POLÍTICA MT
Deputado Juca do Guaraná articula investimentos para reforma e conclusão de obras na Escola Tancredo Neves, em Cuiabá
A Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves, localizada no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá, será beneficiada com investimentos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para reforma dos banheiros e conclusão da quadra poliesportiva. O repasse de R$ 114 mil e o compromisso para finalização da obra foram viabilizados com apoio do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), por meio de articulação junto ao Governo do Estado.
O anúncio foi feito durante uma reunião na noite de quarta-feira (9), com a presença do secretário de Educação, Alan Porto, do deputado e de membros da comunidade escolar.
“Quero agradecer ao deputado Juca que fez esse pedido. O governador pediu para atender e nós atendemos. Vamos repassar os recursos direto para a conta da escola via recurso complementar. Com isso, a própria escola poderá finalizar a reforma dos banheiros e garantir mais conforto para alunos e profissionais”, afirmou o secretário de
Sobre a obra da quadra poliesportiva, o secretário Alan Porto explicou que a estrutura de concreto já está concluída e que, com a nova ata de registro de preços da Seduc, será possível retomar os serviços remanescentes, incluindo telhado, piso, iluminação e pintura. “Com a nova licitação, que foi dividida em dois lotes, um para mão de obra e outro para materiais, vamos autorizar a execução completa da quadra”, afirmou o gestor.
A Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves – Tem 46 anos de história e atende cerca de 400 alunos do Ensino Fundamental e Médio, em período diurno e noturno.
Ex-aluno da unidade, o deputado Juca do Guaraná ressaltou a relevância do investimento na melhoria da unidade. “Tenho um vínculo especial com essa escola, que fez parte da minha trajetória e formação pessoal. Investir na infraestrutura da unidade é garantir um ambiente mais seguro, digno e adequado para o aprendizado. É imprescindível que todas as escolas do estado ofereçam as melhores condições aos seus alunos”, afirmou o parlamentar.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero
Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.
Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.
E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.
Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.
“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.
Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.
E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.
Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.
A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.
Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.
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