POLÍTICA MT
Dia Internacional da Mulher terá lambadão, samba e serviços gratuitos
Para celebrar o Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março, a Assembleia Social (Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso) fará a terceira edição do LambaSamba Social, evento que valoriza dois importantes gêneros musicais: o tão brasileiro samba e o cuiabaníssimo lambadão. Será nesta sexta-feira (8), a partir das 18h, na Praça Jaime de Figueiredo, no bairro Lixeira, em Cuiabá. A entrada é gratuita.
A proposta da edição é mais que homenagear as mulheres, é também oferecer serviços gratuitos. Paralelamente aos shows, haverá atendimentos de valorização da autoestima feminina (tranças de cabelo, maquiagem e design de sobrancelhas); orientações sobre prevenção ao câncer de mama, por meio da parceria com a Associação MTMamma; e assessoria jurídica. Todas as ações são feitas pela equipe da Assembleia Social ou parceiros.
As apresentações musicais serão conduzidas pelo grupo tradicional Raízes do Samba (com participação especial de Camila Oliver), pela cantora Simone Oliveira e pela banda de lambadão Ferraz.
“O Dia da Mulher é uma data mundial para lembrar da luta feminina por igualdade e nos convidar para uma sociedade mais inclusiva, em que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens, sejam respeitadas, tenham inserção no mercado de trabalho e na política… E nós buscamos promover um evento que, ao mesmo tempo que seja festivo, atenda as mulheres em algumas de suas necessidades. A entrada é gratuita e esperamos vocês com muito samba no pé muito rebolado!”, convida a superintendente da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.
A entrada é gratuita e, na praça, serão vendidos alimentos e bebidas de comerciantes locais. É autorizado levar caixa térmica com as bebidas de sua preferência. Mais informações: (65) 3313-6994.
Serviço
Lambasamba Social – Especial Dia das Mulheres
Roda de samba, banda de Lambadão e serviços gratuitos
Data: Sexta-feira (08), a partir das 18h
Local: Praça Jaime de Figueiredo, bairro Lixeira, Cuiabá
Entrada gratuita
Observação: É liberado entrar com bebidas
Mais informações: (65) 3313-6994
Assembleia Social
Telefone: (65) 3313-6994
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Medeiros fala em “melancia” e expõe apelido de Wellington Fagundes, aliado do próprio PL
Propaganda eleitoral de José Medeiros usa a expressão para atacar políticos que se apresentam como representantes da direita, mas acaba provocando “fogo amigo” ao remeter a apelido usado por adversários contra Wellington Fagundes, candidato ao Governo pela mesma coligação
Uma inserção eleitoral do candidato ao Senado José Medeiros (PL) abriu espaço para um novo episódio de “fogo amigo” na campanha em Mato Grosso. Ao utilizar uma melancia para atacar políticos que, segundo ele, tentam se apresentar como representantes da direita apesar de antigas aproximações com a esquerda, Medeiros acabou trazendo à tona uma expressão que já foi utilizada por adversários para atacar Wellington Fagundes (PL).
A situação chama atenção porque Medeiros e Wellington pertencem ao mesmo partido e integram a mesma aliança eleitoral. Enquanto Medeiros disputa uma das vagas ao Senado, Wellington concorre ao Governo de Mato Grosso.
Na propaganda, Medeiros aparece segurando e cortando uma melancia enquanto dispara contra políticos que, em sua avaliação, adotariam um discurso conservador apenas durante o período eleitoral.
“Mato Grosso é o maior produtor de soja do mundo. Mas quando começa a eleição, o que mais brota por aqui é melancia”, afirma Medeiros.
A expressão tem significado conhecido no vocabulário político. “Melancia” é usada de maneira pejorativa para definir alguém que seria “verde por fora e vermelho por dentro”, numa referência a políticos que publicamente se posicionariam à direita, mas seriam associados à esquerda por seus críticos.
É justamente aí que a propaganda cria uma saia-justa para a chapa.
Wellington Fagundes já foi chamado de “melancia” por adversários e integrantes mais à direita do espectro político, que utilizam sua trajetória e suas relações com diferentes governos federais para questionar sua identificação atual com o campo conservador.
Ao longo de sua extensa carreira política, Wellington manteve diálogo e relações institucionais com governos de diferentes orientações políticas, passando pelas administrações de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
Com isso, mesmo sem citar Wellington nominalmente na propaganda, a escolha da “melancia” por Medeiros abre margem para que a crítica seja relacionada ao próprio candidato ao Governo do PL.
Na sequência da peça eleitoral, Medeiros aumenta o tom contra os alvos de sua crítica. O candidato afirma que esses políticos pretendem chegar ao Congresso Nacional para “defender a esquerda, passar pano para Alexandre de Moraes, defender o aborto e defender a bandidagem”.
Medeiros encerra a propaganda retomando a metáfora.
“Mato Grosso já foi enganado antes, mas agora a gente aprendeu. Melancia é bom pra se comer, mas na hora de votar, não dá certo”, ironiza.
FOGO AMIGO
A declaração ganha peso político justamente por partir de um candidato do próprio PL. Medeiros busca consolidar sua imagem junto ao eleitorado bolsonarista enquanto Wellington também tenta ocupar o espaço da direita na disputa pelo Palácio Paiaguás.
O episódio ocorre ainda em meio à corrida pelas duas vagas ao Senado. Medeiros tenta ampliar sua presença eleitoral em uma disputa que reúne nomes competitivos e na qual o voto identificado com a direita tornou-se um dos principais campos de batalha.
A estratégia de Medeiros, portanto, acabou produzindo um efeito colateral dentro da própria coligação. Ao atacar os chamados “melancias”, o candidato ao Senado trouxe novamente para o debate justamente um apelido utilizado contra Wellington Fagundes.
Mesmo sem uma citação nominal ao candidato ao Governo, a propaganda expõe uma contradição política dentro do PL e alimenta a leitura de “fogo amigo” entre dois candidatos que deveriam caminhar no mesmo palanque.
No fim, a “melancia” escolhida por Medeiros para atingir adversários acabou respingando dentro de casa e colocando Wellington Fagundes, seu aliado de partido e coligação, no centro da provocação.
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