POLÍTICA NACIONAL

Concurso “Eu e a Lei” é selecionado para evento de inovação do setor público

O Concurso “Eu e a Lei”, iniciativa da Câmara dos Deputados voltada à produção radiofônica infantojuvenil, foi selecionado para a Feira de Cases do Redes WeGov, um dos eventos mais importantes sobre inovação no setor público, que será realizado no dia 29 de abril, em Florianópolis (SC).

O evento reunirá as 15 iniciativas mais criativas e impactantes desenvolvidas por órgãos governamentais em diferentes esferas e regiões do Brasil. Apenas 20% dos cases são do Legislativo, o que demonstra ainda mais a relevância do projeto.

A escolha, feita entre 28 projetos inscritos, destacou os que inovam na comunicação pública e promovem maior conexão entre governo e sociedade. São esperados no evento cerca de 250 participantes, entre gestores, comunicadores e especialistas em inovação no setor público.

Redes WeGov
O Redes WeGov é referência para profissionais do setor público que atuam com inovação e comunicação digital. Em sua 14ª edição, o evento se consolida como um espaço para troca de experiências e construção colaborativa, fortalecendo a comunicação governamental no Brasil.

Concurso “Eu e a Lei”
O concurso seleciona obras radiofônicas produzidas por crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, estimulando jovens a discutirem leis e seus impactos na sociedade e revelando reflexões inovadoras sobre direitos e deveres. Além dos dois vencedores, entre sete e nove programas são selecionados para exibição na Rádio Câmara, abordando temas como ECA, racismo, protagonismo feminino, medidas socioeducativas e redes sociais.

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Em 2025, o concurso entra na terceira edição, tendo recebido nas edições anteriores, em média, 180 inscrições de todas as regiões do Brasil, incluindo escolas, rádios comunitárias e instituições de acolhimento e medidas socioeducativas.

A seleção para a Feira WeGov reforça o impacto do projeto e a relevância da Câmara no campo da Educação para a Democracia.

Mais informações sobre o concurso e outras novidades podem ser encontradas em: cd.leg.br/14wegov e cd.leg.br/euealei.

Da Assessoria de Imprensa – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Audiência pública alerta para importância do diagnóstico precoce do glaucoma

O glaucoma — nome dado a um conjunto de doenças do nervo ótico e principal causa de cegueira irreversível no mundo — deve ser enfrentado com diagnóstico precoce e expansão dos serviços básicos de saúde, afirmaram nesta quarta-feira (27) debatedores em audiência pública das comissões de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Em comemoração ao mês dedicado à prevenção do glaucoma, a audiência atendeu a requerimentos do presidente da CTFC, senador Dr. Hiran (PP-RR) — que presidiu os trabalhos — e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Dr. Hiran manifestou preocupação com exames de vista feitos sem conhecimento técnico suficiente e que não podem ser confundidos com exames de glaucoma.

— O optometrista não sabe avaliar o que é uma alteração no nervo ótico. Os pacientes, às vezes, terminam sendo atendidos de forma incompleta. Muitas vezes saem com óculos prescritos, mas terminam por negligenciar o diagnóstico de uma doença que poderia ter sido feito de uma maneira muito precoce — lamentou.

Para Jair Giampani Júnior, vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Glaucoma, somente a prevenção pode evitar o impacto de uma doença que surge quase sempre sem sintomas. Ele destacou que a incidência do glaucoma é maior em grupos mais vulneráveis — mulheres, negros, indígenas — e tende a aumentar com o envelhecimento da população.

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— Um dos grandes problemas do glaucoma é exatamente este: entre 50% e 90% dos pacientes portadores de glaucoma não sabem que têm a doença e, portanto, estão extremamente expostos à sua progressão e ao diagnóstico tardio.

Jayter Silva de Paula, representante da Sociedade Brasileira de Glaucoma, lamentou a escassez de dados e estudos sobre a real prevalência da doença no país. Ele cobrou ações legislativas para aumentar o controle sobre a venda de corticoides, especialmente na forma de colírios, cujo uso indiscriminado e prolongado é relacionado a um tipo de glaucoma.

— A gente pede a exigência de prescrição médica, rastreabilidade, protocolo de prescrição, monitoramento da pressão [intraocular] e campanhas de esclarecimento — reivindicou.

Para Cláudia Galvão Pedreira, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o Brasil tem uma quantidade grande de oftalmologistas e um suporte adequado do Sistema Único de Saúde (SUS), mas as desigualdades regionais seguem como obstáculo ao diagnóstico primário do glaucoma. Segundo ela, o CBO está disposto a fornecer o apoio necessário para enfrentar a questão.

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— A gente pode transformar a capacidade técnica em acesso real para quem está no Amapá e faz muito poucos exames, ou está no Amazonas, onde um paciente ribeirinho não consegue chegar ao local do especialista.

Carmen Cristina Moura Dos Santos, diretora substituta do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, declarou que o SUS está cada vez mais preparado para o diagnóstico e o tratamento do glaucoma, mas admitiu os desafios para um cuidado adequado à população. Ela saudou as campanhas de conscientização sobre o diagnóstico precoce promovidas pelas entidades de classe.

— O foco central, como foi dito por todos, é a prevenção da perda do visual. Acho que é isso: temos que fazer esses alertas — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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