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Wilson Santos solicita esclarecimentos do Banco do Brasil sobre possível descumprimento do limite legal de 35% da margem consignável

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Requerimento n.° 334/2025 à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), solicitando a convocação da superintendente do Banco do Brasil no estado, Wanda Aparecida da Silva Ribeiro, para prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados a servidores públicos. A medida foi motivada por indícios de que a instituição financeira estaria desrespeitando o teto legal de 35% da margem consignável previsto em lei.

O requerimento, aprovado na sessão da última quarta-feira (18), prevê que a data da oitiva será definida em comum acordo entre os parlamentares e o Banco do Brasil, com previsão de agendamento até 16 de julho de 2025.

“Não tem outro banco que tenha acesso direto à folha de pagamento dos servidores estaduais que não seja o Banco do Brasil que, pelo que parece, age com voracidade sobre o servidor, porque como ele é o único que tem a folha, algo que outro banco estatal não tem, a exemplo, da Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Amazônia. Segundo informações obtidas, o Banco do Brasil detectou que o servidor atingiu o teto da margem e não pode mais comprar o consignado e, assim, vende os seus serviços e desconta na conta do servidor e não na folha”, relata o parlamentar.

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De acordo com dados da Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag), mais de 20 mil servidores públicos estaduais extrapolam o limite legal de 35% da margem consignável para empréstimos. Além disso, aproximadamente 2.700 servidores utilizam o cartão de crédito consignado acima do percentual permitido de 15%, enquanto cerca de 3 mil trabalhadores ultrapassam o limite de 10% no cartão benefício. No total, os dados revelam que 42,5% dos servidores estão com descontos acima dos limites normativos estabelecidos para consignações em folha.

“Isso é gravíssimo. Há contratos que simplesmente ignoram a margem consignável. É um abuso institucionalizado. O servidor já está sendo lesado por alguns bancos dirigidos por irresponsáveis e vorazes. O próprio Estado através do Desenvolve MT e o Fundeic (Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial) tira mais 7,85% e quando o servidor não tem mais margem, o Banco do Brasil acaba para enterrar e abre para ele um empréstimo fora da folha, com taxas muito mais elevadas do que as de mercado. Eles compram as férias e o décimo terceiro do servidor. Nunca na história dos servidores de Mato Grosso, foram tão explorados como estão sendo agora, todo mundo que pode – está tirando um pedaço deles”, indigna Wilson Santos.

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Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Durante debate, Millas acusa Natasha de integrar “arco de corruptos”; candidata diz que aliados não estarão no governo

Candidato do Missão questionou alianças políticas da adversária; Natasha afirmou que responde pelos próprios atos e anunciou controle patrimonial para integrantes do primeiro escalão e familiares

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O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Missão, Rafael Millas, acusou a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) de integrar um “arco de alianças de corruptos” durante debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º). A declaração ocorreu durante um questionamento sobre os grupos políticos que apoiam a candidatura da médica.

Millas mencionou nomes ligados ao grupo de Natasha, entre eles o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD), o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), o ex-governador Pedro Taques (PSB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato questionou se esses apoios poderiam representar compromissos ou espaço em uma eventual administração de Natasha. 

Em resposta, Natasha afirmou que os nomes citados fazem parte do arco de alianças, mas negou que isso signifique participação em seu eventual governo. A candidata declarou ainda que não pretende atribuir culpa ou inocência aos aliados e que adotará os mesmos critérios de transparência para pessoas que estejam ao seu lado ou na oposição.

“Eu respondo pelo meu CPF. Nenhuma dessas pessoas estará no meu governo, a princípio, eles fazem parte do arco de alianças”, afirmou Natasha durante o debate. 

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A candidata também rebateu a estratégia utilizada por Millas ao citar integrantes do próprio partido do adversário. Natasha mencionou Renan Santos e Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, e afirmou que não utilizaria declarações individuais de integrantes de uma legenda para associá-las diretamente ao candidato.

“Eu jamais faria qualquer tipo de alusão a você por causa de um comentário de uma pessoa que é do seu partido”, disse.

Millas, por sua vez, afirmou que suas críticas não estavam direcionadas à conduta pessoal de Natasha, mas às alianças estabelecidas pela candidatura. O candidato também defendeu o partido Missão das acusações feitas durante o confronto e voltou a questionar se os grupos que apoiam Natasha poderiam cobrar compromissos em uma eventual gestão.

“Essa turma com certeza vai cobrar fatura quando a senhora chegar ao Palácio Paiaguás, e se a senhora chegar. Minha preocupação foi só essa”, declarou.

Natasha anuncia controle patrimonial

Na tréplica, Natasha apresentou uma medida de transparência prevista em seu plano de governo. Segundo ela, integrantes do primeiro escalão, além de familiares, deverão apresentar anualmente declarações de renda e bens para permitir o acompanhamento da evolução patrimonial.

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“Todo primeiro escalão, assim como eu, vice-governador, o meu marido, minhas filhas, vão entregar anualmente a nossa declaração de renda e de bens para que possa haver aí evolução patrimonial”, afirmou.

A proposta foi apresentada pela candidata como parte dos mecanismos de transparência que pretende adotar em uma eventual administração. Natasha também reiterou que pretende utilizar os mesmos critérios para aliados e adversários. 

O embate sobre as alianças políticas ocorreu em meio a uma série de confrontos entre os candidatos no debate da TV Vila Real, que reuniu os concorrentes ao Governo de Mato Grosso e teve perguntas e réplicas direcionadas entre os participantes. 

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