A parlamentar assumiu a cadeira por meio do rodízio promovido pelo deputado Lúdio Cabral (PT).

Além das seis propostas apresentadas na sessão desta quarta-feira (13), Eliane Xunakalo também protocolou substitutivos e outros projetos em tramitação na ALMT, ampliando a atuação parlamentar em diferentes áreas sociais e institucionais.

Um deles é Projeto de Lei 591/2026, que trata da passagem de cabos para internet em áreas indígenas e quilombolas, sem previsão de consulta prévia. A deputada defende o fortalecimento das políticas de inclusão digital e ampliação da conectividade em regiões historicamente vulneráveis, mas ressalta a necessidade de garantir a consulta antecipada às populações afetadas.

Ela também protocolou o Substitutivo Integral ao Projeto de Lei 1470/2024, que prevê autorização para destinação de emendas parlamentares a clubes de tiro, incluindo fornecimento de munição e porte de arma para mulheres vítimas de violência. Pela nova proposta, os recursos passam a ser destinados ao financiamento de Casas de Acolhimento e programas de capacitação profissional para mulheres em situação de violência.

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“Pelo nosso substitutivo, o projeto passa a prever que essas emendas sejam destinadas ao fortalecimento da proteção social e da autonomia econômica feminina. Acredito que, dessa forma, daremos uma destinação de maior alcance social a esses recursos”, afirmou.

Também é de autoria da parlamentar o Substitutivo Integral 2, ao Projeto de Lei 1529/2024, que prevê a utilização e exploração de animais em espetáculos circenses e eventos de entretenimento em Mato Grosso. “Propusemos uma nova redação. Ao invés de aprovar. O novo texto não só desaprova como proíbe este tipo de exploração”, afirmou.

que trata da utilização de animais em espetáculos circenses e eventos de entretenimento em Mato Grosso. Segundo Eliane Xunakalo, a nova redação não apenas rejeita a exploração animal, como também proíbe esse tipo de prática no estado.

Eliane Xunakalo também foi responsável pela entrega do relatório final da Câmara Setorial Temática (CST) sobre Feminicídio em Mato Grosso. O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, identifica gargalos na proteção da vida das mulheres e apresenta aos governos federal, estadual e municipais um conjunto de diagnósticos e propostas para fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

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Durante o período em que exerceu o mandato, a parlamentar também homenageou, em sessão especial da Assembleia Legislativa, lideranças indígenas, quilombolas, representantes do movimento negro e instituições parceiras com atuação na defesa dos territórios tradicionais, na preservação cultural e no fortalecimento dos saberes ancestrais dos povos originários.

Ao encerrar sua passagem pela ALMT, Eliane Xunakalo afirmou que deixa como legado um mandato pautado pela escuta, representatividade e defesa de grupos historicamente invisibilizados. Segundo ela, a atuação parlamentar teve como principal objetivo ampliar espaços de participação e fortalecer políticas públicas voltadas à justiça social, à diversidade e à garantia de direitos.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Fábio Garcia reage a acusações e diz que decisão do STF não aponta qualquer ato seu no caso Oi – assistam

Candidato a vice na chapa de Otaviano Pivetta afirma que não foi alvo de busca e apreensão, nega participação em fundos citados nas investigações e promete apresentar documentos para rebater as acusações.

O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), divulgou um vídeo nesta quinta-feira (6) para rebater as acusações que passaram a circular após os desdobramentos da investigação envolvendo o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Na manifestação, Garcia afirmou que houve uma tentativa de associar seu nome ao caso sem que exista qualquer ato administrativo que demonstre sua participação. Segundo ele, a própria decisão do ministro Flávio Dino não aponta qualquer conduta atribuída ao parlamentar.

Forçaram a barra para me envolver. Tanto é que a decisão do ministro Flávio Dino foi incapaz de apontar um único ato meu neste caso da Oi“, declarou.

O deputado também negou ter sido alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação. Segundo ele, a informação divulgada por adversários políticos não corresponde aos fatos.

Garcia afirmou ainda possuir documentos que, segundo sua versão, demonstram que ele nunca foi acionista ou cotista dos fundos de investimento mencionados nas acusações. Além disso, rebateu informações envolvendo seus pais, dizendo que também não possuem participação nas empresas citadas.

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De acordo com o parlamentar, a documentação será apresentada gradualmente para contestar cada uma das acusações divulgadas. Ele sustentou que pretende comprovar sua versão dos fatos com documentos e afirmou acreditar que as investigações esclarecerão o caso.

Ao encerrar o pronunciamento, Fábio Garcia disse confiar que a verdade prevalecerá e reiterou que continuará respondendo às acusações por meio da apresentação de provas e esclarecimentos públicos.

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