POLÍTICA MT
Celebra Cuiabá reúne cerca de 20 mil cristãos em show de Fernandinho
Cuiabá recebeu neste final de semana (11), o Festival Celebra que reuniu cerca de 20 mil cristãos, no Parque Tia Nair. O evento contou com apresentações regionais e do cantor gospel Fernandinho. O Evento teve emenda parlamentar do deputado Thiago Silva (MDB) e apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e governo do estado.
O deputado, que preside a Frente Parlamentar Evangélica, tem apoiado e promovido eventos gospel em diversasregiões de Mato Grosso, como por exemplo a realização da Marcha para Jesus em Cuiabá, Vila Bela da Santíssima Trindade e também em Rondonópolis.
“Declaramos que Cuiabá e Mato Grosso são do Senhor Jesus. É uma alegria muito grande para o povo de Deus receber em nosso estado o Fernandinho, que possui uma carreira de mais de 20 anos, tanto no Brasil quanto internacionalmente, louvando e ministrando a Palavra do Senhor. Vamos seguir trabalhando com a Frente Parlamentar Evangélica para incentivar a realização de eventos gospel, que propagam o evangelho de Jesus Cristo e fomentam a economia local”, disse o deputado.
O prefeito Abílio Brunini (PL) propôs em seu pronunciamento a realização de um Réveillon gospel para atender o público cristão. O deputado Thiago se comprometeu a destinar a emenda para a realização da virada do ano.
Cristã, Luane Cristina falou da grandeza do evento que reuniu moradores de várias cidades de Mato Grosso. “Com certeza foi um dos maiores shows gospel da história da nossa Capital e queremos agradecera iniciativa do deputado que acreditou nesse projeto e fez história com uma noite de adoração e louvores à Deus. Foi uma benção”, falou.
O coral da Escola Adventista realizou uma apresentação que antecedeu a entrada do cantor nacional Fernandinho. “Para aqueles que apoiam eventos de louvor e adoração, estamos aqui hoje participando desta linda festa do Senhor. Que Deus possa seguir abençoando a todos”, afirmou o diretor da escola, Alfredo Ferreira.
Com mais de 1h30 de um show, Fernandinho pregou o Evangelho de Jesus Cristo e movimentou toda a multidão, cantando seus principais louvores como “Único”, “Galileia”, “Grandes Coisas”, “Santo pra sempre”. “Nesta noite temos que tomar uma decisão radical na nossa vida, ou eu vivo os meus sonhos particulares ou eu abro mão de tudo isso para viver os verdadeiros planos de Deus. É uma grande alegria estar com todos vocês”, disse o cantor.
O vereador Kassio Coelho (Podemos) participou do Celebra e elogiou o trabalho do deputado Thiago.
O deputado Thiago finalizou o Celebra agradecendo a participação da população cristã do Estado de Mato Grosso e reafirmou o seu compromisso em continuar apoiando eventos que propagam o amor de Jesus Cristo.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso
Foto: Helder Faria
Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.
Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.
Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.
O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.
Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.
O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.
Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.
“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.
Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.
Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.
A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.
Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.
Fonte: ALMT – MT
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