Entrou para o Guinnes

Onça-pintada de 25 anos entra para o Guinness como a mais velha do mundo em cativeiro

Guardiã vive no zoológico do CIGS, em Manaus, e recebe cuidados individualizados de equipe multidisciplinar

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A onça-pintada Guardião, de 25 anos e 90 dias de idade, entrou para o Guinness World Records como a onça-pintada mais velha do mundo em cativeiro. O reconhecimento ocorreu em 9 de junho deste ano, quando o animal atingiu a marca, segundo informações divulgadas pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus.

Nascido em março de 2001, no município de Tabatinga (AM), Guardião chegou ao zoológico do CIGS em 7 de agosto de 2007 e permanece no local sob os cuidados da equipe técnica da instituição. Segundo o Exército Brasileiro, responsável pelo zoológico, a idade alcançada pelo felino é considerada excepcional, já que a expectativa de vida de uma onça-pintada é de aproximadamente 10 a 15 anos.

A longevidade do animal é atribuída pelo CIGS a uma rotina de manejo e cuidados individualizados, adaptados às características de um animal idoso. O acompanhamento envolve uma equipe multidisciplinar formada por veterinários, bióloga e tratadores, responsáveis pelo manejo, alimentação, cuidados, enriquecimento ambiental e acompanhamento diário.

Com o desgaste natural da dentição provocado pela idade, a alimentação de Guardião também foi adaptada às suas necessidades. De acordo com o CIGS, o animal recebe suplementação voltada à proteção das articulações e passa por acompanhamento veterinário periódico.

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Por causa da idade avançada, a equipe também busca reduzir procedimentos que possam representar riscos desnecessários. Parte das avaliações é realizada sem a necessidade de contenção química. Mesmo aos 25 anos, segundo a instituição, Guardião mantém comportamentos característicos da espécie, como caminhar pelo recinto, nadar e utilizar estruturas elevadas.

Para o Exército Brasileiro, o recorde transforma Guardião em um símbolo do zoológico do CIGS e da fauna amazônica. A instituição também relaciona a conquista ao trabalho de preservação ambiental, proteção da biodiversidade e valorização do patrimônio natural da Amazônia.

O caso de Guardião chama atenção não apenas pela idade alcançada, mas também pela estrutura de cuidados destinada ao animal ao longo dos anos, que permitiu seu acompanhamento contínuo e a adaptação da rotina às necessidades próprias da velhice.

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Caminho Saint-Hilaire une fé, natureza e história na única cordilheira do Brasil

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Prepare-se para embarcar em uma experiência transformadora pelo Brasil profundo. Encravado na única cordilheira do país, o Caminho Saint-Hilaire (CaSHi) desponta como uma rota regional, que conecta ecoturismo, cultura e espiritualidade no estado de Minas Gerais. O trajeto liga os municípios de Conceição do Mato Dentro e Diamantina, promovendo uma imersão no ecoturismo de base comunitária. A travessia cruza a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e passa por áreas de Mata Atlântica e Cerrado, com destaque para as paisagens dos campos rupestres.

A trilha foi batizada em homenagem a Auguste de Saint-Hilaire, naturalista francês que esteve na região no século 19 e registrou em seus diários a riqueza da flora nativa e a  cultura mineira. Essa herança está eternizada na identidade visual da rota: a logomarca, inserida na tradicional pegada amarela e preta, traz elementos das plantas coletadas pelo cientista naquelas montanhas, em um design assinado por Luciano Amador Jr., sob a gestão do Instituto Auguste de Saint-Hilaire.

Durante a travessia, cuja duração varia entre nove e doze dias, os aventureiros passam por diversas unidades de conservação essenciais para a biodiversidade, como a Área de Proteção Ambiental (APA) das Águas Vertentes, o Monumento Natural Várzea do Lajeado e Serra do Raio, além das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Terra da Unidade e Terra do Sol. Ao longo do trajeto, a paisagem natural se revela em miradouros de altitude, grutas escondidas, cascatas e locais para banho, culminando em céus límpidos e perfeitos para a observação astronômica noturna. O percurso pode ser feito a pé, de bicicleta ou a cavalo.

Para os caminhantes, a distância planejada é de 182 quilômetros, exigindo de dez a doze dias de viagem. Já os ciclistas e cavaleiros percorrem um traçado de 200 quilômetros, em jornadas que duram de sete a nove dias. Com um nível de dificuldade moderado e uma altimetria positiva que chega a 1.277 metros, a aventura exige preparo físico e equipamentos adequados. 

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Vale ressaltar que a trilha ainda não está disponível no formato autoguiado, sendo indispensável a contratação de guias locais para garantir a segurança e o pleno aproveitamento da experiência.

Turismo de base comunitária

Além das paisagens moldadas por montanhas e cachoeiras cristalinas, o roteiro se conecta por quinze comunidades tradicionais, como Itapanhoacanga, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Córregos, Vau e Tapera. Nesses vilarejos, o visitante encontra casarios preservados e igrejas barrocas. A região abriga o Patrimônio Mundial de Diamantina até o sistema agrícola das apanhadoras de flores Sempre-Vivas, considerado pela ONU o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial do Brasil.

A gastronomia é um espetáculo à parte nessa travessia. A rota atravessa os renomados territórios produtores do queijo minas artesanal do Serro e de Diamantina, ambos reconhecidos como bens culturais imateriais da humanidade. O paladar do viajante pode ser brindado, ainda, com os vinhos finos, os cafés e as cervejas artesanais produzidas no Alto Jequitinhonha. Para revigorar as energias, a tradição local oferece o Chá do Pedestre, uma bebida relaxante e anti-inflamatória à base de rosmaninho, que foi adotada pelo próprio Saint-Hilaire durante suas expedições.

Fé e espiritualidade

O Caminho transcende o turismo de natureza para se consolidar como uma rota de peregrinação. Enquanto o caminhante convencional parte da Praça Dom Joaquim, em Conceição do Mato Dentro, rumo ao norte, o peregrino é convidado a realizar o trajeto no sentido inverso, partindo da Casa da Serva de Deus Irmã Benigna, em Diamantina. Essa jornada é guiada por catorze estações de renovação da fé, englobando santuários, igrejas e capelas históricas.

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O trajeto passa por locais de imensa devoção e beleza, como a Igreja de Nossa Senhora Aparecida de Córregos, que abriga um raro órgão musical do século 18, e o Santuário de Nossa Senhora das Dores, situado em uma pacata vila na estonteante Serra do Caroula. Essa atmosfera é complementada pelas práticas holísticas das comunidades, que preservam vivos os saberes das benzedeiras, os conhecimentos sobre plantas medicinais  e diversas terapias integrativas, promovendo uma verdadeira ciência espiritual e uma autêntica reconexão interior para quem percorre o território.

Como chegar

Para os viajantes que desejam iniciar a expedição a partir do marco zero, em Conceição do Mato Dentro, a logística é facilitada pela infraestrutura viária mineira. O município está a 164 quilômetros de Belo Horizonte e a 135 quilômetros do Aeroporto Internacional de Confins. O acesso principal se dá pela rodovia estadual MG-10, atravessando as belezas do Parque Nacional da Serra do Cipó. 

Trilhas de Longo Curso 

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras. 

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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