POLÍTICA MT

Moretto participa de abertura da Oeste Rural Show

O deputado estadual, Valmir Moretto (Republicanos), esteve presente na terça (27) na solenidade de abertura da 5 edição do Oeste Rural Show, em Pontes e Lacerda.
A exposição agropecuária ocorre na sede do Sindicato dos Produtores Rurais do município e tem como tema “O agro conectado ao digital, à sustentabilidade e às novas oportunidades”. A programação segue até o dia 30 de maio.

“É a junção do moderno no agronegócio, na pecuária e na agricultura. É um momento importante de expansão e desenvolvimento do agro para Pontes e Lacerda e região. Fica o convite a toda a população para aproveitar esses quatro dias de muita emoção, de muito trabalho e muita informação e muita tecnologia”, pontou o deputado estadual Valmir Moretto, na solenidade de abertura.

A Oeste Rural Show conta com nove palestras gratuitas, com abordagens técnicas e análises político-econômicas e de inovação. A visitação da feira ocorre das 8h às 18h, exceto na quinta-feira, quando será realizado o Dia de Inovação Aplicada – Projeto Agrihub, com palestras e painéis até às 20h.

Na sexta-feira, a palestra de encerramento será com o cavaleiro das Américas, Felipe Masetti. A programação da feira encerra com o tradicional leilão de bovinos, com a oferta de 5 mil animais.
Evento – A Oeste Rural Show é uma realização do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Prefeitura e Câmara Municipal de Pontes e Lacerda, e deputados (a) estaduais Janaína Riva e Valmir Moretto.
A feira conta com o patrocínio de Senar Mato Grosso, Acrimat, Aura Apoena, Sicredi, Negócio Agro, Soma Leilões, New Holland Vegrande, Sicoob, Casa do Produtor, Maxxicase, Nutripura, Grupo Cometa, Focus Eventos, e Fortuna Nutripontes.

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Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Nelson Barbudo critica tributação de insumos agrícolas e alerta para impacto no preço dos alimentos

Deputado afirma que aumento dos custos no campo pode chegar ao bolso do consumidor e cobra políticas que fortaleçam produção agropecuária

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) fez duras críticas nesta terça-feira (11) à reoneração do PIS e da Cofins sobre insumos agrícolas e alertou que o aumento da carga tributária no campo pode produzir consequências que vão além das propriedades rurais, pressionando os custos de produção e, consequentemente, o preço dos alimentos.

A mudança decorre da Lei Complementar 224/2025, que promoveu redução de benefícios fiscais federais. Desde 1º de abril, produtos que anteriormente contavam com alíquota zero de PIS e Cofins passaram a sofrer incidência parcial das contribuições. Entre os insumos atingidos estão itens essenciais à atividade agropecuária, como fertilizantes e defensivos.

A questão foi amplamente discutida pelo parlamentar durante a realização da 32ª Expões-te, em Pontes e Lacerda, e em encontro com produtores rurais de Nova Mutum.

Para Barbudo, a medida ocorre em sentido contrário ao que o país deveria fazer para estimular a produção e contribuir para que os alimentos cheguem à mesa dos brasileiros a preços menores.

“Quando se aumenta o custo de quem produz, essa conta não desaparece. Ela percorre toda a cadeia e pode chegar lá na frente, ao supermercado e à mesa das famílias. Por isso, não estamos falando de um problema apenas do produtor rural. Estamos falando do bolso de milhões de brasileiros”, afirmou.

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O parlamentar mato-grossense defendeu que o setor agropecuário seja tratado como estratégico para a economia e para a segurança alimentar do país. Segundo ele, medidas que encarecem fertilizantes, defensivos e outros componentes da produção precisam ser avaliadas também pelos seus possíveis reflexos sobre o consumidor.

“É contraditório dizer que queremos comida mais barata e, ao mesmo tempo, aumentar os custos necessários para produzi-la. O produtor já enfrenta preço de insumos, combustível, logística, juros e uma série de outros custos. O papel do governo deveria ser criar condições para produzir mais, com eficiência e competitividade”, declarou.

SEGURO RURAL – Barbudo destacou ainda a importância do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, que permite ao Governo Federal custear parte do valor do seguro contratado pelos produtores. Para 2026, o programa teve recursos bloqueados, reduzindo a capacidade de cobertura em um momento de forte instabilidade climática.

“Seguro rural não é privilégio. É proteção para uma atividade que depende do clima e que sustenta grande parte da economia. Quando uma safra quebra, não perde apenas o produtor. Perde o comércio, perde o transportador, perde quem presta serviço e perde toda a cidade que depende daquela produção”, ressaltou.

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Segundo Nelson Barbudo, o Brasil deveria seguir o caminho oposto: reduzir custos, ampliar instrumentos de proteção e garantir segurança para quem investe e produz.

“Precisamos dar condições para o produtor plantar, investir e continuar produzindo. Isso significa crédito adequado, seguro rural forte, segurança jurídica e menos peso sobre os insumos. Quanto mais segurança existir no campo, melhor será para o abastecimento, para os empregos e para a economia”, defendeu.

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