AGRO NA POLÍTICA
FPA declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno; Coronel Fernanda participa de encontro
Bancada do agronegócio se reuniu com o candidato à Presidência em Brasília e apresentou demandas relacionadas a crédito, infraestrutura, segurança jurídica e seguro agrícola
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. O anúncio ocorreu durante reunião realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, com a participação da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e de outros integrantes da bancada ruralista.
A decisão foi anunciada pelo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), ao lado de Flávio Bolsonaro e de parlamentares que participaram do encontro.
Coronel Fernanda afirmou que a posição da bancada está relacionada às demandas apresentadas pelo setor produtivo e defendeu segurança jurídica e previsibilidade para o agronegócio.
“O agro precisa de segurança jurídica, previsibilidade e respeito a quem produz. O setor não pode ser tratado como inimigo. Precisamos de um governo que compreenda a força do campo e esteja disposto a construir soluções junto com quem trabalha e produz”, afirmou.
Segundo a parlamentar, os compromissos apresentados por Flávio durante a reunião estão alinhados a reivindicações discutidas pelo setor.
“Nosso apoio não é apenas político. É baseado em compromissos concretos com o produtor rural, com a propriedade privada, com a segurança alimentar e com a geração de emprego e renda. O Brasil precisa voltar a ter previsibilidade para quem investe e produz”, declarou Coronel Fernanda.
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro apresentou propostas voltadas ao agronegócio e afirmou que, caso seja eleito, pretende ampliar a participação do setor nas discussões sobre projetos de lei que tenham impacto sobre a atividade.
Entre os compromissos mencionados estão investimentos em infraestrutura e seguro agrícola, maior previsibilidade para o crédito, redução das taxas de juros para financiamento, ampliação da capacidade de armazenamento e medidas direcionadas à agricultura familiar e aos trabalhadores rurais.
“Vamos fazer um modelo responsável, vamos fazer muitos investimentos em infraestrutura, vamos ampliar a nossa capacidade de armazenagem para melhor negociar os preços das nossas commodities, não só aqui no Brasil, mas com todo mundo, com atenção muito especial para a agricultura familiar”, declarou Flávio Bolsonaro.
Nesta quarta-feira (7), Coronel Fernanda participa de uma nova reunião com o candidato à Presidência. Desta vez, o encontro deve reunir integrantes da bancada do PL eleitos no primeiro turno das eleições deste ano.
POLÍTICA MT
Waldir Teis articula aposentadoria antecipada e abre disputa entre Botelho, Dilmar e Gallo por vaga no TCE
Possível saída do conselheiro ainda em 2026 movimenta Assembleia Legislativa e Governo de Mato Grosso; indicação de substituto depende de articulação política
A possibilidade de aposentadoria antecipada do conselheiro Waldir Teis, de 73 anos, começou a movimentar os bastidores políticos de Mato Grosso. Segundo informações de interlocutores da Assembleia Legislativa (ALMT) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Teis estaria avaliando deixar o cargo ainda neste ano, abrindo uma disputa por sua cadeira.
Três nomes aparecem nas articulações para uma eventual substituição: os deputados estaduais Eduardo Botelho (MDB) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), além do ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo.
As conversas teriam se intensificado após as eleições e envolvem representantes do Legislativo, do Executivo e integrantes do próprio Tribunal de Contas. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a aposentadoria nem definição de quem ocuparia a vaga.
Nos bastidores, advogados ligados a Waldir Teis estariam participando das negociações. Entre os possíveis interessados, Botelho seria um dos nomes com articulações mais avançadas.
A possibilidade de ingresso do parlamentar no TCE não é recente. Em 2021, quando Teis chegou a protocolar um pedido de aposentadoria, Botelho, então presidente da Assembleia Legislativa, também foi apontado como possível sucessor.
Na ocasião, a movimentação perdeu força após repercussões e comentários sobre uma suposta negociação envolvendo a cadeira. Teis acabou permanecendo no Tribunal, enquanto Botelho negou qualquer intenção de abandonar a carreira política.
Outro nome que ganha espaço é Dilmar Dal Bosco, reeleito para o quinto mandato de deputado estadual. O parlamentar exerceu a liderança do Governo na Assembleia durante a gestão de Mauro Mendes e também na administração de Otaviano Pivetta.
Dilmar já havia demonstrado interesse em uma vaga no TCE em 2019, quando a Assembleia acabou indicando Guilherme Maluf para ocupar a cadeira anteriormente pertencente a Humberto Bosaipo.
Uma eventual indicação de Dilmar também provocaria mudanças na composição da Assembleia Legislativa. Nesse cenário, Júlio Campos, que não conseguiu a reeleição, poderia assumir a vaga deixada pelo parlamentar.
Já Rogério Gallo é apontado como um nome de preferência de integrantes do Governo. O ex-secretário de Fazenda mantém proximidade política com Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, além de ter participado das articulações da campanha eleitoral.
Apesar desse respaldo, a indicação de Gallo enfrentaria um obstáculo político: a cadeira em discussão pertence à cota de escolha da Assembleia Legislativa.
A indicação de um nome ligado ao Executivo, entretanto, não seria inédita. Em 2007, o próprio Waldir Teis chegou ao Tribunal após articulações conduzidas pelo então governador Blairo Maggi junto aos deputados estaduais.
Informações de bastidores também apontam que três conselheiros teriam participado de uma reunião no Palácio Paiaguás, na quarta-feira (7), sendo dois presencialmente e outro por videochamada. O conteúdo do encontro não foi detalhado.
Crise institucional aumenta preocupação
A eventual saída de Teis ocorre em um momento de preocupação com a imagem institucional do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
O órgão já enfrentou episódios de afastamento de cinco conselheiros, além de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades na ocupação de cadeiras.
O atual presidente do TCE, Sérgio Ricardo, também já foi alvo de acusação relacionada à suposta compra da vaga anteriormente ocupada pelo ex-conselheiro Alencar Soares. A acusação deve ser tratada como tal, sem representar conclusão definitiva de responsabilidade.
Diante desse histórico, a possibilidade de uma nova indicação politicamente disputada desperta atenção nos bastidores do Tribunal.
Por enquanto, Botelho, Dilmar e Gallo permanecem como nomes mencionados nas articulações. A abertura efetiva da vaga depende da formalização da aposentadoria de Waldir Teis, e a escolha do sucessor ainda não está definida.
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