POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que obriga órgãos públicos a garantir acessibilidade

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, projeto de lei que obriga órgãos públicos a garantir acessibilidade, com a oferta de tecnologia assistiva ou de profissionais habilitados em Libras e braile.

Projeto de Lei 708/23, do deputado Márcio Honaiser (PDT-MA), altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

O texto aprovado também inclui a exigência de instrução e e capacitação de trabalhadores das empresas para melhorar a integração das pessoas com deficiência nos ambientes de trabalho.

Participação plena
Segundo o relator, deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), assegurar a acessibilidade no ambiente de trabalho promove autonomia, independência e participação plena na sociedade.

“Trata-se de medida ética, humanitária e indispensável, alinhada a princípios constitucionais fundamentais, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade material e a não discriminação, contribuindo para a construção de uma  sociedade mais justa e inclusiva”, afirmou.

Pessoas com deficiência no Brasil
De acordo com Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas de 2 anos ou mais com alguma deficiência, o que corresponde a 7,3% da população dessa faixa etária.

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Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto cria programa para reduzir insegurança hídrica no Rio Grande do Sul

O Projeto de Lei 1256/26, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), cria o Programa de Estruturação das Regiões em Situação de Insegurança Hídrica da Metade Sul do Rio Grande do Sul.

O objetivo é garantir acesso permanente à água para a população dessa região, definida por critérios técnicos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e o Plano Nacional de Segurança Hídrica.

Esse plano deverá ser revisado a cada dez anos para atualizar os critérios técnicos, os diagnósticos e as áreas com prioridade de atendimento.

“Diferentemente do que sugerem os recorrentes decretos de emergência, a situação da metade sul do Rio Grande do Sul não é episódica, mas estrutural”, afirma Maria do Rosário. “A sucessão de eventos climáticos adversos tem comprometido a produção agrícola — especialmente de culturas como a soja —, afetando diretamente a subsistência de milhares de famílias e a economia do setor primário”, acrescenta.

O programa atenderá:

  • trabalhadores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • agricultores e pecuaristas empresariais que atuem em regime familiar;
  • pequenos agricultores e pecuaristas informais;
  • populações tradicionais do meio rural; e
  • núcleos populacionais urbanos em situação de insegurança hídrica.
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O que poderá ser financiado
O programa prevê investimentos federais, em parceria com os municípios gaúchos, para:

  • construção de reservatórios para armazenar água das chuvas;
  • implantação de sistemas de captação, reserva, tratamento e distribuição de água;
  • construção, instalação e aquisição de tecnologias de irrigação e drenagem;
  • promoção de programas de capacitação do público prioritário para instalação e manutenção dos sistemas;
  • divulgação de programas de educação ambiental e sanitária.

“Fazendas de água”
O texto também prevê a implementação de “fazendas de água”, que reúnem práticas de recomposição da vegetação nativa e de conservação do solo para melhorar os ciclos hidrológicos locais.

A proposta também estimula a criação de sistemas agroflorestais para conciliar produção agrícola e conservação ambiental.

Por fim, o projeto destina parte dos recursos do Fundo Social ao financiamento do programa. Esse fundo administra parte das receitas que a União obtém com a exploração de petróleo e gás natural.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; Minas e Energia; Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado por deputados e senadores.

Reportagem – Raquel Keoui
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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