POLÍTICA MT
Max Russi propõe que pedófilos condenados sejam proibidos de assumir mandato na ALMT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou hoje (28), em primeira votação, o Projeto de Resolução nº 317/2025, de autoria do presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), que altera o Código de Ética Parlamentar do Legislativo estadual, para impedir que pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes, com sentença transitada em julgado, possam ocupar mandato de deputado estadual em Mato Grosso.
A proposta já recebeu parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos e agora segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Após isso, retorna ao plenário para votação em segundo turno.
“A Assembleia precisa dar exemplo. Não podemos admitir que alguém condenado por um crime tão grave como a pedofilia represente a população. Nosso compromisso é com a dignidade das crianças, com a moralidade e com o respeito à função pública”, afirmou Max Russi.
A alteração proposta inclui uma nova alínea no Código de Ética da ALMT, determinando que a condenação definitiva por crime de pedofilia, enquanto seus efeitos estiverem vigentes, impede o exercício do mandato parlamentar. A justificativa destaca o papel do Legislativo na defesa dos direitos das crianças e adolescentes e o alinhamento com a Convenção sobre os Direitos da Criança, promulgada no Brasil em 1990.
Max lembra ainda que, infelizmente, o Brasil está entre os países com maior número de casos de exploração sexual infantil e que é urgente que o poder público se posicione de forma firme diante dessa realidade.
“Não é apenas uma questão legal. É uma questão moral, de proteção à sociedade e de respeito às vítimas. Estamos falando de vidas que foram marcadas por um trauma profundo, e o mínimo que podemos fazer é garantir que esse tipo de agressor nunca ocupe uma cadeira neste Parlamento”, completou.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Gisela vota e diz que em caso de vitória sua missão será ajudar Pivetta a cuidar de pessoas
Gisela vota e diz que em caso de vitória sua missão será ajudar Pivetta a cuidar de pessoas
A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que integra a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta, votou na manhã deste domingo (4), na Fatec-Senai, no bairro do Porto, em Cuiabá, região onde viveu boa parte da vida. Depois de votar, Gisela acompanhou a movimentação nos locais de votação e conversou com a imprensa, quando reafirmou a confiança na vitória da chapa ainda no primeiro turno, mas também deixou claro que está preparada para uma eventual segunda rodada da disputa.
“Estamos confiantes na vitória, entregando na mão de Deus se será agora no primeiro turno ou no outro. Mas muito confiantes porque fizemos uma campanha linda, cheia de propostas, com muita conversa e em muitos municípios de Mato Grosso. Levamos propostas que entendemos necessárias para que Mato Grosso continue avançando”, afirmou.
Gisela também destacou a importância da participação dos eleitores no processo democrático, especialmente das mulheres, que representam 51% do eleitorado mato-grossense. Para ela, a eleição encerra uma campanha marcada pelo contato direto com diferentes regiões do Estado e pela escuta de demandas que, em sua avaliação, precisam agora se transformar em políticas públicas.
Questionada sobre o papel que pretende desempenhar em um eventual governo, Gisela afirmou que sua contribuição a Pivetta estará justamente naquilo que acumulou ao longo de sua trajetória: a capacidade de olhar para as pessoas, especialmente para aquelas que mais precisam da presença do Estado. A candidata destacou que Mato Grosso avançou nos últimos anos em investimentos, obras e infraestrutura, mas defendeu que o próximo passo seja ampliar o alcance dessa prosperidade.
“Como mulher, com a minha sensibilidade e com a minha trajetória, acredito que posso ajudar muito Pivetta a cuidar das pessoas”, afirmou. Segundo ela, isso significa ampliar políticas públicas voltadas aos segmentos mais vulneráveis, entre eles mulheres, idosos, crianças e adolescentes.
A presença de Gisela na chapa majoritária também levou para o centro da campanha uma agenda que se tornou uma das marcas de sua atuação política: o enfrentamento à violência contra a mulher. Ao conversar com os jornalistas, ela voltou a lembrar que Mato Grosso ainda figura entre os estados brasileiros com os maiores índices de feminicídio e defendeu que, em um eventual novo governo, a política de proteção às mulheres seja ampliada e tenha caráter permanente.
“Acredito que a minha presença no governo, como mulher e como alguém que tem na trajetória a luta no combate à violência doméstica, fará com que a gente intensifique isso, principalmente com prevenção. Tenho dito ao longo da campanha que as políticas públicas precisam chegar antes da tragédia”, afirmou.
Para Gisela, essa prevenção começa antes da violência chegar às redes de proteção. Ela defendeu ações nas escolas, com mudanças no currículo, capacitação de professores e sensibilização dos estudantes, além de uma atuação integrada entre o Governo do Estado e os municípios.
A candidata também citou a necessidade de fortalecer a rede de proteção, ampliar o atendimento especializado, capacitar servidores e garantir que as mulheres encontrem canais acessíveis e confiáveis para denunciar. Ao mencionar os casos de feminicídio registrados neste ano, ressaltou que apenas duas das vítimas tinham medidas protetivas, segundo os dados que apresentou, e utilizou o dado para defender que mais mulheres precisam chegar à rede antes que a violência alcance seu estágio mais grave.
“Precisamos fazer com que todas as mulheres mato-grossenses sintam que o Estado está com elas, que elas não estão sozinhas e que podem confiar. Mas precisam denunciar todo tipo de violência que sofrem, porque é dessa forma que o Estado poderá monitorar e evitar que o mal maior aconteça”, afirmou.
Gisela percorreu diferentes regiões de Mato Grosso e ampliou sua atuação para além das pautas que marcaram sua trajetória no Procon e na Câmara Federal. Como candidata a vice, passou a defender que o próximo ciclo, em caso de vitória, tenha também como eixo a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão e uma política pública mais próxima das pessoas.
Mas agora, segundo Gisela, é esperar e respeitar a escolha dos eleitores. E mesmo confiante na possibilidade de encerrar a disputa neste domingo, ela também deixou aberta a disposição para seguir em campanha caso as urnas determinem um novo turno.
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