POLÍTICA MT
Deputados aprovam doação de imóvel para Escola Superior do MPE
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Em sessão legislativa nesta quarta-feira (16), os deputados estaduais aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Lei 37/2022, que autoriza o Poder Executivo a doar imóvel que especifica à Fundação Escola Superior do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O projeto objetiva a doação de imóvel cuja propriedade pertence ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso.
Conforme justificativa, o referido imóvel possui um prédio em alvenaria que se encontra desocupado, “não existindo qualquer vinculação à finalidade pública”. Destaca ainda que a Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso quer ampliar o desenvolvimento de suas atividades de ensino superior, visando à capacitação dos integrantes de várias carreiras jurídicas estatais, profissionais de outras carreiras, de magistério e profissionais liberais.
O projeto também cria obrigações para a Fundação, como o dever de ofertar 50 vagas do curso de Direito Administrativo e Gestão Pública Estadual, para formação de turma única, e 70 vagas a serem ofertadas e distribuídas entre os cursos Direito Tributário e Financeiro, Direito Ambiental e Urbanístico e Direito da Criança do Adolescente, ou curso similares, integrantes de seu catálogo, pelo período de três anos, totalizando 120 vagas para o desenvolvimento profissional de servidores públicos do Estado, conforme plano de desenvolvimento institucional 2021/2025, da Escola de Governo de Mato Grosso.
Um pedido de vista dos deputados Lúdio Cabral (PT), Gilberto Cattani (PSL), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Ulysses Moraes (PSL), adiou a votação do Projeto de Lei 5/2022, mensagem governamental que condiciona a fruição do benefício relativo ao gás natural nas hipóteses que especifica, ao recolhimento de contribuição ao Fundo de Apoio às Ações Sociais (FUS/MT). O projeto, aprovado em primeira votação na semana passada, seria votado em segunda votação.
Segundo o governo, o projeto visa obter aprovação para condicionar a fruição da redução de base de cálculo prevista para as operações com gás natural, seja veicular, seja de uso industrial, ao recolhimento de contribuição ao FUS/MT, instituído pela lei 10.932 de 23 de agosto de 2019.
O governo explica na mensagem que “Mato Grosso vem adotando como modelo na concessão de benefícios fiscais – especialmente os instituídos sem a necessária aprovação pelo conselho nacional de política fazendária e posteriormente em instituídos nos termos da lei complementar 631 de 30 de julho de 2019, ao Amparo da lei complementar 160 de 7 de agosto de 2017 e do convênio ICMS 190/2017 – a previsão de contrapartida consistente na obrigatoriedade de recolhimento de contribuição a fundo estadual”.
Com a medida, o governo estima arrecadar com a contribuição ao FUS/MT, nessa modalidade, em 2022, R$ 4,8 milhões, conforme informação da Unidade de Pesquisa Econômica e Análise da Receita da Secretaria de adjunta da Receita Pública da Secretaria de Fazenda do Estado.
Foram realizadas duas sessões nesta quarta-feira (16) e os parlamentares também aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Lei 38/2022, do Tribunal de Justiça do Estado, que altera a Lei nº 10.253, de 31 de dezembro de 2014, que institui o auxílio-saúde aos servidores ativos e inativos do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso para atribuir competência ao Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso para reajustar o valor do Auxílio-saúde.
Segundo justificativa, o projeto de lei busca “atribuir competência ao Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça para fixar o valor da referida verba indenizatória, por meio de provimento, precedido de estudos orçamentários e financeiros demonstrando a viabilidade orçamentária e financeira para tal, em estrita observância a Lei de Responsabilidade Fiscal.
POLÍTICA MT
Vídeo detonando Reinaldo Moraes, vice de Wellington Fagundes, viraliza na rede
Peça que circula nas redes sociais resgata reportagens antigas sobre dívidas e processos envolvendo empresas ligadas ao empresário e sobe o tom da disputa eleitoral em Mato Grosso
Um vídeo de forte teor crítico contra o empresário Reinaldo Gomes de Moraes, conhecido como “Rei do Porco” e anunciado como candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes (PL), ganhou circulação nas redes sociais e grupos de WhatsApp, colocando mais combustível na disputa eleitoral em Mato Grosso.
A peça utiliza imagens de Reinaldo, trechos relacionados à composição da chapa e reproduções de reportagens publicadas anteriormente pela imprensa mato-grossense para atacar a escolha do empresário como companheiro de chapa de Wellington.
Logo no início, o vídeo recupera uma declaração atribuída a Wellington, segundo a qual ele pretende, caso eleito, deixar Mato Grosso sob responsabilidade do vice em determinados períodos para “viajar o mundo”. A partir daí, a produção direciona os ataques para Reinaldo Moraes.
Entre os conteúdos exibidos estão reportagens sobre dívidas milionárias, cobranças judiciais e decisões envolvendo empresas ligadas ao empresário.
Uma das matérias reproduzidas no vídeo traz o título “Gigante do agro com dívidas milionárias é alvo de demandas judiciais com pedido de falência”. Outra reportagem mostrada afirma que a Justiça determinou a penhora de rebanho pertencente a uma empresa ligada a Reinaldo para garantir o pagamento de dívida milionária.
A produção também exibe uma publicação mais antiga relacionada à negativação do nome do empresário em razão de uma dívida que, conforme a reportagem apresentada no próprio vídeo, ultrapassava R$ 1,2 milhão.
É importante destacar que o vídeo utiliza reportagens e episódios judiciais para construir uma narrativa política contra o candidato a vice. A existência de cobranças, ações ou decisões judiciais envolvendo empresas não significa, por si só, condenação criminal ou comprovação das conclusões políticas sugeridas pela peça.
No encerramento, o vídeo aumenta ainda mais o tom provocativo ao lançar a frase: “Mato Grosso pode virar um chiqueiro?”, numa referência direta ao apelido de Reinaldo, conhecido no meio empresarial como “Rei do Porco”.
A publicação evidencia que a campanha eleitoral começa a entrar numa fase de ataques mais pesados nas redes sociais. Com a definição das chapas, adversários passam a explorar não apenas o histórico dos candidatos ao governo, mas também a trajetória empresarial e política dos nomes escolhidos para vice.
A entrada de Reinaldo Moraes na chapa de Wellington, portanto, já produz reflexos no ambiente digital e transforma o empresário em novo alvo da guerra de narrativas da eleição estadual.
O espaço permanece aberto para manifestação de Reinaldo Moraes e da campanha de Wellington Fagundes sobre o conteúdo e as acusações apresentadas no vídeo.
Veja o video
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