POLÍTICA MT

CST de fomento a pequenas empresas e agricultura familiar é instalada na ALMT


Foto: Ronaldo Mazza

A Câmara Setorial Temática (CST) do Fomento a Micro e Pequenas Empresas e a Agricultura Familiar foi instalada na manhã desta segunda-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A CST foi proposta pelo deputado Thiago Silva (MDB) e criada por meio do Ato 009/2022, de 10 de março.

O professor e doutor em economia, Benedito Dias Pereira, é o presidente da câmara e vai conduzir os trabalhos de discussão e reflexão sobre as cadeias produtivas da agricultura familiar e sobre a oferta de crédito para esses segmentos. Além de Benedito, participarão do grupo servidores de órgãos como Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), da ALMT e da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público I-Geos.

Segundo Benedito, após a etapa de diagnóstico e estudo, a CST deverá elaborar e propor políticas públicas para fomentar as cadeias. “O próximo passo será o levantamento das políticas existentes e sobre a oferta de crédito. Vamos saber quais são e em quais municípios essas políticas estão implementadas”.

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O superintendente de Agricultura Familiar da Seaf, George Luis de Lima será o relator da Câmara e a secretaria será ocupada pelo gerente de Crédito Rural da Empaer, Mariano Campos. A próxima reunião ficou pré-agendada para o começo de maio, com data a ser confirmada. 

O prazo de execução dos trabalhos é de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Abilio se posiciona contra reajuste de 11% na tarifa de água e busca barrar aumento

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se posicionou contra o aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto, mas afirma que o reajuste decorre de uma sentença arbitral originada em processos e decisões tomadas durante gestões anteriores. Segundo a Prefeitura, a cobrança é resultado de medidas que deixaram de ser adotadas nos últimos anos, especialmente durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e que acabaram gerando passivos contratuais agora reconhecidos em arbitragem.

Apesar da decisão arbitral favorável à concessionária Águas Cuiabá, a gestão municipal sustenta que continuará buscando alternativas jurídicas para tentar impedir ou reduzir o impacto do reajuste sobre a população. A determinação do prefeito é que todos os instrumentos administrativos e judiciais disponíveis sejam utilizados na defesa dos consumidores.

De acordo com o município, a discussão está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão, firmado em 2012, e envolve fatos ocorridos entre 2013 e 2019. A sentença arbitral que reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi baseada em atos administrativos e pareceres emitidos antes da atual gestão.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a Sentença Arbitral Parcial proferida no Procedimento Arbitral CMA nº 775 reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato e determinou que a recomposição ocorra por meio de aumento tarifário de 11,93%.

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De acordo com a PGM, a decisão arbitral teve como base parecer técnico emitido pela extinta Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão.

*Prefeitura mantém batalha na Justiça*

A discussão na Câmara Arbitral teve decisão favorável à concessionária, no entanto, exigem ações judiciais em andamento que podem impactar no contrato de concessão dos serviços de água e esgoto.

Segundo o procurador-geral do município, Luiz Junior, o percentual de 11,93% já foi consolidado na esfera arbitral, mas os processos judiciais continuam tramitando. Atualmente, uma mesa técnica foi instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir as ações que tratam do contrato de concessão.

Participam das discussões representantes do Ministério Público de Mato Grosso, autor de algumas das ações, da Cuiabá Regula, da Procuradoria-Geral do Município e demais órgãos envolvidos.

“A questão arbitral, quanto ao percentual de 11,93% já foi decidida, mas os processos judiciais seguem em andamento e estão sendo debatidos nessa mesa técnica instalada no Tribunal de Contas”, afirmou o procurador.

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A administração municipal sustenta que continuará adotando todas as medidas cabíveis para defender os interesses da população e buscar alternativas para evitar o impacto do reajuste nas contas de água e esgoto.

*Entenda*

O pedido de reajuste apresentado pela Águas Cuiabá está vinculado à primeira revisão ordinária do contrato de concessão e a mecanismos de recomposição econômico-financeira previstos contratualmente.

A Cuiabá Regula esclareceu que o procedimento arbitral foi iniciado em 2022, antes da criação da autarquia, e que sua participação ocorre apenas por sucessão legal da extinta Arsec. A agência afirma que não participou dos atos que deram origem ao litígio e que sua atuação se restringe à análise técnica dos cálculos e à verificação do cumprimento das regras contratuais.

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