POLÍTICA NACIONAL
CPI das Bets convoca Felipe Prior e Virgínia Fonseca
A comissão parlamentar de inquérito que investiga as apostas on-line — a CPI das Bets — deve ouvir os influenciadores Virgínia Fonseca e Felipe Prior na condição de testemunhas, em data a ser marcada. O colegiado também decidiu quebrar o sigilo financeiro da influenciadora Deolane Bezerra. Essas são algumas das medidas previstas nos 35 requerimentos aprovados nesta terça-feira (3).
O senador Izalci Lucas (PL-DF) é o autor de 27 delas. Ele explicou que os requerimentos de convocação (presença obrigatória), convite (presença facultativa) e quebras de sigilo apresentados na CPI buscam esclarecer o impacto das apostas na saúde financeira dos brasileiros e investigar possíveis ações ilegais — como lavagem de dinheiro.
— Eu tive reunião semana passada com o pessoal do Banco Central, com o pessoal dos bancos que operam, e a situação é assustadora. As instituições financeiras estão assustadas o com volume de recursos que está sendo desviado de forma indireta, principalmente por esses sites clandestinos. Por isso nós temos que aperfeiçoar bem a questão da legislação. Para isso, a gente precisa convocar e convidar as pessoas para contribuir com isso, sejam empresários, sejam influenciadores. Inclusive com a questão da propaganda, porque isso afeta diretamente o volume de apostas — disse Izalci.
A Lei 14.790, de 2023, estabelece regras para o funcionamento das bets esportivas e dos jogos online, que precisam ser autorizadas pelo Ministério da Fazenda para funcionar.
Empresários
A CPI também deve ouvir o empresário Alex Fernando André na condição de testemunha. Segundo Izalci, André foi citado em investigações policiais sobre operações ilícitas envolvendo apostas digitais. Como o respectivo requerimento aprovada trata de convocação, André é obrigado a comparecer.
Além disso, a comissão ainda receberá, na condição de convidado, André Feldman, CEO da Big Brazil, outra empresa do setor.
Relatórios de inteligência financeira
Entre os requerimentos aprovados estão os que solicitam 17 relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o que configura quebra de sigilo. Estão na lista, além de Deolane Bezerra, empresários do setor de aposta, como Fernandin OIG, que foi ouvido na última reunião da CPI.
Izalci apontou que o relatório de inteligência financeira é um instrumento importante para a comissão identificar indícios de lavagem de dinheiro.
Autoridades públicas
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI, foi autora de convites para o comparecimento do:
- chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban) do Banco Central, Rogério Antônio Lucca;
- secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite; e
- delegado de polícia do estado de São Paulo Tiago Fernando Correia.
O senador Dr. Hiran (PP-RR), presidente da CPI das Bets, propôs o convite a representante do Instituto de Pesquisa DataSenado, órgão do Senado que elabora estatísticas para subsidiar o trabalho dos senadores.
Além disso, o colegiado deve receber os documentos já enviados à CPI de Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, que investiga fatos relacionados à manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova atualização de tecnologia em contratos de governo
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza a inclusão, em contratos de até cinco anos firmados pelo poder público, de regras para a troca de máquinas e a atualização de versões de softwares durante a vigência de acordo.
O texto prevê a adoção de um novo modelo, chamado “como serviço”, com repasse de responsabilidade de infraestrutura e de manutenção para a empresa contratada. A atual Lei de Licitações e Contratos Administrativos permite acordos com este prazo apenas para aluguel de equipamentos e o uso de programas de informática. Além disso, a lei só permite a atualização dos referidos equipamentos e programas após o fim do contrato em vigor.
O que a proposta muda na lei:
- ficam permitidas a troca de equipamentos por modelos mais atuais e o licenciamento de novas versões de programas durante a vigência do contrato;
- o governo passa a ter autorização para contratos de soluções de tecnologia em formato de serviço continuado, e a empresa contratada assume a responsabilidade por infraestrutura, manutenção, suporte e atualizações;
- para a adoção do formato “como serviço”, o órgão de governo precisará demonstrar que a escolha traz vantagens econômicas ou operacionais para a administração pública.
O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado David Soares (Pode-SP), favorável ao Projeto de Lei 5297/25, de autoria do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). Soares reforçou que o modelo atual é incompatível com a velocidade de inovação de tecnologia.
“A proposta confere maior racionalidade à gestão pública de tecnologia, ao permitir que os órgãos e entidades acompanhem o ritmo de evolução do setor, otimizando recursos públicos e evitando a defasagem funcional dos sistemas e equipamentos utilizados”, destacou no relatório.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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