COFRE ABERTO — ELEIÇÕES 2026

PL abre o cofre e despeja R$ 4,8 milhões na campanha de Wellington ao Governo de MT

Aporte da direção nacional representa quase 90% de tudo o que foi arrecadado pelo candidato até agora; partido também direciona milhões para candidatos à Câmara Federal em Mato Grosso

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A direção nacional do Partido Liberal (PL) abriu o cofre para fortalecer a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O candidato recebeu R$ 4,8 milhões da cúpula nacional da legenda para financiar sua campanha eleitoral.

O montante chama atenção não apenas pelo tamanho do aporte, mas principalmente pelo peso que representa dentro das contas da candidatura. Sozinho, o repasse nacional corresponde a 89,79% de todo o dinheiro declarado pela campanha de Wellington até o momento.

Os números mostram que a candidatura ao Palácio Paiaguás iniciou a corrida eleitoral fortemente sustentada pelos recursos enviados pela direção nacional do PL.

Além dos R$ 4,8 milhões, Wellington recebeu outros R$ 140 mil do diretório estadual da legenda, valor equivalente a 2,62% da arrecadação declarada até então.

Somados aos principais valores provenientes de doações de pessoas físicas, os recursos relacionados nas contas eleitorais ultrapassam a marca de R$ 5,1 milhões.

Entre os maiores aportes individuais aparecem Rubens Pereira Fagundes, com R$ 100 mil; Jean Carlos Lopes Lino, com R$ 80 mil; e Rodolfo Pereira Fagundes, responsável por uma contribuição de R$ 70 mil.

QUASE 90% VÊM DA DIREÇÃO NACIONAL

O tamanho da participação nacional do partido fica evidente quando os números são colocados lado a lado.

De cada R$ 100 declarados pela candidatura de Wellington até aquele momento, aproximadamente R$ 90 tiveram origem no repasse de R$ 4,8 milhões realizado pela direção nacional do PL.

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O volume demonstra que a cúpula partidária decidiu colocar recursos significativos na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

A movimentação financeira também ocorre em um momento decisivo da corrida eleitoral, quando as campanhas intensificam agendas, produção de material, presença nas ruas e estratégias digitais para ampliar o alcance junto ao eleitorado.

PUBLICIDADE CONCENTRA DESPESAS

Do outro lado da prestação de contas aparecem os primeiros gastos da candidatura.

Até o levantamento apresentado, a publicidade concentrava praticamente todas as despesas declaradas pela campanha de Wellington.

O maior gasto individual estava relacionado à produção de materiais impressos, com R$ 141.440, correspondente a 35,94% das despesas registradas.

Logo depois aparece o impulsionamento de conteúdos, com R$ 138 mil, equivalente a 35,06% dos gastos.

Na terceira posição está a publicidade por adesivos, que consumiu R$ 114.150, representando cerca de 29% das despesas declaradas.

Os três itens, portanto, concentram praticamente a totalidade dos gastos apresentados pela candidatura naquele recorte da prestação de contas.

Entre os fornecedores aparecem S. H. Magalhães Rondo Letras, com R$ 141.440; Ebanx Pagamentos Ltda., com R$ 138 mil; e Serata Editora Gráfica e Publicidade Ltda., com R$ 114.150.

PL TAMBÉM ABRE O COFRE PARA DEPUTADOS

A estratégia nacional do Partido Liberal em Mato Grosso vai além da eleição para governador.

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A direção nacional também direcionou R$ 7,775 milhões para candidatos da legenda que disputam vagas na Câmara dos Deputados pelo Estado.

Rodrigo da Zaeli aparece com o maior aporte, de R$ 2,675 milhões. Coronel Assis recebeu R$ 2,1 milhões, enquanto Rafael Ranalli aparece com R$ 1 milhão.

Já a deputada federal Coronel Fernanda, candidata à reeleição, ainda não havia registrado, no levantamento apresentado, recursos provenientes da direção nacional do PL.

Considerando os R$ 4,8 milhões destinados à campanha de Wellington e os R$ 7,775 milhões direcionados às candidaturas proporcionais mencionadas, o investimento nacional nessas duas frentes alcança pelo menos R$ 12,575 milhões em Mato Grosso.

O tamanho dos repasses deixa evidente a disposição financeira da direção nacional para transformar Mato Grosso em uma das praças relevantes do partido nas eleições de 2026.

Para Wellington, entretanto, um número se destaca acima dos demais: quase 90% dos recursos declarados por sua campanha até o momento vieram de um único aporte da direção nacional do PL.

