POLÍTICA MT
Projeto propõe orientação e apoio em relação ao consumo de canetas emagrecedoras
Quem nunca viu na internet ou ouviu falar sobre as famosas “canetas que emagrecem”, como a Tirzepatida e a Semaglutida? O assunto está em todo lugar, mas junto com o interesse por esses medicamentos veio um desafio real: o crescimento da automedicação e do uso sem acompanhamento médico adequado no estado.
Para enfrentar essa realidade, o Projeto de Lei nº 615/2026, de autoria do deputado Chico Guarnieri (PSDB), apresentado no último dia 13, propõe a criação de uma rede de governança, monitoramento e apoio clínico dentro da rede pública de saúde. O objetivo da proposta é estruturar um porto seguro para o cidadão dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo suporte técnico para quem lida com a obesidade e o sofrimento psíquico associado à imagem corporal.
A ideia principal do projeto é garantir que o cidadão Mato-Grossense que sofre com o peso encontre no posto de saúde uma equipe preparada, com médicos, nutricionistas e psicólogos, para acolhê-lo. No atendimento, o paciente receberá orientações claras, entenderá como esses medicamentos funcionam de verdade, descobrirá se o tratamento serve para o seu caso e terá todo o acompanhamento necessário.
É uma forma de trazê-lo para um ambiente seguro e dar apoio real para sua saúde. A proposta é um tratamento para quem realmente precisa, não sendo indicado para quem faz seu uso para fins estéticos.
“Me preocupa muito ver o desespero de tantas pessoas recorrendo a esses remédios sem orientação, muitas vezes arriscando a própria vida por falta de acompanhamento adequado. A obesidade é uma doença séria, não é uma questão de estética. Não podemos fechar os olhos para o perigo da automedicação; precisamos trazer esse paciente para dentro do SUS com urgência e responsabilidade”, alerta Chico Guarnieri.
Além do cuidado com a vida das pessoas, o projeto traz uma lógica econômica estratégica para a gestão da saúde pública. Hoje, estima-se que entre 28% e 36% da população adulta de Mato Grosso conviva com a obesidade.
O tratamento dessa doença e de suas comorbidades (como diabetes e problemas cardiovasculares) custa cerca de R$ 25,8 milhões por ano ao Estado. Só no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, são realizadas cerca de 1.200 cirurgias bariátricas anualmente. O problema é que cada procedimento desses custa cerca de R$ 21 mil para os cofres públicos, e a fila de espera permanece extensa.
É aí que entra a visão preventiva do projeto: acompanhar o paciente no começo da linha, com orientação e o cuidado certo, traz mais eficiência e economia para o Estado do que aguardar o agravamento do quadro clínico até a necessidade de uma cirurgia complexa de estômago ou de vesícula.
Para viabilizar a estrutura e centralizar as demandas, o projeto autoriza a criação do Fundo de Combate à Obesidade do Estado (FCOE). Esse fundo funcionará de forma contábil e financeira para garantir o direcionamento correto e transparente dos recursos.
A proposta prevê que esse fundo seja abastecido por várias frentes. É o local exato para onde vereadores e deputados estaduais podem enviar suas emendas parlamentares voltadas à saúde. Além disso, o fundo está autorizado a receber verbas do governo do estado, repasses diretos da União (Governo Federal), convênios e até doações de empresas privadas ou pessoas físicas que queiram apoiar a causa.
Com esse orçamento unificado, fica muito mais fácil organizar os programas nos municípios, monitorar os resultados de cada paciente e garantir que o recurso seja aplicado exatamente onde há critérios técnicos e necessidade.
Para garantir a segurança e a eficácia do programa, o texto original do Projeto de Lei, estabelece regras claras, como prever prioridade para casos graves, com foco principal do acompanhamento são pessoas com obesidade grave (IMC igual ou maior que 40) ou pessoas com IMC acima de 35 que já sofram com comorbidades associadas (como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão ou apneia do sono.
Também estão previstos, acompanhamento Prévio para casos moderados ou pessoas que sofrem psicologicamente com a imagem corporal, o projeto exige que o paciente comprove pelo menos 6 meses de tratamento não farmacológico no posto de saúde (com avaliação nutricional, incentivo a exercícios e suporte psicológico) antes de qualquer avaliação para remédios; abordagem multiprofissional com o tratamento andará obrigatoriamente de mãos dadas com consultas contínuas nas áreas de medicina, nutrição, psicologia e educação física e prazo para o estado, sendo que assim que a lei for aprovada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) terá 180 dias para publicar o protocolo clínico oficial com as metas terapêuticas e regras de segurança. Esse protocolo será revisado a cada 24 meses para acompanhar as novas evidências da ciência.
“Este projeto foi desenhado para ser um verdadeiro mecanismo de proteção à nossa população. Ao organizar critérios rígidos de atendimento, nós não estamos apenas protegendo a saúde das pessoas contra o perigo invisível da automedicação, mas também estamos zelando pela responsabilidade fiscal do nosso Estado. Estamos provando na prática que o acompanhamento técnico e preventivo é, e sempre será, o caminho mais seguro e eficiente para a saúde pública de Mato Grosso”, finaliza Chico Guarnieri.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Depois de declaração de apoio de prefeito, Pivetta fecha asfalto em 100% de Rondonópolis e Cláudio diz: “Não é conversa fiada, é entregar de verdade” – veja o video
Prefeito do PL reforça apoio ao governador, destaca obras iniciadas na gestão Mauro Mendes e aumenta o desgaste político de Wellington Fagundes dentro da própria legenda e em seu principal reduto eleitoral
O governador Otaviano Pivetta anunciou apoio do Governo de Mato Grosso para avançar na pavimentação das ruas de Rondonópolis que ainda não possuem asfalto. A declaração ocorreu durante agenda no município ao lado do prefeito Cláudio Ferreira (PL), que voltou a manifestar apoio político ao governador.
