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CPI da Saúde avança em pedidos de documentos e cobra participação dos membros

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) lamentou a ausência de membros titulares na segunda reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, realizada nesta quarta-feira (18), na Sala de Comissões Sarita Baracat, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele disse que todos os integrantes foram previamente comunicados por meio de memorandos protocolados nos gabinetes entre os dias 17 e 18 de março, além de reforço verbal durante sessão plenária na mesma data.

“Quero falar sobre as faltas. Conforme a última reunião da CPI, ficou definido que a próxima reunião seria no dia 18 de março. Ela foi comunicada com 14 dias de antecedência. Ainda esta semana, encaminhei memorandos para todos os membros – para que fosse ratificada essa reunião – com data específica, horário e local. E, pela terceira vez, utilizei a tribuna para convidar os deputados a comparecerem. Somente o vice-presidente Chico Guarnieri (PSDB) justificou, por estar de licença por 120 dias da Casa de Leis”, comentou o parlamentar.

Durante a reunião, o presidente da CPI fez a leitura do artigo nº 381 do Regimento Interno da ALMT, que trata da ausência de membros titulares em comissões. “Em relação às faltas, é estabelecido que o presidente, de ofício, ao verificar a ausência de membros por duas reuniões consecutivas ou cinco alternadas, deverá comunicar imediatamente à presidência da Casa, que, no prazo de 48 horas, determinará que a liderança partidária indique outro membro para ocupar a vaga, no prazo de 24 horas”, explicou.

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Caso não haja indicação, um novo comunicado será expedido, respeitando prazo máximo de 24 horas. “São permitidas apenas duas substituições de membros representativos da comissão. Persistindo a situação, a CPI passa a funcionar com os membros remanescentes. Vou formalizar um ofício para que todos estejam cientes, reforçando o artigo nº 381, para eventual substituição de membros faltosos”, acrescentou o deputado.

Ele também criticou a ausência do deputado Beto Dois a Um (União), escolhido relator da comissão. “Ele colocou o seu nome, se submeteu à eleição e foi eleito por unanimidade. Não justifica a ausência. Não recebi nenhum comunicado. Esteve presente na sessão plenária de hoje. Se não tem interesse em participar da CPI, é um direito dele sair. Essa vaga pertence à sua respectiva bancada”, disse.

Durante a reunião, Wilson Santos informou ainda a designação do procurador Carlos Antônio Dornellas Filho, pela Procuradoria-Geral da ALMT, para prestar assessoria técnica e jurídica aos trabalhos da CPI, sem prejuízo de suas funções institucionais. A reunião também previa a discussão e aprovação do regimento interno da CPI da Saúde, o que foi adiado devido à ausência de quórum.

O presidente destacou ainda as primeiras medidas adotadas pela comissão.“Quero comunicar que todos os ofícios foram remetidos, cumprindo as deliberações da primeira reunião. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Controladoria-Geral do Estado (CGE), a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) e a Polícia Federal foram notificadas. Estamos solicitando cópias completas, de capa a capa, dos inquéritos realizados pela Deccor, em nível estadual, e pela Polícia Federal, em nível federal. Estamos aguardando as respostas”, informou.

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Antes de encerrar, o deputado comentou decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, que negou recurso de empresários investigados na Operação Espelho, mantendo a validade das provas produzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

“Depois que apresentamos o requerimento para criação da CPI, no dia 2 de fevereiro, o TRF1 voltou a movimentar o processo. Ele estava parado há mais de um ano e meio e, com certeza, permaneceria assim por mais tempo. O primeiro objetivo da nossa CPI já foi atingido: fazer com que a Câmara julgadora voltasse a analisar o caso. Esse é o primeiro resultado concreto. Uma das principais metas da CPI é justamente fazer com que o que está judicializado avance e seja julgado”, declarou.

O próximo encontro ficou agendado para quinta-feira (26), às 8h30, em comum acordo com o membro suplente Eduardo Botelho (União), que participou em substituição à deputada Janaina Riva (MDB).

Investigação – A CPI foi instaurada para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre 2019 e 2023, especialmente durante a pandemia da Covid-19, incluindo desdobramentos da chamada Operação Espelho.

Fonte: ALMT – MT

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Prefeitura de Várzea Grande é cobrada por dívida de R$ 3,2 milhões com instituição que atende crianças com deficiência

Organização afirma que pagamentos estão pendentes desde a gestão Kalil Baracat; TCE aponta que falta de localização de notas fiscais não justifica atrasos

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A Prefeitura de Várzea Grande enfrenta questionamentos no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) por uma dívida de R$ 3,2 milhões com uma instituição responsável pelo atendimento educacional de 348 crianças com deficiência no município. A cobrança envolve serviços prestados desde 2024, ainda durante a administração do ex-prefeito Kalil Baracat, e se estende à atual gestão de Flávia Moretti (PL).

A situação foi apresentada ao TCE pela Campi – Residencial Inclusivo, por meio de uma Representação de Natureza Externa (RNE). A organização afirma que oito notas fiscais permaneciam sem pagamento até 31 de agosto de 2026, somando exatamente R$ 3.263.016,68.

O documento aponta que a pendência mais antiga corresponde a uma nota fiscal emitida em 8 de outubro de 2024. Segundo a instituição, os valores se referem a serviços já prestados e cujas notas foram liquidadas ou estavam em condições de liquidação.

Ao apresentar defesa no processo, a Prefeitura de Várzea Grande reconheceu a existência de atrasos no cronograma de pagamentos, mas informou que não conseguiu localizar parte da documentação apresentada pela organização.

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De acordo com a administração municipal, os processos relacionados às notas fiscais de números 791, 797, 806 e 912 não foram encontrados nos registros consultados pela Coordenadoria Administrativa Financeira.

A prefeitura argumentou que será necessário realizar diligências para identificar os documentos, organizar os respectivos processos e dar continuidade à tramitação administrativa.

O posicionamento, entretanto, recebeu ressalvas do conselheiro Antonio Joaquim, responsável pela análise do caso no TCE-MT.

Em decisão publicada na terça-feira (6), o relator destacou que a ausência de localização das notas fiscais não pode ser utilizada, por si só, como justificativa para o não pagamento de obrigações.

Apesar disso, Antonio Joaquim esclareceu que o Tribunal de Contas não possui competência para determinar diretamente o pagamento de valores reclamados por uma empresa privada.

Segundo o conselheiro, a atuação do órgão de controle deve se concentrar na verificação do cumprimento da ordem cronológica de pagamentos e na transparência das informações disponibilizadas pela administração pública.

“O objeto desta representação se restringe exclusivamente à apuração acerca do cumprimento, ou não, da ordem cronológica de pagamentos, bem como da adequada publicidade dessas informações, cabendo à contratada pleitear na esfera administrativa e judicial, se for o caso, a cobrança dos valores devidos, uma vez que não compete a este Tribunal de Contas a tutela de interesses meramente privados”, ponderou.

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Dessa forma, a instituição poderá buscar o recebimento dos recursos diretamente junto à prefeitura ou recorrer ao Poder Judiciário para cobrar os valores que considera devidos.

A representação continuará em tramitação no TCE-MT, que poderá identificar eventuais irregularidades administrativas e aplicar sanções aos responsáveis, caso sejam constatadas infrações.

A discussão envolve um serviço voltado ao atendimento de 348 alunos com deficiência em Várzea Grande, incluindo crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

Até o momento, não há informação de determinação judicial para pagamento imediato dos R$ 3,2 milhões, nem de aplicação de multa aos gestores em razão da representação.

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