POLÍTICA MT
Max Russi aciona TJ para suspender despejo de centenas de famílias em Cuiabá
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), protocolou um pedido urgente junto à Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça (TJ), nesta sexta-feira (17), para suspender o despejo de centenas de famílias em Cuiabá. A medida atinge moradores dos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II.
No ofício, Russi argumenta que a ordem de emissão na posse, decorrente de um processo de falência de 2003, desconsidera normas fundamentais de direitos humanos e mediação de conflitos. Segundo o parlamentar, a execução da decisão não respeita o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça, a Resolução 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (ADPF 828), que exigem que as desocupações coletivas sejam precedidas de diálogo e planos de acolhimento social.
“Buscamos providências para que o cumprimento dos mandados seja suspenso, permitindo uma solução consensual que resguarde o direito constitucional à moradia das famílias vulneráveis”, afirmou o presidente da ALMT.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Após críticas, Cattani recua e admite possível erro sobre viagem de Wellington a Portugal
Deputado afirma ter sido induzido por informações divulgadas na imprensa, revela conversa direta com o senador e diz não ter visto provas de participação de Wellington Fagundes no chamado “Gilmarpalooza”
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) recuou das críticas feitas ao senador Wellington Fagundes (PL) após admitir que pode ter se baseado em informações incorretas sobre uma suposta participação do parlamentar mato-grossense no Fórum de Lisboa, realizado em Portugal e conhecido nos bastidores políticos como “Gilmarpalooza”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Em entrevista nesta quarta-feira (3), Cattani revelou que conversou diretamente com Wellington Fagundes, que negou ter participado do evento. Segundo o deputado, o senador explicou que a viagem a Portugal teve caráter pessoal e religioso.
“Ele me ligou e falou: ‘Cattani, eu vim para Portugal, mas eu não fui no Gilmarpalooza’. Segundo ele, estava em Portugal para cumprir uma promessa religiosa em Fátima e também visitar familiares”, relatou o parlamentar.
A declaração representa uma mudança de tom em relação às manifestações anteriores de Cattani, que havia criticado a suposta presença do correligionário no encontro promovido em Lisboa. Na ocasião, o deputado considerou contraditória a participação de integrantes da direita em um evento frequentemente associado a ministros do STF, alvo constante de críticas de setores conservadores.
Durante a entrevista, o parlamentar reconheceu que sua avaliação foi baseada em notícias divulgadas por veículos de comunicação e admitiu que pode ter sido levado a acreditar em uma informação que posteriormente não encontrou comprovação.
“Eu li a matéria, fiz um vídeo porque fui questionado sobre isso e acreditei na informação publicada. Então também me deixei levar por essa fake news. Acho que a gente tem que ter um pouco mais de cuidado. Não é porque ele foi a Portugal que necessariamente foi ao Gilmarpalooza”, afirmou.
Cattani também declarou que não teve acesso a registros ou evidências que comprovassem a presença de Wellington no Fórum de Lisboa. Apesar disso, ressaltou que manterá a cobrança caso surjam provas demonstrando que o senador participou tanto do compromisso religioso quanto do evento político.
“Se ele foi fazer as duas coisas, aí eu retorno aquilo que falei. Agora, tem que ser comprovado que ele foi. Ele está dizendo que não foi”, declarou.
A polêmica surgiu após a divulgação de notícias relacionando a presença de Wellington Fagundes em Portugal ao Fórum de Lisboa, encontro que reúne autoridades, magistrados, parlamentares e representantes da sociedade civil para debater temas ligados ao direito, à democracia e às instituições.
Com a nova declaração, o episódio expõe um raro movimento de recuo dentro do campo político, em que um parlamentar reconhece publicamente a possibilidade de ter cometido um equívoco ao repercutir informações ainda não comprovadas. O caso também reacende o debate sobre a necessidade de checagem rigorosa de informações antes de sua divulgação nas redes sociais e no debate político.
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