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Lei pode criar campanha de prevenção e combate ao turismo sexual em MT

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Foto: Pedro Luis Velasco de Barros / Assessoria de Gabinete

Para combater o turismo sexual de crianças e adolescentes em Mato Grosso, está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei nº 422/2022 que institui a criação de Campanha Estadual de Prevenção e Combate ao Turismo Sexual de Crianças e Adolescentes, no Estado.

De autoria do deputado estadual Valdir Barranco (PT), a proposta aborda o desenvolvimento de ações de conscientização, qualificação do setor, prevenção e atendimento, objetivando informar sobre a exploração sexual turística, a fim de cercear a cultura de exploração sexual no turismo.

Para a execução dos objetivos de que trata a presente lei, o poder público estadual poderá celebrar convênios e/ou instrumentos de parcerias com pessoas jurídicas de direito público e privado.

Barranco afirmou, em sua justificativa, que Mato Grosso “é um estado gigantesco, e recebe diariamente turistas de todo lugar do Brasil e do mundo”.

“A indústria do turismo é um setor extremamente vulnerável à exploração sexual de crianças e adolescentes, onde é imprescindível destacar que turismo sexual não é turismo, mas crime, e como tal deve ser tratado. Logo, o turismo sexual degrada a imagem e o interesse do Estado porque viola direitos sociais e liberdade individuais, bem como mitiga os direitos à liberdade, segurança, bem-estar, desenvolvimento humano, igualdade e justiça social, berço de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos”, afirmou.

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Na avaliação do deputado, a exploração sexual afeta, principalmente, crianças e adolescentes pertencentes às classes menos favorecidas e assistidas, onde se tornam “presas fáceis” para os exploradores. “Esse crime é difícil de identificar em razão de, geralmente, naturalizarem esse tipo de crime, seja por falta de informação ou por necessidade”, destacou o deputado.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Thiago Silva rompe linha do MDB, declara apoio a Pivetta e amplia racha na base de Wellington

Deputado estadual do MDB defende continuidade da gestão de Otaviano Pivetta e expõe nova divergência dentro da coligação que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso

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A coligação do senador Wellington Fagundes (PL) enfrenta mais um movimento de dissidência em plena corrida eleitoral. O deputado estadual Thiago Silva (MDB) declarou apoio ao governador Otaviano Pivetta e defendeu publicamente a continuidade do atual projeto de governo em Mato Grosso.

A manifestação ocorreu durante encontro com lideranças em Lucas do Rio Verde e chama atenção justamente pela filiação partidária do parlamentar. O MDB integra o grupo político que está ao lado de Wellington, mas Thiago deixou claro que, na disputa pelo Palácio Paiaguás, seu caminho será ao lado de Pivetta.

O posicionamento amplia o racha dentro da coligação de Wellington e revela que a aliança enfrenta dificuldades para manter sua própria base unificada na campanha estadual.

Durante o encontro, Thiago destacou resultados da atual administração, especialmente na educação, e citou diretamente a atuação de Pivetta.

“Hoje, com mais de 260 unidades cívico-militares em nosso Estado, vemos o resultado concreto de uma gestão que prioriza a qualidade do ensino, em parceria com o governador Otaviano Pivetta”, afirmou.

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ALINHAMENTO COM PIVETTA

O discurso avançou para o terreno eleitoral quando Thiago colocou Pivetta diretamente dentro do projeto que pretende defender no próximo ciclo político.

“Estamos iniciando um novo ciclo e precisamos de cada um de vocês. Não existem eleições ganhas ou campanhas fáceis; o sucesso depende de união e dedicação. Convido todos a se somarem a este projeto, fortalecendo a representatividade do nosso Estado com Thiago Silva e Pivetta”, declarou.

A fala praticamente oficializa o alinhamento político do deputado emedebista com a candidatura de Pivetta, apesar de seu partido estar inserido em uma composição adversária na disputa estadual.

Ao final, Thiago reforçou a defesa da continuidade do atual modelo administrativo: “Que possamos continuar transformando Mato Grosso”.

RACHA NA BASE DE WELLINGTON

A adesão de Thiago Silva ocorre em um momento no qual a capacidade das coligações de manter seus partidos e lideranças unidos ganha peso na campanha.

No caso de Wellington, o movimento tem um simbolismo ainda maior: um deputado estadual de um dos partidos de sua própria coligação decidiu subir no palanque político do principal adversário e pedir apoio à continuidade de Pivetta.

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O episódio evidencia que uma aliança formal entre partidos não significa necessariamente unidade entre suas principais lideranças. Com a campanha avançando, o apoio de Thiago a Pivetta abre mais uma fissura na base de Wellington e coloca o racha da coligação novamente no centro dos bastidores das eleições de 2026.

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