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Lei 12.009 cria projeto “nasce uma criança, planta-se uma árvore”

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O Governo do Estado de Mato Grosso sancionou, no dia 9 de maio deste ano, a Lei nº 12.009, que institui o projeto “nasce uma criança, planta-se uma árvore”, de autoria do presidente licenciado da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União Brasil).

Conforme a lei, o objetivo é incentivar a preservação e a educação ambiental nos municípios mato-grossenses, e consiste ainda, incentivar no plantio de uma muda de árvore, preferencialmente nativa, para cada registro de nascimento nas cidades.

O plantio deve ser realizado pelo poder público em parceria com entidades, podendo ser de iniciativa privada e sociedade civil, que deverá doar as mudas às famílias dos bebês, até 90 dias após o nascimento.

Segundo dados da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT), 58.394 nascimentos foram registrados no Estado durante o ano de 2022. Na capital (Cuiabá), esse número foi de 12.489. Em Várzea Grande, o número foi de 2.525 registros.

Pelos dados da Anoreg-MT, de janeiro a maio deste ano, foram emitidos 36.119 registros de nascimentos em Mato Grosso, portanto, o Estado com dimensão territorial de 903.357 km², deveria receber quase 40 mil novas mudas de árvores espalhas pelos 141 municípios.

Para o autor da iniciativa, deputado Botelho, a Lei nº 12.099, busca incentivar em todo Estado a preservação e educação ambiental. “Cada município pode firmar suas parcerias para doação de mudas de árvores ao pai ou à mãe que requerer a planta, após o nascimento do bebê. E aí, ainda terão direito ao certificado “Criança Amiga da Natureza”, revelou ele.

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“Ao mesmo tempo que oferecemos uma lembrança carinhosa para a família, estimulamos maior cuidado com o meio ambiente. Uma vez que essas mudas serão plantadas em áreas públicas: urbana ou rural”, explica Botelho.

Consta na lei que, o Poder Executivo, por meio do órgão competente, se necessário, firmará parceria com os cartórios de registro civil e de pessoas naturais para as informações referentes ao número de nascimentos ocorridos mensalmente. Vale destacar ainda que, os municípios que aderirem ao projeto serão agraciados com certificado emitido pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

Verde Novo –Em Mato Grosso, o Juizado Volante Ambiental (Juvam), realiza o plantio de árvores desde 2017, por meio do projeto Verde Novo. De acordo com dados fornecidos pelo órgão, até o momento foram plantadas 176.108 árvores em diferentes locais de Cuiabá. Desse montante, o Juvam plantou até agora 80 árvores por dia e 2.412 por mês.

O projeto é desenvolvido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso juntamente com a equipe do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), em cooperação com o município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde, além de contar com a parceria de empresas do setor privado.

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“A temática do projeto é completamente voltada para a educação e conscientização ambiental em plantio de árvores. Essa lei vai proporcionar cumprir com preceitos e fundamentos constitucionais, e fazer com que o Poder Público cumprir mais uma ferramenta para tornar nosso meio ambiente mais equilibrado”, revelou assessor no Juizado Volante Ambiental de Cuiabá e Coordenador do Projeto Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso, Sérgio Savioli Resende.

“O gesto de plantar, da Lei 12.009 vai cumprir essa tarefa constitucional e também um dever público de lutar por políticas públicas que vão trazer benefícios para a população”, complementou Savioli.

O objetivo do projeto Verde Novo é obter o envolvimento e o engajamento dos cidadãos por meio de ações de conscientização ambiental. A iniciativa visa também dispor sobre a arborização urbana da capital e enfatiza a utilização de espécies nativas do bioma local na proporção de 70%. Dentre elas, há as frutíferas, por exemplo, pitanga, caju, pitomba, amora, tamarindo e acerola, e as arbóreas, tais como o jacarandá, ipê roxo, ipê rosa, oiti e ipê branco.

Fonte: ALMT – MT

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BOLSONARISMO: Pressionado para desistir, Galvan reage e diz que Medeiros é quem deveria renunciar à candidatura ao Senado

Candidato do Avante afirma que emissários ligados a Odílio Balbinotti o procuraram para pedir sua saída da disputa; Galvan rejeitou a proposta e disse que o adversário do PL deveria “demonstrar seu patriotismo” abrindo mão da eleição

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A disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta reta final da campanha. O produtor rural e candidato Antônio Galvan (Avante) afirmou que foi procurado por emissários que, segundo ele, teriam agido em nome do empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), primeiro suplente de José Medeiros (PL), para convencê-lo a abandonar a corrida eleitoral. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (2) pelo Folha Max e também repercutida por outros veículos.

Segundo Galvan, a proposta apresentada seria para que ele repetisse em Mato Grosso o movimento feito pelo ex-ministro Ricardo Salles em São Paulo e deixasse a disputa sob o argumento de realizar uma espécie de “ação patriótica”. A afirmação é de Galvan; as reportagens consultadas não apresentam documentação independente que comprove que Balbinotti tenha determinado a abordagem.

Galvan, porém, rejeitou a possibilidade e devolveu a pressão para o grupo de Medeiros. Na avaliação do candidato do Avante, se alguém deve abandonar a eleição em nome da união do eleitorado identificado com a direita, esse nome seria o próprio José Medeiros.

O candidato lembrou o desempenho que obteve nas urnas em 2022 e afirmou ter conquistado mais de 330 mil votos naquela eleição. “Então ele que deveria desistir e demonstrar o seu patriotismo”, declarou Galvan em entrevista reproduzida pelo Folha Max.

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Odílio Balbinotti integra oficialmente a chapa de Medeiros como primeiro suplente ao Senado. A composição também é registrada em outras publicações sobre as candidaturas deste ano.

DISPUTA PELO ELEITORADO DE DIREITA

A manifestação ocorre em meio a uma disputa explícita entre candidaturas pelo eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso. Galvan tem se apresentado durante a campanha como representante da chamada “direita raiz” e já protagonizou embates com Medeiros sobre quem representa esse segmento político.

Na mesma entrevista, Galvan também fez críticas ao ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil). Ele alegou que Mendes buscaria um mandato para obter imunidade parlamentar e estendeu suas acusações à família e a aliados do ex-governador. As declarações são acusações políticas feitas por Galvan no contexto eleitoral e não constituem, por si só, comprovação dos fatos alegados.

Galvan ainda comparou o filho de Mauro Mendes a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao fazer questionamentos sobre patrimônio. Também nesse ponto, a comparação e as acusações são de responsabilidade do candidato do Avante, sem comprovação apresentada nas reportagens consultadas.

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EMBATE COM MEDEIROS

O confronto entre Galvan e Medeiros também ganhou força após a circulação de um áudio atribuído ao candidato do PL. Segundo a reportagem do Folha Max, no material atribuído a Medeiros há comentários depreciativos sobre parte do eleitorado bolsonarista, com referências a pessoas que “oram para alienígenas e bebem detergente”. Galvan utilizou o episódio para questionar a identificação política do adversário com esse eleitorado.

Galvan afirmou que não pretende mudar seu discurso conforme o interlocutor e disse que jamais ridicularizaria eleitores que compartilham das pautas políticas que defende.

Com a eleição entrando nos últimos dias, a reação de Galvan evidencia a tensão dentro do próprio campo da direita em Mato Grosso. Enquanto seus adversários buscam concentrar votos, o candidato do Avante sinaliza que permanecerá na disputa e, diante do pedido para que renuncie, devolve a pressão diretamente para José Medeiros.

Com informações do Folha Max.

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