RETA FINAL

Mauro vota em Cuiabá e diz que campanha ao Senado foi uma “prestação de contas”

Ex-governador afirmou que chega ao dia da eleição confiante no reconhecimento de sua gestão e voltou a criticar pesquisas eleitorais e a atuação de parte da classe política

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), votou neste domingo (4) demonstrando confiança no resultado das urnas. Ao falar sobre a campanha, afirmou que utilizou o período eleitoral principalmente para apresentar à população um balanço do trabalho realizado durante sua passagem pelo Governo do Estado.

Acompanhado por aliados ao chegar ao local de votação, Mauro avaliou que enfrentou uma campanha tranquila e disse encerrar o primeiro turno com a sensação de dever cumprido.

“Eu estou bastante contente, bastante feliz. A campanha foi muito tranquila, pelo menos do meu lado. E eu termino o primeiro turno com a sensação muito boa. Primeiro: dever cumprido não no processo eleitoral, mas como governador”, afirmou.

Mauro também minimizou a influência das pesquisas eleitorais em sua estratégia. Segundo ele, apesar de reconhecer o valor técnico dos levantamentos, divergências registradas em eleições anteriores teriam reduzido sua confiança nos números apresentados durante as campanhas.

“Olha, eu nunca fui uma pessoa muito ligada às pesquisas. Respeito as pesquisas, obviamente, têm um valor técnico-científico quando são feitas corretamente. E, nos últimos anos, infelizmente, elas foram perdendo a confiança porque tiveram erros muito além da margem de erro, e isso tirou um pouco da credibilidade”, declarou.

O candidato disse que manteve a estratégia independentemente dos levantamentos e apostou na avaliação dos eleitores sobre sua trajetória política.

“Eu trabalhei como eu sempre fiz, independente de estar olhando para as pesquisas, confiando em Deus e confiando em que as pessoas são capazes de reconhecer aquilo que é certo e errado no nosso Mato Grosso”, completou.

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Ao explicar por que sua campanha ao Senado destacou obras e ações executadas durante sua gestão estadual, Mauro afirmou que o histórico de um candidato deve servir como referência para o eleitor avaliar sua capacidade de cumprir novos compromissos.

“A contratação de um político tem que levar em consideração, na minha opinião, alguns valores e algumas referências. Por isso, você mostrar quem você é, de onde você veio, o que você já fez é pressuposto básico para que você possa estabelecer uma conexão com o futuro, com aquilo que você pretende fazer ou pode fazer”, explicou.

Na avaliação do ex-governador, apresentar promessas durante uma campanha não é suficiente para demonstrar capacidade administrativa. Ele citou o Hospital Central como exemplo de obra retomada durante sua gestão e afirmou que pretende levar ao Congresso Nacional a mesma postura voltada à execução de projetos.

“Fizemos coisas que pareciam impossíveis de serem feitas em Mato Grosso. O Hospital Central que você citou é uma delas, afinal de contas ficou parado 34 anos. E a partir dessa referência, nós dissemos: ‘Podemos fazer em Brasília, sim, coisas que lá no Congresso Nacional parecem impossíveis de serem feitas’.”

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Mauro também justificou ter evitado confrontos diretos com adversários durante a campanha. Segundo ele, sua prioridade foi conversar com os eleitores e apresentar sua trajetória, em vez de concentrar a disputa em embates políticos.

“Mato Grosso me conhece: 93% da população sabe quem é Mauro Mendes, acompanha a minha atuação, gosta ou não gosta. O meu objetivo é contribuir com o eleitor na sua tomada de decisão, e não com o veículo ou muito menos com os outros candidatos”, afirmou.

Ao projetar uma eventual atuação no Senado, Mauro criticou o que classificou como excesso de discursos sem resultados na política brasileira.

“Sempre fui um homem de executivo, focado em resultado. E lá no Congresso Nacional eu estarei focado em resultado. Odeio muita conversa fiada, muito blá-blá-blá e nada de resultado. E é isso que a maioria dos políticos brasileiros são especialistas em fazer: muito blá-blá-blá, muita conversa fiada. Quando você peneira ali a atuação dele, você vê muito pouco resultado.”

Antes do encerramento da votação e da apuração, Mauro manteve o discurso de confiança adotado durante a campanha, mas a expectativa manifestada pelo candidato não representa antecipação do resultado das urnas.

“Eu tenho a expectativa, o meu feeling diz que sim. Sempre falei isso, nós iríamos ganhar essas eleições. Eu nunca tive dúvida disso”, declarou.

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POLÍTICA MT

Mauro defende revisão da Constituição e mudanças nas leis penais ao votar em Cuiabá

Candidato ao Senado afirma que pretende levar ao Congresso propostas como prisão perpétua, redução da maioridade penal e mudanças nas regras do STF

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O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) defendeu uma ampla revisão da Constituição Federal e de outros marcos legais do país ao votar na manhã deste domingo (4), no Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

Mauro chegou ao local acompanhado da esposa, Virginia Mendes, candidata a deputada federal, dos filhos Luís, Ana e Maria, além do genro Vitor.

Ao falar sobre as propostas que pretende levar ao Senado caso seja eleito, o ex-governador afirmou considerar necessárias mudanças profundas na legislação brasileira.

“Nós precisamos, sim, fazer uma revisão profunda, bastante profunda, em muitos marcos legais nesse país. O Brasil não aguenta mais, nós estamos à deriva. A todo momento tem um show de horrores que vem de Brasília, do Congresso Nacional, do Supremo, decisões contraditórias que deixam o país chocado”, afirmou.

Mauro disse que pretende colocar a própria Constituição no centro das discussões e defendeu uma revisão constitucional.

“Nós vamos ter que enfrentar de frente esse problema. Não adianta fingir que ele não existe, existe sim. Eu pretendo ser eleito no dia de hoje e trabalhar com profundidade em revisões em muitos marcos legais, inclusive na própria Constituição. Chegou a hora do Brasil fazer uma revisão constitucional e passar a limpo algumas histórias que não estão cheirando bem nesse país”, declarou.

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Durante a campanha, Mauro também defendeu o endurecimento da legislação penal. Entre as propostas apresentadas estão a redução da maioridade penal para 16 anos, a adoção da prisão perpétua para crimes graves e mudanças relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o fim da vitaliciedade dos ministros.

Ao fazer um balanço da campanha, Mauro afirmou que procurou apresentar aos eleitores os resultados obtidos nos cargos públicos que já ocupou como referência para a atuação que pretende desenvolver em Brasília. Entre os exemplos citados, destacou a conclusão do Hospital Central, cuja obra permaneceu paralisada durante décadas.

“Falar que vai fazer isso ou aquilo, qualquer candidato pode fazer. Qual é a referência? Esse cara já fez alguma coisa? Esse cara tem capacidade de entregar aquilo que ele está dizendo? Então foi por isso que nós estabelecemos uma referência daquilo que nós fizemos como governador”, disse.

Questionado sobre as pesquisas eleitorais que o colocaram entre os principais nomes da disputa pelas duas vagas ao Senado, Mauro afirmou que manteve a estratégia de campanha sem se orientar pelos levantamentos.

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“Eu trabalhei como eu sempre fiz, independente de estar olhando para as pesquisas, confiando em Deus e confiando que as pessoas são capazes de reconhecer aquilo que é certo e errado no nosso Mato Grosso”, afirmou.

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