ESCUTA ATIVA
Gisela Simona cruza o Araguaia e mostra que mandato precisa de ouvir para propor
Foram percorridos 1.058 quilômetros no Araguaia, em trechos que mesclam rodovias asfaltadas e ainda algumas estradas de chão
A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) iniciou nesta semana, a segunda fase do projeto ‘Gisela na Estrada’, agora voltada ao Leste do Araguaia, em uma travessia que reafirma seu compromisso com a presença territorial e o diálogo direto com as realidades do interior de Mato Grosso. O novo roteiro inclui Paranatinga, Gaúcha do Norte, Confresa, Nova Nazaré e Campinápolis, municípios estratégicos de uma região que por décadas esteve à margem das decisões políticas e que vive atualmente uma transformação econômica e social.
São 1.058 quilômetros percorridos, em trechos que mesclam rodovias asfaltadas e ainda algumas estradas de chão, atravessando um dos principais eixos produtivos do Estado, marcado pela força do agronegócio, pela expansão de distritos industriais e por investimentos em infraestrutura realizados pelo governo do Estado.
Mais do que cumprir agenda, a deputada aposta nesta jornada como um comprometimento político, ao escutar lideranças locais, dialogar com a população e transformar demandas concretas em proposições legislativas.
Vice-líder do maior bloco parlamentar, formado por oito partidos e 363 parlamentares e ainda líder da bancada feminina do União Brasil, na Câmara dos Deputados, Gisela ao reeditar esta travessia pelo interior de Mato Grosso, sinaliza mais uma vez que o mandato não se limita à Brasília, mas na escuta ativa e no diálogo permanente com diferentes representantes políticos e da sociedade civil.
A escolha, aliás, do período reforça seu compromisso de aprofundar o diálogo com municípios que, ao longo dos últimos 30 meses, receberam suas emendas parlamentares, especialmente na área da saúde. Além, obviamente, de ser uma oportunidade única de avaliar de perto os impactos dessas ações na vida da população.
Para Gisela Simona, a jornada pelo Araguaia carrega um forte simbolismo histórico. Conhecida por décadas como o ‘Vale dos Esquecido’, a região passa hoje por um processo de reconfiguração econômica, impulsionado por investimentos públicos e privados, especialmente em logística e infraestrutura viária. “Estamos falando de um território que por muito tempo ficou à margem das decisões. Hoje, com investimentos do governo do Estado e articulação política séria, estamos transformando esse espaço em um verdadeiro Vale da Prosperidade”, afirma a deputada.
A agenda inclui reuniões com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, gestores públicos e representantes do setor produtivo, além de encontros com mulheres indígenas, com destaque para Gaúcha do Norte, onde Gisela ministra palestra sobre o combate à violência contra a mulher. A ação dialoga diretamente com uma das frentes mais consistentes de seu mandato: a defesa dos direitos das mulheres, sobretudo daquelas que vivem em contextos de maior vulnerabilidade social e institucional.
Outro eixo central da viagem é a defesa do consumidor, área que projetou nacionalmente a atuação de Gisela Simona e consolidou sua identidade política como Gisela do Procon. Durante a passagem pelos municípios, a deputada realiza palestras e orientações sobre os golpes que têm vitimado aposentados, pensionistas do INSS, idosos e pessoas com deficiência. Entre os temas abordados estão fraudes financeiras, empréstimos consignados irregulares e contratos abusivos, com foco tanto na prevenção quanto na orientação sobre direitos e mecanismos de reparação.
A segunda fase do Gisela na Estrada acontece na sequência de uma intensa agenda cumprida recentemente no norte de Mato Grosso. Na semana anterior, a parlamentar percorreu cerca de 2.200 quilômetros, visitando municípios como Colíder, Alta Floresta, Paranaíta, Carlinda, Nova Canaã do Norte, Santa Helena e Santa Carmem. O roteiro incluiu reuniões, e longas rodas de rodas, reforçando a estratégia de aproximação direta com os territórios e com suas lideranças mais proeminentes.
Embora tenha ganhado novo fôlego em 2026, o ‘Gisela na Estrada’ não é uma iniciativa recente. Sua primeira edição foi realizada em julho do ano passado, quando a deputada dedicou duas semanas do recesso parlamentar para percorrer inicialmente nove cidades do Meio-Oeste e, posteriormente, outras 11 do Noroeste de Mato Grosso. À época, o projeto já se consolidava como um instrumento de mapeamento político e social, capaz de levar à Câmara Federal demandas reais colhidas diretamente nos municípios.
