POLÍTICA MT
Castração de animais é discutida em reunião de CST
“Castração é a solução”. Esse foi o foco do debate realizado nesta segunda-feira (5), pela Câmara Setorial Temática (CST) criada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para estudar e debater políticas em defesa da causa animal. Uma das convidadas para o debate foi a representante da Prefeitura de Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá), Carina Moreira de Oliveira. Ela disse que o cuidado com os animais no município vem desde de 2014. Hoje, segundo ela, a prefeitura conta com a parceria de duas ONGs para os cuidados com a causa dos animais.
“É através delas que a prefeitura passa os fomentos mensais para darem prosseguimentos aos trabalhos. Para Alpatos, que é um abrigo de animais, foi repassada a quantia de R$ 10 mil para compra de ração. Para a Ampara, a prefeitura destinou à compra de ração e medicações o valor de R$ 8,5 mil. Os valores repassados são mensais”, disse Oliveira.
Na cidade, segundo Carina Moreira, a prefeitura repassa para a Alpatas a quantia mensal de R$ 28 mil, referente à administração para custeio do centro de castração, criado no final de 2021. “Esse valor repassado é para custeio com medicação, limpeza e operacional, ou seja, tudo que é realizado dentro do centro de castração”, disse Moreira.
Ela disse que em 2022, no centro de castração, foram realizadas 781 cirurgias em animais. Até maio de 2023, foram registradas 583 cirurgias. “A prefeitura está criando um departamento para centralizar todas as ações dos municípios. Entre as metas está o aumento do número de castração. A intenção é tornar Lucas do Rio Verde referência na causa animal”, disse Moreira.
A secretária-adjunta de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Cuiabá, Andrea Janaina de Mello, disse que, além de trabalhar a castração, é preciso enfatizar também a educação, desde o adulto, trazendo informações às pessoas. “Se for necessário, é preciso trabalhar a punição. Hoje, a secretaria trabalha nessa questão, 95% das nossas denúncias têm êxito. A castração é viável, mas a educação também é importante”, explicou Mello.
Ela informou que, no mês de novembro de 2022, foram feitas 97 castrações; já em dezembro, outras 127 cirurgias. Em 2023, em janeiro e fevereiro, foram feitas 248 e 121 castrações, respectivamente. “Para uma cidade como Cuiabá, que tem 600 mil habitantes, é muito pouco. Não é uma questão que o município não está oferecendo as cirurgias, mas também da procura. É preciso que os tutores usufruam do que o município está oferecendo”, afirmou Mello.
A representante da Associação Voz Animal (AVA), Sílvia Mara Leite Cavalcante, lembrou de uma lei de 2017 (nº 13426), que trata da Política Nacional de Controle de Natalidade de Cães e Gatos. Segundo ela, esse debate não é novo. “Quanto tempo se passou para que o município e o Estado de Mato Grosso fossem discutí-la. Antes tarde do que nunca. A CST consegue juntar as ONGS, o Município e o Estado para colocar a castração de forma sistêmica. O trabalho é árduo e muitas vezes é feito com recursos próprios, que são pequenos”, disse Cavalcante.
Silvia Cavalcante afirmou que em Mato Grosso existe a Lei nº 10.740/2018, que trata da proteção, identificação e controle populacional em Mato Grosso. “Desse período, até hoje, “o que se fez? Os nossos gestores nada fizeram. Deixam nas costas das ONGS. As nossas discussões, em grupos da causa animal, é isso. Quem é o tutor legal desses animais? É o município e o estado”, questionou Cavalcante.
Para Cavalcante, a castração está alicerçada em três pilares: a castração no controle dos animais, o combate aos maus-tratos e o combate a leishimaniose. “Quanto a população gasta com tratamento dessa doença? Ela é consequência de uma falta de uma educação. O mosquito que causa a leishimaniose precisa ser combatido, que transmite a doença é o mosquito e não o bicho”, alertou Sílvia Cavalcante.
A representante da ONG “É o bicho MT”, Jenifer G. Larrea, afirmou que em 2020, a ONG realizou na região de Porto Jofre, com apoio da Marinha do Brasil, a castração e a chipagem de 200 animais. Segundo ela, a partir dessa ação foi criada uma barreira sanitária. Ação durou seis meses.
