POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova prioridade para diabético em exame que exija jejum

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2978/24, que garante prioridade para pessoas com diabetes no atendimento para a realização de exames de saúde que exijam jejum, juntamente com as prioridades já previstas para gestantes, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

A comprovação da condição de diabético será feita por laudo médico ou documento equivalente, e a medida valerá para estabelecimentos públicos e particulares.

O texto, da deputada Socorro Neri (PP-AC), acrescenta um artigo à lei que instituiu a Política Nacional de Prevenção do Diabetes e de Assistência Integral à Pessoa com Diabetes.

A relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), recomendou a aprovação da proposta. Ela disse que a medida é simples, mas de grande impacto no bem-estar e na segurança dessas pessoas.

“Enquanto uma pessoa sem alterações endócrinas pode passar por jejum prolongado com efeitos físicos menores, um diabético corre risco de hipoglicemia intensa [pouco açúcar no sangue], situação que pode ser mais prejudicial do que a hiperglicemia”, observou Flávia Morais.

Leia Também:  Combate à violência no ambiente escolar é tema de audiência na Câmara nesta quarta

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Izalci critica fim da ‘taxa das blusinhas’ e aponta risco à competitividade nacional

O senador Izalci Lucas (PL-DF), em pronunciamento no Plenário nesta quarta (13), criticou a medida provisória editada pelo governo que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” (MP 1.357/2026). Para ele, a iniciativa gera desequilíbrio competitivo entre os produtos nacionais e os importados.

A “taxa das blusinhas” era a alíquota de 20% de imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50, que havia sido criada em 2024.

Izalci afirmou que a medida desconsidera os custos tributários e operacionais enfrentados por empresas brasileiras, especialmente as pequenas e microempresas.

— Eu acho ótima a redução de qualquer imposto, porque ninguém aguenta pagar mais imposto neste Brasil. Agora, é evidente que você tem que dar a contrapartida para os produtores nacionais. Nós temos pequenas empresas, temos cidades que dependem, por exemplo, do calçado, da parte de vestuário. [O fim da taxa das blusinhas] vai quebrar todo mundo. Não dá para você isentar completamente a importação enquanto o custo Brasil é imenso. Isso é um absurdo — protestou.

Leia Também:  Comissão debate medidas do governo para agricultura familiar, populações tradicionais, pescadores artesanais e assentados

O parlamentar também questionou o uso de uma medida provisória para tratar de matéria tributária. Ele afirmou que iniciativas como essa ampliam a insegurança jurídica no país. Izalci argumentou que as empresas precisam de previsibilidade para definir custos, preços e investimentos — e que alterações repentinas nas regras fiscais podem comprometer o ambiente de negócios e a geração de empregos.

— Medida provisória não é instrumento tributário. (…) O Brasil tem essa insegurança jurídica sempre. Os investidores não investem no Brasil por causa disso!

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA