NOVO MANDATO

Reeleito no primeiro turno, Pivetta diz estar “legitimado” para governar MT

Governador afirma que pretende manter projetos da atual gestão, fazer ajustes em áreas consideradas necessárias e coloca saúde e educação profissionalizante entre as prioridades

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Reeleito governador de Mato Grosso no primeiro turno, Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (5) que o resultado das urnas reforçou sua responsabilidade à frente do Estado. Ele recebeu 60,77% dos votos válidos e terá Gisela Simona (União Brasil) como vice-governadora.

“Agora eu me sinto legitimado para governar Mato Grosso”, declarou Pivetta durante entrevista à TV Centro América.

Segundo o governador, o novo mandato será marcado pela continuidade das iniciativas que, em sua avaliação, apresentaram bons resultados, além de mudanças pontuais em áreas que precisam de ajustes.

“Nós vamos seguir levando Mato Grosso sempre para frente. Eu tenho a missão de evoluir e corrigir pontos que precisam e levar para frente o que deu certo”, afirmou.

Antes de chegar ao comando do Estado, Pivetta foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil).

Entre as prioridades mencionadas para os próximos quatro anos estão a saúde e a ampliação do ensino médio profissionalizante. Pivetta também citou ações relacionadas à tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso, ao programa Fila Zero e à construção de hospitais.

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O governador avaliou ainda que a nova composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) poderá contribuir para a governabilidade durante o segundo mandato.

Ao comentar o cenário nacional, Pivetta defendeu mudanças na área de segurança pública e afirmou esperar que a nova composição do Congresso Nacional avance na discussão de medidas para o setor.

“Eu acredito que vamos mudar o Brasil com a nova composição da Câmara Legislativa e do Senado, que nós vamos fazer um pacto pela segurança pública, nós vamos conseguir devolver o Brasil para os brasileiros”, declarou.

Pivetta foi reeleito neste domingo (4) com 60,77% dos votos válidos, garantindo a continuidade no Palácio Paiaguás sem necessidade de segundo turno.

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POLÍTICA MT

STJ mantém prisão de ex-vereador de Nova Nazaré investigado por roubo de gado

Ministro Rogério Schietti rejeitou novo pedido da defesa de Valdoir Bento Tavares, que utilizou identidade falsa por mais de 15 anos e é apontado em investigações por crimes em três estados

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O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão do ex-vereador de Nova Nazaré Valdoir Bento Tavares, identificado como Marco Túlio. A decisão foi proferida no último dia 2 de outubro, durante análise de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

O ex-parlamentar teria utilizado identidade falsa durante mais de 15 anos e é apontado em investigações relacionadas a diferentes crimes cometidos em Mato Grosso, Rondônia e Goiás.

O habeas corpus havia enfrentado impedimento no STJ porque ainda existia decisão pendente na segunda instância da Justiça de Mato Grosso. A defesa pediu uma nova análise após a manifestação do Tribunal de origem.

“Foi proferida liminar, negada pelo desembargador do Tribunal de origem, e sustenta que o pronunciamento foi juntado aos autos antes da apreciação deste writ. Alega que foi superada a circunstância que fundamentou o indeferimento liminar e requer novo exame acerca do conhecimento do habeas corpus”, argumentou a defesa.

Ao manter a prisão, Schietti destacou elementos do processo que indicariam uma tentativa do ex-vereador de interferir nas investigações. Segundo a decisão, ele teria procurado outros investigados e o motorista envolvido na negociação de um rebanho, além de supostamente oferecer vantagem econômica e orientar versões a serem apresentadas às autoridades.

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“Foram considerados elementos segundo os quais o paciente haveria procurado coinvestigados e o motorista envolvido na negociação do rebanho, oferecido vantagem econômica e orientado a versão a ser apresentada às autoridades”, registrou o ministro.

O processo analisado pelo STJ está relacionado ao roubo de 45 cabeças de gado. Conforme consta no caso, os animais teriam sido negociados por Valdoir utilizando a identidade falsa, em uma transação que teria rendido R$ 108,5 mil.

O histórico atribuído ao ex-vereador também inclui um caso ocorrido em Ariquemes (RO), no réveillon de 2007. Uma discussão motivada por uma vaga de estacionamento teria terminado com as mortes de Edeilson Moura dos Santos e Éder da Silva Martins.

Valdoir, o irmão Valteir Bento Tavares e Oseias de Oliveira, conhecido como “Cegão”, foram apontados como suspeitos de envolvimento nos homicídios. Valteir foi preso em Aruanã (GO), em 2022.

Após os crimes, segundo as informações do processo, os irmãos teriam deixado Ariquemes e passado a utilizar identidades falsas. Valdoir posteriormente chegou a ser eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de Nova Nazaré.

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Antes disso, ele também teria passado por Aruanã, onde há registros envolvendo crimes como furto em área rural, lesão corporal, posse ilegal de arma de fogo e receptação.

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