Além do caráter administrativo, a visita ganhou forte componente eleitoral. Cláudio pertence ao mesmo partido de Wellington Fagundes, mas decidiu apoiar Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso, movimento que evidencia as divergências internas no PL e ganha peso especial por ocorrer em Rondonópolis, principal reduto político do senador.
Durante a agenda, Pivetta afirmou que o Governo do Estado pretende trabalhar em parceria com a prefeitura para chegar à pavimentação de 100% das ruas da cidade.
“Chegamos aqui para ficar. Vamos junto com o prefeito pavimentar 100% das ruas aqui do bairro e o prefeito vai apresentar o inventário de onde falta asfalto na cidade. Cláudio, vamos ajudar você a pavimentar 100% da cidade de Rondonópolis”, afirmou Pivetta.
“NÃO É CONVERSA FIADA”
O tom político aumentou quando Cláudio Ferreira destacou a parceria construída inicialmente com o ex-governador Mauro Mendes e mantida por Pivetta. O prefeito deixou claro que sua decisão de apoiar o atual governador está vinculada, segundo ele, às entregas realizadas no município.
“Essa parceria começou lá atrás com o governador Mauro Mendes e agora com o nosso governador Otaviano Pivetta, que nós recebemos com muita alegria e que nós também apoiamos, porque nós apoiamos quem tem compromisso com Rondonópolis. Não é de conversa fiada, é aquele que vem entregar de verdade. É assim que nós tocamos as coisas, com seriedade”, declarou Cláudio.
A declaração ocorre em um momento delicado para a candidatura de Wellington. O senador enfrenta resistência de integrantes do próprio PL, enquanto Pivetta busca ampliar sua base justamente entre lideranças que, pela lógica partidária, estariam no palanque do adversário.
No caso de Cláudio, o simbolismo é ainda maior. O prefeito governa Rondonópolis, cidade historicamente ligada à trajetória política de Wellington, mas optou por permanecer no palanque de Pivetta.
OBRAS EM VEZ DE PROMESSAS
A agenda começou pelo Anel Viário, onde Pivetta vistoriou as obras de restauração e duplicação do trecho que liga a MT-270 à BR-163. A intervenção contempla aproximadamente 17 quilômetros e, segundo o governo, tem impacto direto na segurança, mobilidade e logística do município.
“São 17 quilômetros de duplicação, um Anel Viário importantíssimo para a segurança, para o bem-estar e para o desenvolvimento de Rondonópolis”, afirmou Pivetta.
Cláudio Ferreira ressaltou o histórico de acidentes no trecho e voltou a estabelecer uma diferença entre promessa e execução.
“Nós perdemos muitas vidas aqui, muitos trabalhadores, muitas trabalhadoras. As cargas também passam por aqui. Não é uma promessa, não é uma obra que vai ser feita, é uma obra que está sendo feita pelo Governo do Estado”, declarou.
Os dois trechos de restauração e duplicação do Anel Viário contam com investimentos informados de R$ 37,2 milhões e R$ 37 milhões.
100% DE ASFALTO NO SAGRADA FAMÍLIA
No bairro Sagrada Família, Pivetta acompanhou as obras de pavimentação e drenagem de todas as ruas. O investimento informado é de R$ 64,3 milhões.
Cláudio destacou que a intervenção inclui drenagem e pavimentação em CBUQ.
“Aqui também tem participação do Governo do Estado, asfaltamento de 100% do bairro Sagrada Família e não é só asfalto, é drenagem também. O asfalto aqui é CBUQ, de primeira qualidade. Pivetta, muitíssimo agradecido pela parceria firmada, por estar presente aqui, está melhorando a vida das pessoas”, disse.
PACOTE DE INVESTIMENTOS
A parceria entre Governo do Estado e município inclui uma série de investimentos concluídos, em andamento, em licitação ou previstos para começar.
Entre as obras em licitação está o viaduto da Avenida dos Estudantes, com investimento previsto de R$ 76,5 milhões, além da pavimentação de 25 quilômetros da Estrada da Viola (MT-458), com R$ 54,1 milhões.
Também integram o pacote obras já concluídas, como o asfaltamento do Distrito Vettorasso, com R$ 65,3 milhões; intervenções no Distrito Industrial, com R$ 68,5 milhões; acesso à Comunidade Miau, com R$ 49,6 milhões; 27,8 quilômetros da MT-383, entre Três Pontes e Naboreiro, com R$ 46,5 milhões; e 42,3 quilômetros da MT-471, no Assentamento Carimã, com R$ 43,3 milhões.
O acesso à ponte da Avenida W11 sobre o Rio Vermelho recebeu investimento informado de R$ 18,8 milhões.
A primeira-dama de Rondonópolis também participou da agenda e declarou apoio a Pivetta para o Governo, Mauro Mendes para o Senado e Gisela Simona como vice.
DEBANDADA NO PL
A agenda deixa um componente político difícil de ignorar. Enquanto Wellington Fagundes tenta unificar o PL em torno de sua candidatura, Pivetta recebe apoio público de integrantes da própria legenda adversária.
Cláudio não apenas declarou voto, como utilizou as entregas do Governo do Estado para justificar sua posição e afirmou que apoia “quem tem compromisso com Rondonópolis”.
O movimento amplia o racha dentro do PL e coloca Pivetta avançando politicamente justamente sobre Rondonópolis, território eleitoral de Wellington. Em plena disputa pelo Governo, a batalha deixa de ser apenas por votos e passa também pela capacidade de cada candidato de manter aliados dentro do próprio campo político.
Veja o video
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