POLÍTICA NACIONAL

Adiada votação final de exame de proficiência para médicos

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) adiou a análise final do projeto de lei que cria um exame nacional de proficiência para médicos formados no Brasil (PL 2.294/2024), após divergências sobre a forma de avaliação e o papel das instituições envolvidas. 

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (17), depois de pedido de vista (tempo para análise) apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). Com a vista concedida, a votação em turno suplementar ficou para uma próxima reunião da comissão, ainda sem data definida. 

A proposta, que já havia sido aprovada em primeiro turno no início de dezembro, voltou à pauta para votação em turno suplementar, etapa necessária por se tratar de decisão final da comissão sobre um texto substitutivo (texto alternativo ao do projeto original). O senador Rogério Carvalho justificou o pedido de vista ao afirmar que o voto em separado apresentado por ele não chegou a ser discutido anteriormente. 

— Meu voto em separado não foi apreciado pela comissão em função de a matéria ter sido votada [em primeiro turno] e ter tido maioria. Foram apresentadas emendas, foi feito um novo relatório, e peço vista desse relatório para que a gente possa discutir na sessão seguinte — argumentou. 

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Relator do substitutivo, o senador Dr. Hiran (PP-RR) explicou que o parecer apresentado no turno suplementar manteve integralmente o texto aprovado anteriormente e que ele rejeitou as emendas apresentadas. 

— De modo geral, as emendas retomam propostas já rejeitadas. Nosso relatório não mudou, é exatamente igual. O voto em separado não foi votado porque o nosso relatório foi aprovado — ponderou. 

O senador defendeu a proposta e criticou a expansão de cursos de medicina sem qualidade adequada. 

— Prolifera-se neste país uma inflação absurda de cursos de medicina com formação absolutamente inadequada, com médicos mal formados — declarou ele. 

Presidente da CAS, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) ressaltou que a principal controvérsia não está na existência do exame, mas na definição de quem deve ser responsável pela avaliação. 

— Não me parece que haja senador contrário ao exame de proficiência. A discussão está em torno de quem deve ser o responsável pela avaliação, se o Ministério da Educação ou o Conselho Federal de Medicina, que é uma inovação — pontuou. 

Ele destacou ainda que o pedido de vista está previsto no regimento da Casa e, por isso, foi concedido. 

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Controvérsia 

O debate contou ainda com manifestações em defesa do papel do Conselho Federal de Medicina (CFM). A médica Dra. Eudócia (PL-AL) questionou as resistências ao projeto. 

— O Conselho Federal de Medicina julga os médicos quando há erro, mas não pode fazer uma prova para avaliar a qualidade desses profissionais? Isso é inadmissível, esse projeto está aqui desde 2024 — reclamou. 

Na mesma linha, o autor do projeto, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), argumentou que a separação entre quem forma e quem fiscaliza é essencial. 

— O conceito é simples: quem executa não fiscaliza. A responsabilidade final recai sobre o profissional, e é o conselho que tem capacidade de julgar se ele está apto para exercer a medicina — declarou. 

Mudanças 

O projeto institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como requisito para o registro profissional, sob coordenação do CFM, e prevê instrumentos de acompanhamento da formação médica, como avaliação obrigatória durante o curso e ampliação das vagas de residência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Coronel Fernanda assume articulação do agronegócio e das mulheres na campanha de Flávio Bolsonaro

Deputada federal de Mato Grosso participa de reuniões em Brasília para organizar ações do segundo turno; Michelle Bolsonaro também integra a coordenação nacional

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) passou a integrar a articulação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno das eleições. Em Brasília, a parlamentar participa de reuniões com lideranças políticas para definir estratégias de mobilização do agronegócio e ampliar a participação feminina nas atividades eleitorais.

A atuação será desenvolvida em duas frentes. A primeira envolve representantes do setor produtivo, desde trabalhadores rurais até grandes produtores. A segunda será conduzida por parlamentares mulheres do PL e de partidos aliados, com a previsão de atividades em Mato Grosso e em outras regiões do país.

Segundo Coronel Fernanda, a estratégia busca ampliar a presença da candidatura entre diferentes segmentos da sociedade e fortalecer a organização política nesta etapa da disputa presidencial.

“Estamos em articulação na campanha do Flávio. A gente está fazendo parte da coordenação na Frente Parlamentar da Agricultura e também no núcleo voltado às parlamentares femininas aqui do PL e dos partidos que vão estar compondo conosco”, afirmou.

A deputada explicou que as ações voltadas ao agronegócio terão como foco a interlocução com trabalhadores e produtores rurais, enquanto o grupo feminino ficará responsável pela organização de mobilizações em diferentes estados.

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“Nós vamos ter duas linhas de ações, onde uma vai ser o agro trabalhando em prol do Flávio, e aí o agro, o trato do trabalhador do agro ao produtor rural. E, do outro lado, são as mulheres que nós vamos estar fazendo ações importantes, não só no estado de Mato Grosso, mas também em todos os estados do Brasil”, detalhou.

A parlamentar também destacou a participação da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro na estratégia nacional. Conforme Fernanda, Michelle estará entre as responsáveis pela coordenação das atividades direcionadas ao público feminino.

A deputada afirmou que pretende retornar a Cuiabá para compartilhar as orientações definidas durante os encontros em Brasília e organizar a participação de lideranças mato-grossenses nas próximas ações.

“Estou com uma alegria muito grande, fazendo parte dessa articulação. E vou estar em Cuiabá levando as informações para que todos nos apoiem e venham conosco nessa caminhada pelo Brasil”, declarou.

Entre os objetivos apresentados pela parlamentar está a ampliação do alcance eleitoral de Flávio Bolsonaro, especialmente entre eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno, além daqueles que optaram pelo voto branco ou nulo.

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A mobilização integra os esforços da campanha para reorganizar suas estratégias políticas antes da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.

“Nós estamos juntos nessa caminhada e, se Deus quiser, vai ser uma vitória gigantesca”, concluiu Coronel Fernanda.

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