MOBILIZAÇÃO POLÍTICA

Pivetta e lideranças de MT preparam ato em apoio a Flávio Bolsonaro em Cuiabá

Mobilização está prevista para terça-feira (13), com caminhada entre as praças Alencastro e do Choppão; parlamentares eleitos, prefeitos e outras lideranças devem participar

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), parlamentares eleitos, prefeitos e outras lideranças políticas de Mato Grosso devem participar, na próxima terça-feira (13), de um ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

A mobilização está marcada para as 16h, em Cuiabá, e prevê uma caminhada da Praça Alencastro até a Praça do Choppão. Também estão em andamento articulações para a participação do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, Alfredo Gaspar (PL).

Segundo Odílio Balbinotti, coordenador da campanha de Flávio em Mato Grosso, prefeitos e apoiadores de diferentes municípios serão convidados para participar da mobilização.

“Todos os prefeitos do estado serão convidados, os apoiadores do Flávio. Ou seja, os 142”, afirmou.

Balbinotti disse ainda que a intenção é demonstrar unidade entre as lideranças que apoiam a candidatura presidencial.

“É para mostrar que estamos unidos pela candidatura de Flávio. Todos os prefeitos, a grande maioria. Só alguns poucos deputados, mais do PT e de outras siglas de esquerda, que não estão engajados. O resto todo está engajado. E essa é a ideia, mostrar que toda a classe política do estado está engajada na candidatura do Flávio”, acrescentou.

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De acordo com o coordenador, parte das lideranças concentrou esforços nas próprias campanhas durante o primeiro turno das eleições. Com o encerramento da disputa estadual, o grupo pretende intensificar a atuação na campanha presidencial.

Ainda não há estimativa de quantos prefeitos participarão do ato em Cuiabá. A organização, no entanto, trabalha para ampliar a adesão de gestores e demais lideranças políticas.

Em reunião realizada na segunda-feira (5), em um hotel de Cuiabá, também ficou definido que prefeitos aliados deverão atuar na coordenação da campanha presidencial em seus respectivos municípios. A estratégia é descentralizar as ações e ampliar a mobilização pelo interior de Mato Grosso.

“Estamos pensando em fazermos caminhadas nas maiores cidades, com a participação dos políticos também. Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, nas maiores cidades, promover caminhadas em favor da campanha”, explicou Balbinotti.

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POLÍTICA MT

TCE envia caso à OAB e pede apuração sobre atuação de advogados em recurso de contrato de R$ 32 milhões

Conselheiro Antonio Joaquim apontou possível litigância de má-fé após recurso mencionar suposta interferência de membro da Corte sem apresentar, segundo ele, elementos concretos

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou o envio à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) de documentos relacionados a um recurso apresentado pelo Instituto Social de Saúde São Lucas (ISSSL). A medida busca apurar eventual violação de deveres profissionais e possível litigância de má-fé por parte da entidade e de seus procuradores.

A determinação foi tomada pelo conselheiro Antonio Joaquim durante a análise de recursos relacionados ao Chamamento Público nº 003/2026, realizado pela Prefeitura de Pontes e Lacerda para contratar uma organização social responsável pela gestão do Hospital Vale do Guaporé. O contrato firmado com o Instituto São Lucas é de R$ 32 milhões por ano.

O procedimento havia sido suspenso pelo TCE após representação apresentada pelo Instituto de Saúde Santa Rosa (ISSR). Posteriormente, tanto o Município quanto o Instituto São Lucas recorreram.

Ao reexaminar o caso, Antonio Joaquim reconheceu que o contrato com o ISSSL havia sido assinado em 31 de julho e estava em execução desde 1º de agosto, corrigindo uma premissa temporal utilizada anteriormente. Apesar disso, o relator considerou que ainda existem pontos que precisam ser apurados no chamamento público, principalmente em relação ao cumprimento do item 15.10 do edital, ao contraditório e aos critérios utilizados na avaliação técnica das propostas.

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Na decisão, o conselheiro também apontou o que classificou como “transparência insuficiente” e uma postura “pouco colaborativa” por parte da Prefeitura. Segundo o entendimento apresentado no processo, o Município não teria comunicado inicialmente a assinatura do novo contrato. Documentos referentes à homologação e ao ajuste teriam sido encaminhados ao Tribunal apenas em 3 de setembro, mesma data da publicação da decisão que havia suspendido o chamamento.

Outro ponto que continuará sob análise envolve a sessão de abertura das propostas. Entre os questionamentos estão a possibilidade de uma concorrente ter tido acesso à proposta do Instituto de Saúde Santa Rosa, apresentado objeções e influenciado a discussão antes da consolidação das notas, além da suposta participação de uma pessoa que não estaria cadastrada na sessão.

A decisão também prevê análise dos critérios empregados na avaliação técnica.

O ponto que motivou o envio do caso à OAB-MT foi uma alegação apresentada pelo Instituto São Lucas sobre uma possível interferência de integrante do TCE na formação do convencimento do relator.

Antonio Joaquim afirmou que a acusação não foi acompanhada de fato concreto ou prova. Conforme registrado na decisão, o recurso fez referência ao vínculo conjugal de uma antiga dirigente do Instituto de Saúde Santa Rosa com um membro da Corte. Na avaliação do conselheiro, a argumentação colocou sob suspeita a independência da relatoria sem apresentar elementos objetivos que sustentassem a alegação.

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Diante disso, Antonio Joaquim determinou o encaminhamento de cópias do recurso e da decisão ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT para que seja apurada eventual violação aos deveres profissionais de veracidade, lealdade, boa-fé e urbanidade.

Também deverá ser investigada eventual prática de litigância de má-fé pelo Instituto São Lucas e seus procuradores. A própria decisão ressalva que deverá ser garantido o contraditório e a ampla defesa antes de qualquer responsabilização.

Apesar da controvérsia no TCE, o contrato com o Instituto São Lucas permanece em execução. Isso ocorre porque o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liminar suspendendo os efeitos da decisão que havia determinado a paralisação do contrato.

A decisão judicial, porém, não impede o TCE de prosseguir com a análise do chamamento público e dos indícios de possíveis irregularidades apontados no processo.

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