ELEIÇÕES 2026
Canais da Assembleia alcançam mais de 1,4 milhão de visualizações durante cobertura das eleições em MT
TV, rádio, site e redes sociais da ALMT acompanharam votação e apuração do primeiro turno e ampliaram o alcance das informações eleitorais em todo o estado
Os canais de comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizaram uma cobertura integrada do primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). TV, rádio, site e redes sociais acompanharam a movimentação dos eleitores e a apuração dos votos, com informações atualizadas a partir dos dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Nas redes sociais, o Instagram da Assembleia registrou mais de 1,4 milhão de visualizações orgânicas durante a cobertura, com alcance de aproximadamente 300 mil contas e 44 mil interações.
Segundo a gerente de marketing da Secretaria de Comunicação, Noemia Almeida, a estratégia começou a ser preparada antes do dia da votação e envolveu a integração das diferentes plataformas mantidas pelo Legislativo.
A TV Assembleia também acompanhou o processo eleitoral. De acordo com a gerente de jornalismo Francesca Bogo, o canal da emissora no YouTube contabilizou mais de 38 mil visualizações e 400 interações. O sinal também foi retransmitido por canais parceiros no interior de Mato Grosso.
No site institucional, a produção de conteúdos teve início meses antes do primeiro turno. Conforme a coordenadora Renata Neves, a proposta foi disponibilizar informações que ajudassem a população a compreender o processo eleitoral e as atribuições dos cargos em disputa, além de acompanhar os resultados após o fechamento das urnas.
A Rádio Assembleia iniciou a cobertura nas primeiras horas do domingo, com repórteres nas ruas acompanhando a votação. Posteriormente, a programação passou a transmitir a apuração dos votos, em mais de quatro horas de cobertura ininterrupta, com participação dos comentaristas políticos Alfredo da Motta Menezes e Gabriel Lucas.
Para o secretário de Comunicação da Assembleia, coronel Henrique Santos, a atuação conjunta dos canais da Casa está relacionada ao compromisso institucional do Parlamento com a transparência e a prestação de informações de interesse público.
POLÍTICA MT
TCE envia caso à OAB e pede apuração sobre atuação de advogados em recurso de contrato de R$ 32 milhões
Conselheiro Antonio Joaquim apontou possível litigância de má-fé após recurso mencionar suposta interferência de membro da Corte sem apresentar, segundo ele, elementos concretos
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou o envio à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) de documentos relacionados a um recurso apresentado pelo Instituto Social de Saúde São Lucas (ISSSL). A medida busca apurar eventual violação de deveres profissionais e possível litigância de má-fé por parte da entidade e de seus procuradores.
A determinação foi tomada pelo conselheiro Antonio Joaquim durante a análise de recursos relacionados ao Chamamento Público nº 003/2026, realizado pela Prefeitura de Pontes e Lacerda para contratar uma organização social responsável pela gestão do Hospital Vale do Guaporé. O contrato firmado com o Instituto São Lucas é de R$ 32 milhões por ano.
O procedimento havia sido suspenso pelo TCE após representação apresentada pelo Instituto de Saúde Santa Rosa (ISSR). Posteriormente, tanto o Município quanto o Instituto São Lucas recorreram.
Ao reexaminar o caso, Antonio Joaquim reconheceu que o contrato com o ISSSL havia sido assinado em 31 de julho e estava em execução desde 1º de agosto, corrigindo uma premissa temporal utilizada anteriormente. Apesar disso, o relator considerou que ainda existem pontos que precisam ser apurados no chamamento público, principalmente em relação ao cumprimento do item 15.10 do edital, ao contraditório e aos critérios utilizados na avaliação técnica das propostas.
Na decisão, o conselheiro também apontou o que classificou como “transparência insuficiente” e uma postura “pouco colaborativa” por parte da Prefeitura. Segundo o entendimento apresentado no processo, o Município não teria comunicado inicialmente a assinatura do novo contrato. Documentos referentes à homologação e ao ajuste teriam sido encaminhados ao Tribunal apenas em 3 de setembro, mesma data da publicação da decisão que havia suspendido o chamamento.
Outro ponto que continuará sob análise envolve a sessão de abertura das propostas. Entre os questionamentos estão a possibilidade de uma concorrente ter tido acesso à proposta do Instituto de Saúde Santa Rosa, apresentado objeções e influenciado a discussão antes da consolidação das notas, além da suposta participação de uma pessoa que não estaria cadastrada na sessão.
A decisão também prevê análise dos critérios empregados na avaliação técnica.
O ponto que motivou o envio do caso à OAB-MT foi uma alegação apresentada pelo Instituto São Lucas sobre uma possível interferência de integrante do TCE na formação do convencimento do relator.
Antonio Joaquim afirmou que a acusação não foi acompanhada de fato concreto ou prova. Conforme registrado na decisão, o recurso fez referência ao vínculo conjugal de uma antiga dirigente do Instituto de Saúde Santa Rosa com um membro da Corte. Na avaliação do conselheiro, a argumentação colocou sob suspeita a independência da relatoria sem apresentar elementos objetivos que sustentassem a alegação.
Diante disso, Antonio Joaquim determinou o encaminhamento de cópias do recurso e da decisão ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT para que seja apurada eventual violação aos deveres profissionais de veracidade, lealdade, boa-fé e urbanidade.
Também deverá ser investigada eventual prática de litigância de má-fé pelo Instituto São Lucas e seus procuradores. A própria decisão ressalva que deverá ser garantido o contraditório e a ampla defesa antes de qualquer responsabilização.
Apesar da controvérsia no TCE, o contrato com o Instituto São Lucas permanece em execução. Isso ocorre porque o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liminar suspendendo os efeitos da decisão que havia determinado a paralisação do contrato.
A decisão judicial, porém, não impede o TCE de prosseguir com a análise do chamamento público e dos indícios de possíveis irregularidades apontados no processo.
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