RETA FINAL

Milas diz que vai cobrar Wellington sobre “omissões” e promessa de renúncia

Candidato do Missão afirma que pretende confrontar adversário sobre incentivos fiscais, emendas parlamentares e episódios já discutidos durante a campanha

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Rafaell Milas (Missão) afirmou que pretende direcionar questionamentos a Wellington Fagundes (PL) no último debate eleitoral da TV Vila Real, nesta quinta-feira (1º). Segundo Milas, um dos focos será o que ele classifica como “omissões” do adversário durante a campanha. 

Milas também afirmou que pretende disputar espaço entre o eleitorado identificado com a direita. Ao comentar a estratégia, fez críticas ao posicionamento político de Wellington durante a campanha.

“O Wellington tomou espaço na direita para provar que direita somos nós e não essa banda de oportunista e malandro do PT”, declarou Milas. 

Outro ponto que o candidato do Missão disse que pretende levar ao debate envolve uma declaração feita anteriormente por Wellington. Segundo Milas, o senador teria afirmado que renunciaria à candidatura caso fossem comprovados benefícios públicos envolvendo empresas ligadas a familiares.

Milas sustenta que uma empresa com vínculo familiar com Wellington teria recebido incentivos fiscais e afirmou que pretende cobrar explicações e a promessa feita pelo adversário. Wellington, por sua vez, nega que ele ou o filho tenham empresas recebendo recursos incentivados pelo Prodeic e afirmou que apresentaria documentos para sustentar sua versão. 

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O candidato do Missão também afirmou que pretende questionar a destinação de emendas parlamentares para instituições e empresas da área da saúde. Entre os casos mencionados por ele estão recursos para tratamento hiperbárico e pessoas que, segundo suas declarações, teriam ligação com a campanha de Wellington. 

O embate entre os dois candidatos já havia ocorrido no primeiro debate promovido pela TV Vila Real, em setembro. Na ocasião, Milas questionou Wellington sobre referências às operações Sanguessuga e Ararath. O senador respondeu destacando sua trajetória política e afirmou nunca ter sido condenado. 

O debate desta quinta reúne os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso e é o último promovido pela emissora antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). 

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POLÍTICA MT

Pivetta e Millas miram Wellington em novo embate sobre incentivos fiscais

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O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) e o candidato Rafael Millas (Missão) voltaram a direcionar críticas ao senador Wellington Fagundes (PL) durante o segundo bloco do último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º). O tema central foi a política estadual de incentivos fiscais e o funcionamento do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic).

O confronto começou após Millas questionar Pivetta sobre a utilização do Prodeic em Mato Grosso. Na resposta, o governador afirmou que o programa foi criado durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira e declarou que atualmente atende mais de 1,5 mil indústrias distribuídas por 130 municípios do Estado. 

Pivetta aproveitou a resposta para retomar críticas direcionadas a Wellington e mencionou Alan Fábio Prado Zanatta, que ocupou o cargo de secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). O governador afirmou que, segundo sua versão apresentada no debate, a concessão de incentivos fiscais atualmente ocorre com transparência e isonomia.

“No nosso período, nós damos transparência e isonomia, ninguém mais precisou falar com o secretário para conseguir incentivo fiscal, ninguém mais precisou falar com o deputado”, declarou Pivetta. Na sequência, fez referência a um benefício que, segundo ele, teria sido concedido à família de Wellington durante uma gestão anterior. 

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Pivetta também citou acusações relacionadas a administrações anteriores e mencionou delações do ex-governador Silval Barbosa envolvendo Wellington e um ex-secretário. As declarações ocorreram em meio à disputa entre os candidatos sobre empresas ligadas à família do senador e a concessão de benefícios tributários. 

Millas defende incentivo enquanto logística não avançar

Após a resposta de Pivetta, Millas apresentou uma posição diferente sobre a manutenção dos incentivos. O candidato afirmou que o benefício pode ser utilizado enquanto Mato Grosso ainda enfrenta custos elevados de logística, mas defendeu que não seja mantido de forma permanente.

Millas questionou qual seria, atualmente, o principal atrativo para uma empresa se instalar no Estado caso não existissem os incentivos fiscais.

“Não dá para ficar demonizando hoje o incentivo fiscal, enquanto o Estado ainda não tiver toda essa infraestrutura que vai baratear a frente, vai baratear escoamento”, afirmou durante o debate. 

Segundo Millas, a melhoria da infraestrutura poderia reduzir os custos de transporte e escoamento da produção, diminuindo a necessidade de utilizar benefícios fiscais como mecanismo de atração de empresas.

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Wellington nega benefícios e cobra apresentação de documentos

O embate ocorreu após uma sequência de acusações no primeiro bloco do debate. Wellington negou ter recebido incentivos fiscais por meio de suas empresas ou de empresas de familiares e desafiou Pivetta e Millas a apresentarem documentos que comprovassem as acusações. 

A discussão sobre o Prodeic já vinha sendo travada pelos candidatos em debates anteriores. Em outro confronto, Pivetta afirmou que empresas ligadas à família de Wellington haviam sido contempladas pelo programa, enquanto o senador contestou a informação e declarou que suas empresas e as de seu filho não receberam recursos incentivados pelo Prodeic. 

Documentos citados em reportagens recentes apontam benefícios tributários vinculados à Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários, empresa que possui ligação societária com uma empresa de participações associada ao filho de Wellington. O senador, entretanto, nega ter recebido incentivos e contesta as acusações feitas por seus adversários. 

O tema dos incentivos fiscais, portanto, voltou a ocupar espaço central no debate entre os candidatos, com Pivetta defendendo a política estadual, Millas defendendo seu uso enquanto persistirem dificuldades de infraestrutura e Wellington contestando as acusações relacionadas a empresas de sua família. 

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