SAÚDE

Sesai conclui 13ª Reunião Ordinária do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena

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Entre os dias 24 e 26 de agosto, foi realizada, em Brasília (DF), a 13ª Reunião Ordinária do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Fpcondisi). O encontro reuniu os presidentes dos 34 Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi), assessores indígenas regionais, organizações indígenas e representantes da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS).

A abertura do encontro contou com a participação da secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, que destacou a importância do fórum como espaço permanente de diálogo e escuta entre os representantes dos Conselhos e a gestão. “A reunião do Fpcondisi é um espaço importante para o diálogo e a escuta permanente entre os representantes dos Conselhos Distritais e a gestão da saúde indígena. Tivemos a oportunidade de ouvir diferentes perspectivas, apresentar informações e discutir temas relevantes para o fortalecimento da participação social”, afirmou.

Durante a programação, técnicos de diferentes áreas da Sesai contribuíram para os debates e apresentaram informações relacionadas às políticas e ações desenvolvidas nos territórios. Participaram das discussões representantes da Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento (CGPO), do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (Dapsi), do Departamento de Gestão da Saúde Indígena (Dgesi), do Departamento de Determinantes Ambientais de Saúde Indígena (Deamb) e da Coordenação-Geral de Controle, Avaliação, Monitoramento e Informação (Cgcoim).

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Para a coordenadora-geral de Participação e Controle Social na Saúde Indígena (CGPSI), Marciane Tapeba, o Fpcondisi exerce papel estratégico no fortalecimento da participação social no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). “O fórum possibilita o compartilhamento de informações, a escuta das diferentes realidades dos territórios e o diálogo entre os representantes dos conselhos e a gestão. Esse processo fortalece diretamente o controle social no SasiSUS”, destacou.

Eleição e fortalecimento das instâncias de controle social

Um dos momentos da programação foi a eleição de Eudes Lopes, presidente do Condisi Parintins, para a vice-presidência do Fpcondisi. “A reunião do fórum nos permite colocar em discussão diferentes pautas, considerando as particularidades de cada distrito e as demandas específicas dos territórios. Com isso, podemos construir encaminhamentos relacionados aos Conselhos de Saúde Indígena e, consequentemente, contribuir para a melhoria da saúde indígena”, destacou Eudes.

Também foi apresentada uma proposta de reestruturação das instâncias de controle social nos 34 Dsei, com foco na organização, no funcionamento e no fortalecimento dos Conselhos Locais de Saúde Indígena (CLSI) e dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi). A proposta busca contribuir para o aprimoramento dos processos de participação social nos territórios, considerando as especificidades de cada distrito e as diferentes realidades dos povos indígenas atendidos pelo SasiSUS.

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Ao final dos três dias de programação, foram consolidados encaminhamentos relacionados ao fortalecimento da participação e do controle social, à organização das instâncias colegiadas e ao aprimoramento do diálogo entre os Conselhos Distritais e a gestão da saúde indígena.

Sobre o fórum

O Fpcondisi é uma instância colegiada vinculada à Sesai, responsável por acompanhar a execução das ações e contribuir para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). O fórum atua tanto no âmbito do SasiSUS, quanto em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS).

O colegiado, composto por 34 presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi), possui caráter permanente e consultivo. São promovidas reuniões periódicas para debater demandas, propor encaminhamentos e acompanhar a implementação de políticas públicas nos territórios. Além dos presidentes, também integram o fórum representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e assessores técnicos indígenas regionais.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta a secretários estaduais plano de preparação para o El Niño 2026-2027

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O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. A reunião reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.

O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

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“A preparação do SUS para o El Niño é um tema bastante desafiador. A gente tem trabalhado junto ao Conass e ao Conasems na preparação do SUS para os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou Massuda.

Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.

No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde, o AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

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“Agora, o El Niño exige que a gente acelere o passo na preparação dos planos de resposta aos diferentes impactos que o fenômeno pode produzir no Brasil. É um fenômeno recorrente, mas este vem com uma gravidade bastante intensa. Precisamos preparar o país, considerando as características dos diferentes biomas e os efeitos previstos para cada região”, disse o secretário-executivo.

Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

“A gente também ouviu os estados para identificar os diferentes estágios de preparação e os ajustes necessários em questões específicas, como as arboviroses, que tendem a se agravar em função do impacto do El Niño”, completou Massuda.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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