“Mas para isso foi realizado educação ambiental à população local. Os animais nunca passaram por atendimentos por veterinários porque não tem. Nem humano tem. Nesses seis meses, a Ong levou rações, melhorando a saúde dos animais, preparando-os para a castração. Nesse período foram feitas castrações em animais de Poconé e Cuiabá”, disse Jenifer Larrea.
A CST, proposta pelo 1º secretário Max Russi (PSB), foi criada para debater e estudar políticas públicas em defesa da causa animal. A câmara tem 180 dias para abordar discutir os maus-tratos a animais.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
ALMT é a 5ª assembleia legislativa do Brasil com mais interações nas redes sociais
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) alcançou a quinta colocação entre os parlamentos estaduais com maior número de interações nas redes sociais no primeiro semestre de 2026. No período, os perfis institucionais da Casa de Leis mato-grossense somaram 179.675 interações.
Os dados foram divulgados pela Social Media Gov, plataforma especializada em inteligência de comunicação para instituições públicas. O estudo acompanha a presença digital de órgãos governamentais e compara a repercussão das publicações nas principais redes. Confira aqui a íntegra do levantamento.
Para o secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, a posição demonstra que a instituição tem ampliado o contato com os cidadãos por meio dos canais digitais. “Estar entre as cinco instituições públicas com maior interação nas redes sociais mostra que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso está cada vez mais conectada com a população. Esse resultado é fruto de uma comunicação transparente, acessível e focada em mostrar, de forma simples, como o trabalho do Parlamento faz a diferença na vida das pessoas. Nosso compromisso é fortalecer esse diálogo e manter o cidadão sempre informado e participando das decisões que impactam o estado”, afirma.
Na classificação nacional, a ALMT ficou à frente de assembleias legislativas como as do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Amazonas. A colocação evidencia o avanço dos canais institucionais como espaços de divulgação das atividades parlamentares, dos serviços oferecidos pela Casa e de assuntos de interesse da sociedade.
Henrique Santos também ressalta que a conquista resulta da participação conjunta dos profissionais da Secretaria de Comunicação Social (Secom). “Nenhum resultado dessa magnitude é construído de forma isolada. Essa conquista reflete o talento, a dedicação e o profissionalismo dos servidores da Secretaria de Comunicação. Quando há confiança, integração entre os setores e compromisso com o interesse público, os resultados aparecem”, destaca.
A gerente de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da Assembleia, Noemia Almeida, explica que a presença nas plataformas digitais é construída de forma integrada pelas áreas de redes sociais e publicidade institucional, jornalismo, fotografia, TV Assembleia e Rádio Assembleia. As equipes trabalham na produção de notícias, vídeos, campanhas, transmissões e outros formatos que ajudam a tornar os temas legislativos mais compreensíveis e próximos do cotidiano da população.
Noemia Almeida avalia que a posição obtida nacionalmente traduz o empenho diário dos profissionais e a cooperação entre as diferentes áreas da Secom. “Recebemos esse reconhecimento com muita satisfação, pois ele reflete o empenho de uma equipe formada por apenas nove servidores e um jovem aprendiz, que atua diariamente com criatividade, dedicação e senso de propósito. Nosso trabalho vai muito além da gestão das redes sociais. Somos responsáveis também pela publicidade institucional e diversas ações estratégicas de comunicação. Esse resultado só é possível graças à integração com os demais setores da Secom, que caminham conosco em cada projeto, fortalecendo a comunicação da Assembleia”, diz.
Inovação reconhecida — A presença da ALMT entre as cinco primeiras colocadas dá continuidade a uma série de conquistas da comunicação da Casa. Em 2025, a instituição recebeu o segundo lugar no Prêmio Social Media Gov, durante o 14º Redes WeGov, com a assistente virtual “Alê”, criada para facilitar o acesso às informações legislativas pelas redes sociais.
Neste ano, o Parlamento mato-grossense conquistou o primeiro lugar na mesma premiação, realizada durante o 15º Redes WeGov, com o “Termômetro de Notícias”. O projeto utiliza inteligência artificial, automação e análise de dados para identificar temas de interesse do público e aperfeiçoar a distribuição dos conteúdos institucionais.
A equipe de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da ALMT também chegou ao meio acadêmico. O artigo científico sobre o “Termômetro de Notícias”, elaborado por Noemia Almeida, com revisão dos servidores William Monteiro e Yuri Daltro Caseiro, foi aprovado para apresentação no Congresso Brasileiro de Comunicação Pública.
Fonte: ALMT – MT
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