POLÍTICA MT
Teatro de bonecos com personagens inspirados na Palavra Cantada chega ao Zulmira neste fim de semana
Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA
Quem não conhece alguma canção da dupla Palavra Cantada, que há 28 anos encanta as crianças com letras divertidas e sensíveis, arranjos e gravações que valorizam a infância e educam pelo lúdico? Essas canções estarão presentes no espetáculo de bonecos ‘As Aventuras de Pauleco e Sandreca no Planeta Água’, do grupo de teatro Giramundo. Os personagens principais são inspirados em Paulo Tatit e Sandra Peres, sendo que Sandra ainda assina a direção geral.
E o musical estará em Cuiabá, aqui no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, neste sábado (2), às 18h, e no domingo (3), às 17h. Os ingressos do primeiro dia estão disponíveis neste link e, do segundo dia, neste link.
O espetáculo de teatro de bonecos do Grupo Giramundo trará, ao palco, além dos já conhecidos Pauleco e Sandreca, outros 12 outros personagens em uma história que fala sobre a importância da água para a vida nas florestas, nos rios e oceanos, e as ameaças ao meio ambiente, como o aquecimento global.
No roteiro de autoria de Fernando Salém, os protagonistas Pauleco e Sandreca estão sempre em busca do seu amigo Pingo (voz original de Fabio Brazza), e encontram outros companheiros como Maré (voz original de Fafá de Belém), Rejeito, Chica, Ralo, Trompet, Irmãos Xingú, a pinguim Greta e muito mais.
O cenário é composto por vídeos, animações e objetos que também interagem com os bonecos, controlados por seis marionetistas. Ao todo, serão 11 canções que embalam as aventuras de Pauleco, Sandreca e a trupe de amigos. Todas foram arranjadas, orquestradas e regidas por Ruriá Duprat para orquestra sinfônica.
Os bonecos foram criados especialmente por Beatriz Apocalypse, do Grupo Giramundo, a partir de resíduos e materiais de descarte. Outra surpresa fica por conta da utilização da água como instrumento de percussão.
Para Sandra Peres, “A retomada da apresentação do musical é muito emocionante para nós. Ele marca um momento importante da trajetória da Palavra Cantada. Há alguns anos criamos os personagens Pauleco e Sandreca, conhecidos por meio dos clipes no YouTube. Agora, com o musical, eles ganham personalidades, ganham vida. É um universo de possibilidades que se abre para além dos nossos shows, que continuaremos a fazer. Com esses personagens nos palcos, no cinema de animação e em outras formas de expressão artística, poderemos levar a um público muito maior nossas músicas e nossos conteúdos, de forma criativa e acessível”.
“Ficamos sempre muito felizes quando recebemos em nosso palco espetáculos como esse de grande importância nacional. Aqui, especificamente, acolhemos nossos pequeninos – as crianças de alma, na certeza de oferecer aprendizado lúdico, beleza e qualidade”, comentou a diretora do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira
Quer saber mais sobre o Palavra Cantada? Acesse @palavracantada no Instagram.
Serviço:
Espetáculo de bonecos “As aventuras de Pauleco e Sandreca no Planeta Água”
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Sábado (2), às 18h
Ingresso neste link: https://www.sympla.com.br/evento/as-aventuras-de-pauleco-e-sandreca-no-planeta-agua/1602552
Domingo (3), às 17h
Ingresso neste link: https://www.sympla.com.br/evento/as-aventuras-de-pauleco-e-sandreca-no-planeta-agua/1602684
Classificação: Livre.
Duração: 60 minutos
Crianças de até 2 anos, de colo, acompanhadas de algum responsável, não pagam
Ingressos sem lugar marcado. Ocupação do teatro por ordem de chegada.
Com informações da assessoria
Fonte: ALMT
POLÍTICA MT
Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso
Foto: Helder Faria
Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.
Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.
Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.
O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.
Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.
O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.
Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.
“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.
Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.
Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.
A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.
Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.
Fonte: ALMT – MT
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