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Desespero: depois de ofender bolsonaristas, Medeiros tenta fazer “dobradinha” ao Senado com Fávaro, candidato de Lula, na reta final da eleição – veja o video 

Campanha do candidato do PL direciona anúncios para eleitores de Carlos Fávaro em busca do segundo voto; estratégia chama atenção após repercussão de áudio em que Medeiros se refere ao próprio eleitorado como quem “ora para alienígena e bebe detergente”

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A reta final da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (1º). Reportagem publicada pelo Folha Max mostra que a campanha do deputado federal José Medeiros (PL) passou a direcionar publicidade eleitoral para eleitores identificados com o senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na prática, a estratégia busca convencer o eleitor que já pretende votar em Fávaro a destinar seu segundo voto ao candidato do PL. Em Mato Grosso, assim como nos demais estados, duas vagas para o Senado estão em disputa em 2026 e, por isso, cada eleitor pode escolher dois candidatos diferentes.

A movimentação chama atenção principalmente pela distância política entre os dois candidatos. Medeiros disputa a eleição pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Fávaro é filiado ao PSD e integrou o governo Lula como ministro da Agricultura.

Segundo o Folha Max, as peças são veiculadas no formato conhecido como dark post, anúncios pagos apresentados a públicos específicos, mas que não necessariamente aparecem como publicações comuns na página do candidato. O conteúdo pode, entretanto, ser consultado por meio da Biblioteca de Anúncios da Meta, conforme relata a publicação.

DO BOLSONARISMO AO ELEITOR DE FÁVARO

A investida sobre o eleitorado de Fávaro ocorre poucos dias depois da repercussão de áudios envolvendo Medeiros e o prefeito de Diamantino, Francisco “Chico” Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Em uma das gravações divulgadas pela imprensa e atribuídas ao candidato, Medeiros afirma, ao se referir ao próprio eleitor: “ora para alienígena e bebe detergente”. O conteúdo foi publicado por diferentes veículos. Medeiros confirmou a autenticidade de ao menos um dos áudios anteriores da mesma conversa, no qual falava sobre sua estratégia em relação ao STF; a imprensa também atribuiu a ele a gravação sobre o eleitorado.

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É justamente nesse contexto que a campanha agora tenta ampliar seu alcance para além do eleitorado identificado com o bolsonarismo e buscar o segundo voto entre pessoas que já escolheram candidatos de outros campos políticos.

O movimento não se limita a Fávaro. De acordo com o Folha Max, a campanha também produziu anúncios direcionados a eleitores de Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB), pedindo que reservem a segunda escolha para Medeiros.

FÁVARO E LULA

No caso específico de Fávaro, porém, o contraste político é mais evidente. O senador é do PSD e comandou o Ministério da Agricultura no governo Lula. Conforme a reportagem reproduzida nas imagens, Fávaro integra uma coligação que reúne PSD, PDT, PSB e federações partidárias das quais participam PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede.

Assim, enquanto publicamente Medeiros mantém sua candidatura vinculada ao campo bolsonarista, sua estratégia de mídia eleitoral também procura conquistar o segundo voto de pessoas que pretendem votar em um candidato que participou diretamente do governo Lula.

Isso não significa, por si só, uma aliança ou “dobradinha” formal entre Medeiros e Fávaro. O que a reportagem documenta é uma estratégia unilateral da campanha de Medeiros para conquistar o segundo voto dos eleitores de Fávaro, assim como faz com eleitores de Mauro Mendes e Janaina Riva.

PASSADO POLÍTICO VOLTA AO DEBATE

A busca pelo eleitorado de outros campos políticos também recoloca sob os holofotes a trajetória partidária de Medeiros. Imagens antigas que voltaram a circular durante a campanha mostram o parlamentar vestindo camisa vermelha e participando de ato político ao lado de Percival Muniz.

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Esse material tem sido explorado no debate eleitoral por adversários para questionar a narrativa de identificação histórica de Medeiros com a direita. A fotografia, contudo, deve ser apresentada pelo que efetivamente documenta — sua participação naquele ato — sem concluir apenas pela cor da camisa qual era sua posição ideológica naquele momento.

O episódio ganha peso político na atual campanha porque Medeiros procura consolidar sua candidatura entre eleitores de Jair Bolsonaro ao mesmo tempo em que, segundo o Folha Max, sua publicidade eleitoral busca o segundo voto até mesmo entre eleitores de Fávaro, candidato ligado ao governo Lula.

RETA FINAL

Com a eleição entrando nos últimos dias, a disputa pelo segundo voto ao Senado tornou-se uma das frentes das campanhas. A própria estratégia revelada pelo Folha Max indica que Medeiros tenta alcançar eleitores que já possuem uma primeira escolha, mas ainda não definiram o segundo nome.

Depois da repercussão dos áudios envolvendo sua própria base eleitoral, Medeiros chega à reta final tentando ampliar o arco de eleitores alcançados pela campanha — inclusive entre aqueles que pretendem votar em Carlos Fávaro.

O movimento evidencia uma campanha voltada a diferentes segmentos do eleitorado, independentemente das diferenças partidárias entre os candidatos escolhidos para o primeiro e o segundo votos.

Com informações do Folha Max.

Veja o video 

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POLÍTICA MT

Mauro Mendes admite atuar em campanha de Flávio no 2º turno: “Provável”

Ex-governador afirma que Rogério Marinho sinalizou necessidade de reforçar equipe, mas nega convite para assumir ministério

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) admitiu a possibilidade de ir a Brasília para auxiliar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República caso a disputa avance para o segundo turno. A declaração foi dada nesta quinta-feira (1º), após uma conversa com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial. ⁠

Segundo Mendes, Marinho teria sinalizado a necessidade de ampliar a equipe de campanha para uma eventual segunda etapa da eleição e mencionado a possibilidade de contar com sua colaboração. O candidato ao Senado afirmou, porém, que ainda não recebeu um convite formal e que pretende aguardar o resultado do primeiro turno.

“Eu ouvi, não disse nem sim nem não, mas é algo que vamos esperar terminar o primeiro turno, para que, se um convite for feito para ajudar, muito provavelmente eu vá ajudar”, afirmou Mendes. ⁠

A possibilidade foi levantada durante uma ligação realizada na semana passada. Mendes confirmou que conversou com Rogério Marinho, mas afirmou que o assunto não envolveu uma eventual indicação para um ministério em um futuro governo de Flávio Bolsonaro.

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“Foi apenas uma ligação. Conheço o Rogério Marinho de algum tempo, […] mas não falamos nada disso [sobre ministério]”, declarou.

Mendes também comentou as especulações de que poderia ocupar um ministério caso Flávio Bolsonaro seja eleito. Segundo ele, comentários nesse sentido circulam entre aliados e outros candidatos, mas não houve negociação formal.

“É uma brincadeira, é uma suposição. Entre isso se tornar uma realidade como convite, existe um hiato muito grande, uma distância muito grande”, afirmou. ⁠

O ex-governador ressaltou ainda que sua atenção, neste momento, está concentrada na disputa ao Senado por Mato Grosso. A eleição ocorre neste domingo (4), quando o Estado escolherá dois senadores.

“Nesse momento eu não estou pensando nisso, estou pensando nas eleições de domingo, estou trabalhando para que isso possa ter êxito”, afirmou.

A eventual participação de Mendes na campanha presidencial ficaria, portanto, condicionada a um convite após o primeiro turno. A declaração não representa confirmação de que ele integrará a equipe de Flávio, mas indica que o candidato considera possível aceitar uma eventual solicitação de apoio. ⁠

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