POLÍTICA MT
Gimenez reforça parceria com governo em assinatura de convênios para região oeste
Foto: Luciana Souza
“É um governo que escuta os prefeitos. São mais de R$ 6milhões em recursos federais que vão levar melhorias em infraestrutura à região oeste. O governador Mauro Mendes, com muita sabedoria, está transformando, sim, o nosso estado e, sucessivamente, a nossa região. Fico muito feliz em participar deste momento. É uma parceria que faz”, declarou o deputado Dr. Gimenez ( PV), durante assinatura de convênios, na manhã desta quinta (10), no Palácio Paiaguás.
Foram beneficiadas cinco cidades da região oeste. Para Mirassol d’Oeste foram destinados R$ 598.973,93 mil, que serão usado em pavimentação e drenagem. A São José dos Quatro Marcos recebeu R$ 329.967,16, a serem aplicados na reestruturação da ponte sobre o Rio Bugre. Já Salto do Céu foi contemplado com R$ 2 milhões, valor que garantiu a pavimentação, drenagem, sinalização e calçamento de ruas e avenidas. Mais de R$ 1,2 milhão foi para Araputanga, com aplicação em pontes, microrrevestimento asfáltico. Para pavimentação asfáltica, Nova Lacerda garantiu R$ 2,2 milhões.
“O governo tem sido parceiro dos municípios e assinado centenas de convênios para que as obras cheguem com mais rapidez à população. A região oeste tem grande potencial de crescimento e temos dado esse ‘empurrão’ para levar mais qualidade de vida, infraestrutura, emprego, desenvolvimento e obras importantes para as pessoas que moram lá”, ressaltou o governador Mauro Mendes.
Em nome dos prefeitos presentes, Héctor Bezerra, chefe do Executivo Municipal de Mirassol, explanou sobre as melhorias que têm chegado à região pelas mãos da atual gestão. “Em nome dos meus companheiros, deixo o agradecimento ao empenho do governador e dos deputados presentes. Nossa região estava carente há anos e, hoje, a transformação tão esperada está acontecendo”, frisou.
Além do prefeito de Mirassol, estavam presentes Jamis Silva Bolandin, São José dos Quatro Marcos; Mauto Teixeira, Salto do Céu; Uilson José, Nova Lacerda; e Enílson Rios, Araputanga.
Aos gestores municipais, Dr. Gimenez reiterou seu compromisso com a região. “Independente de bandeira partidária, de preferências, vou trabalhar por todos. Meu foco é transformar o oeste de Mato Grosso, melhorar a vida de cada pessoa residente ali, essas que, no passado, fizeram tanto por mim”, pontuou o parlamentar.
POLÍTICA MT
CST avança na construção de política estadual para valorização do Pantanal
A Câmara Setorial Temática (CST) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que debate o Bioma Pantanal realizou, nesta quinta-feira (2), a sétima reunião ordinária para discutir os avanços trazidos pelo Decreto Federal nº 13.018/2026, que regulamenta a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Dr. João (MDB), autor do requerimento da CST Bioma Pantanal, defendeu a ampliação do diálogo com todos os segmentos envolvidos na discussão sobre o futuro do Pantanal, especialmente com as comunidades que vivem no bioma.
Segundo o parlamentar, a Câmara Setorial Temática continuará promovendo debates e pretende realizar reuniões no Pantanal, com sindicatos e representantes locais, para fortalecer a construção da proposta e ampliar o apoio ao projeto de lei que tramitará na Assembleia Legislativa.
Dr. João ressaltou que o principal objetivo é garantir o protagonismo do homem pantaneiro na preservação do bioma. Conforme o deputado, são os moradores da região que conhecem a realidade do Pantanal e desempenham papel fundamental na sua conservação. Por isso, a proposta busca reconhecer e valorizar quem vive, trabalha e cuida do Pantanal, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população local.
O presidente da CST do Bioma Pantanal, Ricardo Arruda, afirmou que a regulamentação da PSA, por meio de decreto federal, representa um avanço importante para Mato Grosso e fortalece as discussões sobre a criação de uma política estadual voltada à remuneração dos produtores que preservam o Pantanal.
Segundo ele, a medida traz mais segurança jurídica e oferece subsídios para o aperfeiçoamento da legislação em debate na Assembleia Legislativa. Arruda destacou que as próximas etapas dos trabalhos da CST serão voltadas à definição das fontes de recursos para financiar o pagamento pelos serviços ambientais e à criação de mecanismos que garantam que esses valores cheguem aos produtores rurais que conservam o bioma.
“O Pantanal conta com um importante respaldo científico, por meio do programa Fazenda Pantaneira Sustentável, da Embrapa Pantanal, que permite mensurar e certificar os ativos ambientais existentes nas propriedades, reforçando a necessidade de remuneração daqueles que contribuem para a preservação do bioma”, disse Arruda.
O relator da Câmara Setorial Temática, Marcos Carvalho, disse que a regulamentação da PSA representa um marco para os produtores rurais que preservam o Pantanal. De acordo com Carvalho, a expectativa é de que o novo modelo reconheça e remunere aqueles que adotam práticas sustentáveis, complementando as políticas de fiscalização e punição já existentes para quem desrespeita a legislação ambiental.
Marcos Carvalho destacou que a criação de um fundo específico será fundamental para captar recursos, especialmente de organismos internacionais interessados na conservação ambiental, e garantir que esses valores cheguem aos produtores que efetivamente protegem o bioma.
Ele ressaltou que cerca de 97% do Pantanal são de propriedades privadas e que são os proprietários rurais os verdadeiros guardiões da região, atuando, inclusive, na prevenção e no primeiro combate aos incêndios florestais, muitas vezes com recursos próprios. O relator também defendeu que Mato Grosso avance rapidamente na regulamentação estadual da política de pagamento por serviços ambientais.
De acordo com ele, o Projeto de Lei nº 442/2025, de autoria do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João, deverá incorporar as contribuições apresentadas durante os trabalhos da Câmara Setorial Temática para estabelecer critérios técnicos e científicos de distribuição dos recursos, garantindo que os incentivos cheguem aos produtores que conciliam a atividade econômica sustentável com a conservação do Pantanal.
O Decreto Federal nº 13.018/2026
Regulamenta a Lei nº 14.119, de 13 de janeiro de 2021, que institui a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais e o Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais, e dispõe sobre o Comitê Estratégico do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais e a Rede Nacional de Conhecimento sobre Pagamento por Serviços Ambientais.
Fonte: ALMT – MT
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