POLÍTICA MT

Visita técnica da Comissão de Infraestrutura da ALMT reforça avanços em rodovias e hospital no Médio-Norte e Oeste

Foto: ALEX RODRIGUES DA COSTA E OLIVEIRA

Com o objetivo de acompanhar o andamento de obras de pavimentação e infraestrutura executadas pelo Governo do Estado, a Comissão de Infraestrutura e Transporte Urbano da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou uma visita técnica nesta sexta-feira (27). A ação foi coordenada pelo presidente da Comissão, deputado Valmir Moretto (Republicanos), que liderou a comitiva durante a vistoria.

A comitiva percorreu os municípios de Barra do Bugres, Lambari D’Oeste, Rio Branco, Salto do Céu, Tangará da Serra e o distrito de Nova Fernandópolis, com o objetivo de vistoriar obras que integram a Região Oeste ao Médio Norte de Mato Grosso.

“Estivemos em obras que foram muito esperadas pelo público, são trabalhos que deixaram de ser apenas projetos e estão se tornando realidade”, disse o presidente.

Além do presidente, participaram da vistoria os parlamentares membros da comissão Chico Guarnieri (PRD), Júlio Campos (União) e Nininho (Republicanos).

Durante o trajeto, a Comissão acompanhou a pavimentação da MT-247, que conecta Barra do Bugres a Lambari D’Oeste; a construção da ponte sobre o Rio Branco, em Salto do Céu; e a pavimentação da MT-339/MT-246, que integra Rio Branco, Salto do Céu, Lambari D’Oeste, Barra do Bugres, Nova Olímpia e Tangará da Serra. A visita também incluiu a vistoria das obras do Hospital Regional de Tangará da Serra.

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“Visitar as rodovias que conectam as regiões Médio-Norte e Oeste de Mato Grosso é uma ação de extrema importância. Trata-se de uma demanda histórica, aguardada por muitos anos. Agora, com a união dos poderes, podemos ver essa realidade sendo concretizada”, destacou o deputado Valmir Moretto, presidente da Comissão.

A comitiva foi acompanhada pela secretária adjunta de Obras Rodoviárias da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Nívia Calzolari, além de representantes das associações da MT-247 e MT-339. Também estiveram presentes os prefeitos de Rio Branco, Pabollo Victor; de Salto do Céu, Professor Mauto; prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson; de Lambari D’Oeste, Marcelo Vitorazzi; de Cuverlândia, Jadilson Alves; e a prefeita de Barra do Bugres, Azenilda Pereira e seu vice Arthurzão, além de vereadores da região.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Nelson Barbudo critica tributação de insumos agrícolas e alerta para impacto no preço dos alimentos

Deputado afirma que aumento dos custos no campo pode chegar ao bolso do consumidor e cobra políticas que fortaleçam produção agropecuária

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) fez duras críticas nesta terça-feira (11) à reoneração do PIS e da Cofins sobre insumos agrícolas e alertou que o aumento da carga tributária no campo pode produzir consequências que vão além das propriedades rurais, pressionando os custos de produção e, consequentemente, o preço dos alimentos.

A mudança decorre da Lei Complementar 224/2025, que promoveu redução de benefícios fiscais federais. Desde 1º de abril, produtos que anteriormente contavam com alíquota zero de PIS e Cofins passaram a sofrer incidência parcial das contribuições. Entre os insumos atingidos estão itens essenciais à atividade agropecuária, como fertilizantes e defensivos.

A questão foi amplamente discutida pelo parlamentar durante a realização da 32ª Expões-te, em Pontes e Lacerda, e em encontro com produtores rurais de Nova Mutum.

Para Barbudo, a medida ocorre em sentido contrário ao que o país deveria fazer para estimular a produção e contribuir para que os alimentos cheguem à mesa dos brasileiros a preços menores.

“Quando se aumenta o custo de quem produz, essa conta não desaparece. Ela percorre toda a cadeia e pode chegar lá na frente, ao supermercado e à mesa das famílias. Por isso, não estamos falando de um problema apenas do produtor rural. Estamos falando do bolso de milhões de brasileiros”, afirmou.

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O parlamentar mato-grossense defendeu que o setor agropecuário seja tratado como estratégico para a economia e para a segurança alimentar do país. Segundo ele, medidas que encarecem fertilizantes, defensivos e outros componentes da produção precisam ser avaliadas também pelos seus possíveis reflexos sobre o consumidor.

“É contraditório dizer que queremos comida mais barata e, ao mesmo tempo, aumentar os custos necessários para produzi-la. O produtor já enfrenta preço de insumos, combustível, logística, juros e uma série de outros custos. O papel do governo deveria ser criar condições para produzir mais, com eficiência e competitividade”, declarou.

SEGURO RURAL – Barbudo destacou ainda a importância do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, que permite ao Governo Federal custear parte do valor do seguro contratado pelos produtores. Para 2026, o programa teve recursos bloqueados, reduzindo a capacidade de cobertura em um momento de forte instabilidade climática.

“Seguro rural não é privilégio. É proteção para uma atividade que depende do clima e que sustenta grande parte da economia. Quando uma safra quebra, não perde apenas o produtor. Perde o comércio, perde o transportador, perde quem presta serviço e perde toda a cidade que depende daquela produção”, ressaltou.

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Segundo Nelson Barbudo, o Brasil deveria seguir o caminho oposto: reduzir custos, ampliar instrumentos de proteção e garantir segurança para quem investe e produz.

“Precisamos dar condições para o produtor plantar, investir e continuar produzindo. Isso significa crédito adequado, seguro rural forte, segurança jurídica e menos peso sobre os insumos. Quanto mais segurança existir no campo, melhor será para o abastecimento, para os empregos e para a economia”, defendeu.

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