POLÍTICA NACIONAL

CCJ adia votação de decreto contra demarcação de terras indígenas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) retomará na próxima quarta-feira (28) a análise do projeto de decreto legislativo que suspende três normas do Executivo relacionadas à demarcação de terras indígenas (PDL 717/2024). Uma delas é o artigo de um decreto de 1996 que regulamenta o processo administrativo dedemarcação. Outras duas normas homologam as terras indígenas Toldo Imbu (em Abelardo Luz) e Morro dos Cavalos (em Palhoça).

O projeto estava na pauta da reunião da última quarta-feira (21), mas a votação foi adiada a pedido do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que está de licença. No relatório, ele rejeita a revogação das demarcações, mantendo apenas a suspensão do dispositivo que regulamenta os processos.

A justificativa do projeto, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), é que todas normas estariam em desacordo com a Lei 14.701, de 2023, que trata do marco temporal das terras indígenas e estabeleceu novas regras para os processos de demarcação. Alessandro concorda que as regras de 1996 conflitam com a lei atual, mas alega que suspender demarcações em andamento viola a competência administrativa do Executivo e “usurpa” a prerrogativa do Judiciário de resolver conflitos. Para ele, os processos devem ser contestados na Justiça.

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Durante o debate na CCJ, Amin reafirmou que os decretos são “inequivocamente ilegais e inconstitucionais” e defendeu a urgência da suspensão para evitar danos “irreversíveis” a comunidades não-indígenas.

— O que está em jogo é a prerrogativa do Senado de sustar atos que extrapolem o poder regulamentar [do Executivo]. Os decretos já estão gerando insegurança jurídica e conflitos em Santa Catarina — alertou.

O senador Jorge Seif (PL-SC) também se posicionou favoravelmente à suspensão. Ele criticou a posição de Alessandro Vieira de considerar inválidas as regras antigas para demarcações mas não acatar a revogação dos novos processos.

— Não podemos apenas reconhecer uma ilegalidade e permitir que ela continue gerando efeitos — disse.

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA) defendeu o respeito ao Regimento Interno e à presença do relator na votação.

— Jamais coloquei matéria em votação sem o relator presente. É uma questão de respeito entre os pares. O senador Alessandro pediu pessoalmente que a votação fosse adiada para que ele pudesse participar do debate — justificou.

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A proposta será novamente discutida e votada no dia 28, com expectativa de votação nominal. Caso aprovada, seguirá para análise do Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto proíbe transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação

O Projeto de Lei 1026/26 proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta também veda qualquer outro meio de transporte que coloque em risco a saúde ou o bem-estar dos animais por conta de confinamento prolongado, superlotação ou risco de acidente.

O texto abrange animais destinados ao abate, engorda, reprodução ou comercialização para fins industriais e alimentares.

Pela proposta, o transporte em navios de carga viva é expressamente proibido por submeter os animais a riscos elevados de acidentes e privação de cuidados essenciais.

A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), argumenta que a medida está alinhada às melhores práticas internacionais de bem-estar animal. “A continuidade da exportação e importação de animais vivos por meios que sabidamente geram sofrimento e risco extremo compromete a imagem internacional do país, afeta a credibilidade de seus sistemas de fiscalização e contraria princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e aos seres vivos”, diz a deputada.

Para Heloísa Helena, a substituição desse modelo de transporte por exportações de produtos processados agrega valor econômico e elimina a crueldade com os animais. “A mudança não é apenas necessária, mas desejável sob a perspectiva econômica, ética e ambiental”, defende.

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Em caso de descumprimento da regra, o projeto estabelece punições ao infrator, como multa, suspensão de atividades, cassação de licenças e apreensão dos animais para encaminhamento a abrigos ou instituições de proteção animal.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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