POLÍTICA MT
Indicação de Wilson Santos contribui para revitalização de escola em Campo Verde
Ao recomendar melhorias na Escola Estadual Alice Barbosa Pacheco, por meio da Indicação nº 3.652/2021, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) contribuiu diretamente para a reforma e ampliação da unidade escolar, localizada no assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde. A entrega das obras foi realizada na última sexta-feira (4), com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, do prefeito Alexandre Lopes (União), vereadores, secretários, lideranças locais, servidores e alunos.
“Indicamos ao Governo do Estado, em caráter de urgência, a necessidade de reformar essa escola. Estou nesta região há muitos anos, desde o início da minha vida pública. Hoje, cerca de 900 famílias vivem neste assentamento. Acredito profundamente na educação como ferramenta de transformação social, que leva conhecimento, aprendizado e formação cidadã. Que os alunos e professores aproveitem essa nova estrutura. Parabenizo a gestão estadual pelo excelente trabalho realizado”, destacou o parlamentar.
Para o vice-governador Otaviano Pivetta, é satisfatório saber que a comunidade escolar estará assistida com estrutura adequada e equipamentos modernos. “Nosso objetivo é fazer com que a educação de Mato Grosso esteja entre as cinco melhores do Brasil. É por meio da educação que vamos construir um futuro melhor para o nosso estado”, afirmou.
A obra foi executada por meio de convênio entre o município de Campo Verde e o Governo de Mato Grosso, com investimento de R$ 5,7 milhões. A unidade atende 165 alunos do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e médio (1º ao 3º ano), nos períodos vespertino e noturno.
A estrutura contempla novas salas de aula e de professores, refeitório, cozinha industrial, quadra poliesportiva coberta, vestiários, banheiros novos e biblioteca, oferecendo um ambiente mais amplo, confortável e acolhedor para a comunidade escolar.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Prefeita de VG chama de “inverdade” fala de Wellington sobre R$ 300 milhões e expõe novo racha no partido
Flávia Moretti contesta candidato do próprio PL, apresenta números oficiais da Prefeitura e afirma que município recebeu R$ 62,4 milhões; divergência amplia crise interna após prefeitos liberais aderirem a Otaviano Pivetta
O racha dentro do PL de Mato Grosso ganhou um novo e explosivo capítulo em plena campanha eleitoral. Desta vez, a divergência deixou o campo das declarações de apoio e avançou para uma disputa pública sobre recursos destinados a Várzea Grande.
A prefeita Flávia Moretti (PL), que já contrariou a orientação partidária ao declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu uma declaração do senador e candidato ao Governo Wellington Fagundes, seu correligionário, sobre o volume de recursos destinados ao município.
Wellington afirmou, durante entrevista à Band FM, que a bancada federal de Mato Grosso teria destinado “quase R$ 300 milhões” para Várzea Grande, considerando as gestões do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) e da atual prefeita.
A resposta veio diretamente da administração de Moretti.
Em nota, a Prefeitura de Várzea Grande classificou a afirmação como uma “inverdade” e afirmou que o montante apresentado pelo candidato não corresponde ao dinheiro efetivamente repassado aos cofres municipais.
Segundo os números divulgados pela Prefeitura, as emendas estaduais e federais efetivamente recebidas, executadas e pagas em 2025 e 2026 totalizam R$ 45.216.906,06.
Quando também são contabilizados repasses dos governos Estadual e Federal, conforme a administração municipal, o total chega a R$ 62.495.852,79 — menos de um quarto dos quase R$ 300 milhões mencionados por Wellington.
A Prefeitura ainda destacou que recursos anunciados, prometidos ou destinados politicamente não significam necessariamente dinheiro que efetivamente entrou no caixa municipal.
“Recursos anunciados ou prometidos por políticos não são sinônimo de dinheiro efetivamente transferido”, sustentou a gestão municipal.
A administração acrescentou que existem obras executadas diretamente pelo Governo do Estado que beneficiam Várzea Grande, mas cujos recursos não passam pelos cofres municipais.
Para a Prefeitura, portanto, falar em quase R$ 300 milhões exige demonstrar quanto efetivamente foi transferido ao município.
“Os números oficiais estão disponíveis e mostram uma realidade muito diferente da anunciada”, afirmou a gestão de Flávia Moretti.
WELLINGTON DEFENDE RECURSOS ARTICULADOS
Wellington, por sua vez, apresentou uma relação de investimentos que afirma ter ajudado a viabilizar para Várzea Grande. Entre eles estão R$ 87 milhões do PAC para obras de esgotamento sanitário, além de R$ 4,7 milhões para pavimentação e drenagem e R$ 28 milhões destinados ao viaduto Mário Andreazza.
O candidato também afirmou ter articulado mais de R$ 20 milhões para aquisição de equipamentos.
A divergência está justamente na contabilização. Enquanto Wellington considera recursos articulados e investimentos destinados ao município, a Prefeitura sustenta que é necessário separar anúncios, obras executadas por outros entes e dinheiro efetivamente recebido pelo caixa municipal.
DEBANDADA AUMENTA PRESSÃO SOBRE WELLINGTON
O embate ganha uma dimensão ainda maior por ocorrer entre duas das principais figuras do PL em Mato Grosso e em meio a uma sequência de dissidências enfrentadas pela candidatura de Wellington.
Flávia Moretti já declarou apoio a Otaviano Pivetta, adversário direto de Wellington na disputa pelo Governo.
Ela não está sozinha. Outros prefeitos ligados ao PL também decidiram apoiar Pivetta, entre eles Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá.
A situação provocou reação da direção estadual do partido. O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou que procedimentos internos contra os gestores dissidentes estavam sendo preparados, embora tenha ressaltado que os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa.
O que antes era um racha essencialmente eleitoral agora se transforma também em confronto público de versões. Flávia Moretti não apenas deixou de apoiar o candidato do próprio partido como sua administração passou a contestar oficialmente uma das principais declarações de Wellington sobre investimentos em Várzea Grande.
Em plena reta eleitoral, a guerra dos números coloca novamente o PL diante de sua divisão interna: Wellington tenta consolidar seu palanque, enquanto prefeitos da própria legenda seguem apoiando Pivetta e, agora, uma deles acusa de “inverdade” uma afirmação feita pelo candidato do partido ao Governo.
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