Com a campanha entrando em uma fase de maior exposição e disputa pelo eleitorado, o senador inicia a corrida pelo Palácio Paiaguás com um caixa milionário bancado, em sua maior parte, pela cúpula nacional de seu partido.

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POLÍTICA MT

Janaina se revolta com PL do sogro e admite: “Se soubesse, poderia ter saído independente” – veja entrevista

Candidata ao Senado contesta divisão do tempo de TV que favoreceu José Medeiros, leva disputa ao TRE e expõe novo desconforto dentro da aliança com o partido comandado em Mato Grosso pelo sogro, Wellington Fagundes

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A divisão do tempo de propaganda eleitoral abriu um novo foco de tensão dentro da coligação que reúne MDB e PL nas eleições de 2026. A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) demonstrou forte insatisfação com o espaço destinado à sua campanha e admitiu que poderia ter seguido outro caminho caso soubesse antecipadamente das condições estabelecidas.

Em entrevista ao MídiaNews, Janaina afirmou que poderia até ter disputado a eleição de maneira independente se tivesse conhecimento prévio de como seria feita a divisão do tempo de rádio e televisão.

“Se eu soubesse da situação, eu poderia ser candidata, por exemplo, independente”, declarou Janaina ao MídiaNews.

A declaração aumenta a temperatura nos bastidores da coligação e coloca a emedebista em rota de colisão com o PL de seu sogro, o senador Wellington Fagundes, candidato ao Governo de Mato Grosso.

MEDEIROS FICA COM A MAIOR FATIA

O centro da disputa é a divisão do tempo de propaganda entre Janaina e o deputado federal José Medeiros (PL), que também concorre ao Senado dentro da mesma coligação.

Conforme a representação apresentada à Justiça Eleitoral, a divisão definida em ata pelo PL teria destinado cerca de 65% do tempo de mídia a Medeiros, equivalente a 1 minuto e 12,64 segundos.

Janaina teria ficado com 27%, ou 30,39 segundos.

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A diferença provocou reação da candidata, que inicialmente tentou resolver o impasse por meio do diálogo. Sem acordo, decidiu levar a discussão para a Justiça Eleitoral.

Em entrevista ao MídiaNews, Janaina afirmou que esta é sua quarta eleição e que nunca havia presenciado uma discussão semelhante sobre o tempo de propaganda dentro de uma coligação.

“Nunca tinha ouvido falar em uma coligação que não dividisse o tempo”, disse.

JANAINA NEGA ACORDO

A candidata também negou que tenha concordado previamente em ceder espaço para Medeiros.

Para Janaina, uma coligação deveria servir justamente para agregar forças políticas, alianças e também ampliar a presença dos candidatos no rádio e na televisão.

A emedebista classificou a situação como inusitada e argumentou que a divisão estabelecida representa uma desvantagem eleitoral para sua candidatura.

Foi justamente diante desse cenário que Janaina admitiu que poderia ter escolhido uma candidatura independente, caso soubesse antecipadamente das condições impostas para a distribuição do tempo.

RACHADURA VAI PARAR NO TRE

Sem entendimento político, a briga por segundos na televisão acabou no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

Na noite de quarta-feira (26), a Justiça Eleitoral indeferiu o pedido liminar apresentado pela defesa da candidata. A discussão sobre o mérito deverá ser analisada pelo plenário.

Segundo a representação, uma ata da Comissão Executiva Provisória do PL, datada de 6 de agosto, teria tratado a divisão do tempo como uma “condição do ajuste de coligação”.

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Janaina argumenta, entretanto, que a decisão não teria sido ratificada pelas demais legendas integrantes da aliança, formada também por MDB, Novo e Federação PRD/Solidariedade.

RACHADURA EXPOSTA

O episódio transforma uma discussão aparentemente técnica sobre segundos de televisão em um problema político dentro da própria coligação.

De um lado está José Medeiros, candidato do PL ao Senado e beneficiado com a maior parcela do tempo segundo a divisão questionada. Do outro, Janaina, que tenta ampliar judicialmente sua exposição na propaganda eleitoral.

No meio da disputa está justamente o PL comandado em Mato Grosso por Wellington Fagundes, sogro de Janaina e candidato ao Governo dentro da mesma aliança eleitoral.

A frase da emedebista escancara o tamanho do desconforto: se soubesse antes como seria feita a divisão, poderia ter seguido independente.

O que começou como uma disputa por tempo de televisão agora expõe uma rachadura na coligação em plena campanha eleitoral e coloca Janaina frente a frente com o partido do próprio sogro.

Veja a entrevista

As declarações de Janaina Riva reproduzidas nesta matéria foram concedidas em entrevista ao MídiaNews.

 

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