PROPAGANDA ELEITORAL
União Progressista larga na frente e terá maior tempo de TV na disputa proporcional em MT
Federação formada por União Brasil e PP terá 2 minutos e 35 segundos para candidatos a deputado federal e 1 minuto e 51 segundos para estadual; PL aparece com o segundo maior espaço
A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão entre as siglas e federações que disputam vagas de deputado federal e estadual em Mato Grosso nas eleições de 2026.
Na corrida pela Câmara dos Deputados, os candidatos da União Progressista terão 2 minutos e 35 segundos de exposição. Para a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), serão 1 minuto e 51 segundos.
O maior espaço no horário eleitoral dá à federação uma vantagem estratégica na disputa proporcional, principalmente pela possibilidade de ampliar a exposição de seus candidatos e apresentar propostas diretamente aos eleitores em todas as regiões de Mato Grosso.
O PL aparece com o segundo maior tempo de propaganda eleitoral. Na disputa para deputado federal, a legenda terá 2 minutos e 27 segundos — apenas oito segundos a menos que a União Progressista. Para deputado estadual, serão 1 minuto e 45 segundos.
Na sequência está a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, com 2 minutos e 2 segundos destinados à disputa federal e 1 minuto e 28 segundos para os candidatos a deputado estadual.
Com a definição dos tempos, partidos e federações passam a preparar suas estratégias para uma etapa considerada importante da corrida eleitoral. A propaganda gratuita amplia a exposição dos candidatos para além das redes sociais, reuniões políticas, caminhadas e demais atos presenciais de campanha.
CAMPANHA CHEGA À TV E AO RÁDIO
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa no dia 28 de agosto e segue até 1º de outubro, colocando a campanha de 2026 em uma nova fase.
Em Mato Grosso, os programas destinados às candidaturas a governador, senador e deputado estadual serão exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras.
Já às terças, quintas e sábados será a vez das candidaturas à Presidência da República e à Câmara dos Deputados.
A chegada da propaganda eleitoral ao rádio e à televisão tende a aumentar a visibilidade dos candidatos e intensificar a disputa pelo eleitorado. Além do conteúdo produzido para as redes sociais, as campanhas passam a contar com um espaço de grande alcance para apresentar nomes, propostas e mensagens políticas.
Nesse cenário, a União Progressista entra na propaganda eleitoral proporcional com a maior fatia de tempo em Mato Grosso, enquanto o PL aparece logo atrás, antecipando uma disputa também pela exposição dos candidatos que buscam vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
A partir do dia 28, a corrida eleitoral deixa de estar concentrada apenas nas ruas e no ambiente digital e passa a ocupar oficialmente também a televisão e o rádio dos mato-grossenses.
POLÍTICA MT
Aos 79 anos, Júlio Campos admite aposentadoria após ficar como suplente na ALMT
Ex-governador recebeu 17,7 mil votos e afirma que já cogitava deixar as disputas eleitorais antes mesmo da campanha deste ano
Aos 79 anos e depois de não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) admitiu, nesta quarta-feira (7), que pode encerrar uma trajetória política de mais de cinco décadas.
Ao comentar o futuro após as eleições, Júlio afirmou que a idade é um dos fatores que pesam na decisão e lembrou os diferentes cargos que já ocupou ao longo da vida pública.
“Olha, a própria idade já até recomenda e eu também já fui tudo, né?”, declarou.
Na disputa por uma cadeira na Assembleia, Júlio recebeu 17.732 votos e terminou como suplente. Em Várzea Grande, principal reduto eleitoral de sua trajetória política, obteve 4.957 votos.
O parlamentar revelou que a possibilidade de deixar as eleições já havia sido considerada antes da campanha de 2026. Segundo ele, a decisão de concorrer novamente ocorreu após o resultado da convenção partidária.
“Já tinha pensado nisso antes. Vocês lembram que não era meu pensamento entrar nessa campanha, mas devido ao resultado da convenção eu fui obrigado a voltar ser candidato para marcar presença. Mas o futuro a Deus pertence”, afirmou.
O resultado ocorre no mesmo ano em que o irmão de Júlio, o senador Jayme Campos (União Brasil), não conseguiu viabilizar sua candidatura ao Governo de Mato Grosso. Na convenção realizada em julho, o União Brasil decidiu apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos), que venceu a eleição para governador.
Com o mandato de Jayme no Senado chegando ao fim, os dois irmãos deverão ficar sem mandato eletivo a partir de 2027, caso não haja mudança no cenário atual.
Júlio Campos iniciou sua trajetória política como prefeito de Várzea Grande, cargo que exerceu entre 1973 e 1977. Posteriormente, foi deputado federal, governador de Mato Grosso entre 1983 e 1986 e senador da República. Também retornou à Câmara dos Deputados e, mais recentemente, à Assembleia Legislativa, onde iniciou novo mandato em 2023.
Após mais de 50 anos de vida pública, Júlio evita cravar definitivamente a aposentadoria, mas reconhece que o encerramento da carreira eleitoral passou a ser uma possibilidade concreta.
“Eu também já fui tudo”, resumiu.
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