POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova estágio de estudantes de enfermagem no Corpo de Bombeiros em todo o país

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3420/23, que autoriza estudantes de cursos de enfermagem, tanto de nível técnico quanto de graduação, a realizarem estágio no Corpo de Bombeiros Militar dos estados e do Distrito Federal.

Os estudantes poderão atuar em quartéis e outras unidades onde haja prestação de serviços de saúde, sempre com acompanhamento de um supervisor técnico. O estágio contará para a formação acadêmica do aluno. O PL 3420/23 é de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA).

Por recomendação da relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o texto aprovado foi o substitutivo elaborado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, que analisou o projeto anteriormente.

A proposta inicial previa a realização do estágio apenas no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. O substitutivo, apresentado pelo deputado Coronel Meira (PL-PE), estende a possibilidade para todo o país.

“A alteração contribui para a formação de mais estagiários, que terão a oportunidade de lidar com as situações que ocorrem e demandam a atuação dos profissionais de enfermagem. Assim, entrarão no mercado de trabalho com maior qualificação e experiência”, disse Alice Portugal.

Leia Também:  Comissão aprova previsão de incentivo à capacitação de agricultor para uso de máquinas

Próximos passos
O projeto ainda vai ser analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Entidades denunciam falta de medicamentos para epilepsia no SUS

Entidades da sociedade civil criticaram a falta de medicamentos e outros tratamentos para epilepsia no Sistema Único de Saúde (SUS) e no próprio mercado. As reclamações foram apresentadas em audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

A audiência foi solicitada pela deputada Juliana Cardoso (PT-SP), que participou, em seguida, do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Pessoa com Epilepsia.

A diretora da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, Andréia Bessa, afirmou que a falta de medicamentos pode causar danos irreversíveis aos pacientes, com perda do controle da doença e necessidade de internação.

Segundo ela, os principais problemas são licitações sem fornecedores interessados, preços incompatíveis com a capacidade de compra do SUS e a descontinuidade da fabricação de alguns produtos.

Incorporação de tecnologias
A conselheira da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde, Paula Nobrega, lembrou que cerca de 30% das pessoas com epilepsia precisam de tratamentos além dos medicamentos, como dispositivos médicos estimuladores. Ela avaliou que a incorporação dessas tecnologias pelo SUS ocorre de forma lenta.

Leia Também:  Girão critica acordo de delação considerado "frágil" no caso Banco Master

“O ciclo de inovação de um dispositivo médico é de apenas dois anos. Se o processo de incorporação não acompanhar esse ritmo, a tecnologia pode se tornar obsoleta antes de chegar aos pacientes. Compreendemos os desafios burocráticos do Estado, mas precisamos refletir sobre os efeitos dessa demora na ponta.”

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Falta de medicamentos para epilepsia no Brasil. Conselheira - Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI), Paula Nobrega.
Paula Nobrega reclamou da lentidão na incorporação de medicamentos pelo SUS

Entre as propostas apresentadas pelas entidades estão a criação de um painel público para monitorar o risco de desabastecimento de medicamentos essenciais, a aplicação de penalidades a fornecedores que descumprem contratos e incentivos à produção de medicamentos com baixo interesse comercial.

Dificuldade de acesso
A representante da Associação Brasileira de Epilepsia, Isabella D’Andrea, destacou os impactos emocionais e sociais causados pela dificuldade de acesso aos medicamentos.

“O problema não é apenas de saúde. Há consequências sociais e emocionais. A preocupação constante com novas crises afeta a vida da pessoa. Quando o medicamento falta na farmácia, ela precisa pedir ajuda a amigos, organizar vaquinhas ou buscar apoio na comunidade para manter o tratamento”, disse.

Leia Também:  Debate alerta para riscos de violação de direitos de crianças e jovens no Carnaval

Compras emergenciais
Representante do Ministério da Saúde, Jans Izidoro reconheceu falhas no monitoramento do abastecimento, o que dificulta ações preventivas por parte do governo.

Ele informou que o ministério trabalha em um novo modelo de punição para fornecedores e em um sistema de compras emergenciais que poderá ser utilizado pelo governo federal e pelas secretarias estaduais de saúde.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA