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Deputado cobra contratação de médico especialista para o Hospital Regional de Sorriso


Foto: Helder Faria

O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) reiterou a necessidade da contratação imediata de um médico otorrinolaringologista para o Hospital Regional de Sorriso (HRS). A solicitação foi oficializada por meio da Indicação 1636/2022, aprovada em sessão plenária, e posteriormente encaminhada ao governador Mauro Mendes (União), com cópia ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

 No documento, o parlamentar ressalta o aumento da procura pela referida especialidade médica, bem como o risco de danos irreversíveis devido à demora no atendimento.

 “O Hospital Regional de Sorriso presta assistência médica para moradores de 15 municípios do médio norte do estado. Mesmo assim, não dispõe de um especialista nesta área (…). Quando algum paciente precisa ser avaliado por um otorrino ele é transferido para Cuiabá, sendo que o intervalo entre a regulação e a consulta propriamente dita, pode levar meses”, assinala Dal Molin.

 “Quando lidamos com doenças graves, o tempo é um inimigo. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Daí a importância de uma resposta rápida por parte do governo do estado”, complementa.

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 A Indicação foi apresentada e aprovada em votação única na 6ª Sessão Ordinária, no dia 9 de março. 

Especialidade – O médico otorrinolaringologista é responsável pelo diagnóstico, tratamento e cirurgias de doenças como; malformações congênitas do canal auditivo, perfuração de tímpano, distúrbios do equilíbrio e do olfato, faringite, lesões de boca e língua, estomatites, apneia obstrutiva do sono, câncer de garganta, laringe ou da cavidade oral, entre outros.

Fonte: ALMT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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