POLÍTICA NACIONAL
Câmara aprova projeto que cria fundo de financiamento para o Ministério Público da União; acompanhe
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Fundo de Fortalecimento da Cidadania e Aperfeiçoamento do Ministério Público da União (FMPU) para financiar o cumprimento das funções essenciais do órgão. A proposta será enviada ao Senado.
De autoria do MPU, o Projeto de Lei 1872/25 foi aprovado nesta quarta-feira (16) com substitutivo da relatora, deputada Camila Jara (PT-MS), que retirou do projeto original a proibição de contingenciamento de recursos do fundo e acrescentou dispositivo proibindo o uso dos recursos para o pagamento de despesas de pessoal.
Camila Jara afirmou que a criação do fundo representa um marco importante para o fortalecimento do Ministério Público da União, proporcionando os meios necessários para o aprimoramento de sua atuação em defesa da cidadania, do Estado Democrático de Direito e dos interesses da sociedade.
“Um dos principais objetivos é a execução de programas de melhoria da atuação institucional e do atendimento à sociedade, com especial atenção à defesa das vítimas. Isso demonstra o compromisso em aprimorar serviços prestados diretamente à população”, afirmou.
O projeto cria, no âmbito do Ministério Público da União, o conselho curador, o conselho gestor, o conselho fiscal e a diretoria executiva do fundo. O conselho curador deverá zelar pela aplicação dos recursos do fundo; aprovar seu orçamento e as contas anuais; e cumprir demais atribuições e encargos previstos em regulamento.
Debate em Plenário
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), a proposta busca fortalecer a atuação do Ministério Público na defesa dos direitos do conjunto da sociedade. “O Ministério Público que defende os direitos difusos e é fundamental para termos um país mais justo e democrático”, disse.
Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), no entanto, há um conflito de interesses na proposta. “O Ministério Público não examina desvio de emendas parlamentares? Pois acreditem, há possibilidade de o fundo ser abastecido por emendas. Já pensou o fiscal da lei sendo nutrido por quem tem de ser fiscalizado pela lei”, criticou.
Segundo a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), “agora virou moda criar um fundo para chamar de seu”. “Geralmente esses fundos são paralelos ao Orçamento. Estamos virando o País do caixa paralelo, do caixa 2”, disse.
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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Câmara aprova projeto que autoriza ensino da robótica na rede escolar; acompanhe
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a incluir a robótica como matéria extracurricular e optativa em toda a rede de ensino, pública e privada, no território nacional. O texto também reconhece a robótica como esporte de competição e de relevância educacional. A proposta será enviada ao Senado.
De autoria do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), o Projeto de Lei 1106/23 foi aprovado com substitutivo do relator, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP). Ele alterou o texto para retirar pontos como a inclusão obrigatória da robótica como matéria extracurricular, por entender que invadiria a esfera de formulação e execução de políticas públicas educacionais. O relatório foi lido em Plenário pelo deputado Heitor Schuch (PSD-RS).
A robótica educacional é definida como uma atividade prática destinada a auxiliar o aluno na construção do conhecimento por meio do desenvolvimento de raciocínio lógico.
A disciplina deverá ser ministrada por docentes devidamente capacitados e tem como objetivos estimular o raciocínio lógico, promover a cooperação e o companheirismo, melhorar o desempenho escolar, fomentar a criatividade e a busca de soluções para resolução de problemas e ampliar a capacidade de organização.
Tanto o desenvolvimento da robótica educacional nas escolas públicas quanto o fomento de sua prática como esporte de competição dependerão de dotações orçamentárias próprias, podendo ser estabelecidas parcerias público-privadas.
Currículo escolar
O líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), ressaltou que a proposta não autoriza o Executivo a fazer a mais do que já faça. “A própria Base Nacional Curricular Comum (BNCC) já indica a robótica como elemento interdisciplina do mesmo jeito que está aqui”, disse.
Segundo ele, não é papel do Legislativo dizer o que o Executivo coloca como disciplina no currículo escolar. “Isso é papel da Base Nacional Curricular Comum e do Conselho Nacional de Educação”, afirmou.
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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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