“Foi uma oportunidade única de observar prioridades, vivenciar necessidades e conhecer comunidades que muitas vezes estão fora do radar das decisões nacionais”, definiu Gisela naquela ocasião.
Conhecedora de grande parte dos 142 municípios de Mato Grosso, a deputada intensifica agora uma estratégia que combina presença física, articulação institucional e produção legislativa ancorada na realidade dos territórios.
Ao cruzar estradas asfaltadas e de chão batido, a parlamentar reafirma um conceito que tem orientado o seu mandato: a política não se faz apenas dentro do plenário da Câmara dos Deputados ou em seus corredores, mas também na escuta qualificada, nas conversas francas e na disposição de transformar demandas locais em políticas públicas concretas.
POLÍTICA MT
Da relatoria à sanção: Gisela destaca novo instrumento de proteção às mulheres
Lei que libera spray de pimenta para mulheres entra em vigor e consolida uma das principais relatorias de Gisela Simona na Câmara.A entrada em vigor da Lei nº 15.474, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União, encerra uma das discussões mais sensíveis da pauta de proteção às mulheres no Congresso Nacional nos últimos anos. A nova legislação regulamenta a comercialização do spray de pimenta para mulheres como instrumento de defesa pessoal e traz a assinatura política de Gisela Simona, que foi relatora da proposta na Câmara dos Deputados e uma das principais vozes em defesa da medida.
Nestes 33 meses de mandato em Brasília, Gisela transformou o enfrentamento à violência contra a mulher em uma das prioridades de sua atuação parlamentar. Relatora do Pacote Antifeminicídio, autora de projetos voltados ao combate à violência política de gênero e defensora do fortalecimento da rede de proteção às mulheres, ela também conduziu, em março deste ano, a relatoria do projeto que agora se transforma em lei.
Ao defender a proposta em plenário, Gisela sustentou que o acesso ao spray de pimenta não representa um incentivo à violência, mas amplia o direito de defesa de mulheres que, diariamente, convivem com situações de risco.
“Historicamente, as políticas públicas de proteção dependeram da chegada do Estado ou da intervenção de terceiros. Essa lei reconhece que, em muitos casos, a mulher precisa de um mecanismo imediato para preservar sua integridade física. Não substitui políticas públicas nem o combate à violência, mas amplia as possibilidades de autoproteção.”
A dirigente do União Brasil em Cuiabá e diretora-executiva do UB Mulher em Mato Grosso destaca que, até então, o porte do equipamento permanecia em uma zona de insegurança jurídica para mulheres que buscavam utilizá-lo exclusivamente para defesa pessoal. Com a regulamentação, passa a existir um marco legal que estabelece critérios para aquisição, comercialização e fiscalização.
“Essa segurança jurídica é tão importante quanto o próprio equipamento. A mulher precisa saber que pode portar um instrumento de defesa dentro da legalidade. Agora o desafio passa a ser outro: ampliar a orientação e a capacitação para o uso responsável do spray, sempre como último recurso diante de uma situação de ameaça.”
A proposta, de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), percorreu toda a tramitação legislativa com parecer favorável de Gisela na Câmara, foi aprovada pelo Senado no fim de junho e agora passa a integrar o ordenamento jurídico brasileiro.
A nova legislação autoriza a compra do spray por mulheres maiores de 18 anos. Jovens a partir dos 16 anos também poderão portar o equipamento mediante autorização formal dos responsáveis legais. A lei determina ainda que os estabelecimentos mantenham registro das vendas por cinco anos, criando mecanismos de rastreabilidade e controle.
Produzido à base de oleoresina de capsicum — extrato natural da pimenta —, o spray provoca irritação intensa e incapacidade temporária do agressor, permitindo que a vítima consiga fugir e buscar ajuda. Amplamente utilizado em diversos países como equipamento não letal de defesa pessoal, seu acesso no Brasil permanecia restrito, em regra, às forças de segurança.
Para Gisela, a sanção da lei representa mais um passo dentro de uma política pública que precisa combinar prevenção, acolhimento, punição aos agressores e instrumentos concretos de proteção.
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