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Semana na ALMT terá posse de novo governador e sessões ordinárias

A agenda da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para a próxima semana será marcada por reuniões de comissões, sessões plenárias e pela posse do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no comando do Executivo estadual. Os trabalhos se concentram entre terça-feira (31) e quarta-feira (1º), com destaque para esclarecimentos na área da saúde e duas sessões ordinárias,.

Segunda-feira (30)

Até o fechamento desta edição não havia nenhuma atividade agendada para esta data.

Terça-feira (31)

Quarta reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, na sala de reunião Deputada Sarita Baracat, 226.

Em reunião ordinária, o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, deve ser ouvido pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social. A vinda dele é para prestar esclarecimentos sobre possíveis exonerações de 56 profissionais contratados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A reunião está prevista para iniciar às 10 horas, na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.

Às 10h tem reunião ordinária da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia, na sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227.

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Às 14h30, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Pode), dará posse ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no cargo de governador do Estado, função que exercerá até 31 de dezembro de 2026. Pivetta assume o comando do Executivo estadual após a saída de Mauro Mendes (União), que deixa o posto para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro deste ano. A cerimônia de posse será realizada no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na sede do Legislativo estadual.

Por conta da posse não haverá reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), tradicionalmente realizada às terças-feiras.

À tarde, às 16h, está prevista a reunião ordinária da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. O debate acontece na sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227.

À noite, os pastores e obreiros da Igreja Evangélica de Mato Grosso serão homenageados em sessão especial requerida pelo deputado Eduardo Botelho (União) e Janaína Riva (MDB). O evento está previsto para iniciar às 19h, no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

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Quarta-feira (1)

Nesse dia, duas sessões ordinárias estão previstas para acontecer. Uma com início às 9h e a outra prevista às 13h. Elas acontecem no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

À tarde, o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, foi convidado para estar na Assembleia Legislativa, às 15h, para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados a acordo que resultou na devolução de aproximadamente R$ 308 milhões, referente a cobranças de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O convite ao secretário da Sefaz foi feito pelas Lideranças Partidárias.

Quinta-feira (2)

Ponto facultativo (Portaria da Mesa Diretora nº 67/2025)

Sexta-feira (3)

Paixão de Cristo (feriado religioso nacional)

As atividades definidas na agenda podem sofrer alterações durante a semana.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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